Histórias cariocas

Dupla de atores cria companhia de teatro experimental

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

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(Foto: Moedor Fimes/ Divulgação)

Eles têm o teatro não só como profissão, mas como condição de vida. Helena Almeida e Ruy Carvalho, que se conheceram numa oficina promovida pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), fazem questão de comandar cada detalhe da encenação. Por isso: 1) são os autores do texto; 2) são os únicos atores em cena; 3) assinam a direção da peça; 4) cenários e figurino, adivinha quem bolou?. Eles vão estrear Banho de Sol no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário da Gávea, em 14 de janeiro, ficando quartas e quintas, e iniciando às 9 da noite em ponto. Trata-se da primeira produção da Companhia Doêrro ­— fundada e formada, naturalmente, pelos dois. Que ninguém espere teatro convencional. E aqui vai um exemplo das experimentações que rolam: antes mesmo de o espetáculo começar, as pessoas ocupam a plateia e são recebidas pela dupla já no palco, com o holofote virado para o personagem de Ruy, que passa minutos a fio em posição desconfortável e com o rosto todo franzido, como se pegasse sol na cara. O fim do espetáculo é outro momento surpreendente: quando ninguém pensa que acabou, acabou.

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(Foto: Sandra Moreira / Divulgação)

Muito além das tacadas

Eis um dos amplos salões do octogenário Itanhangá Golf Club, no bairro de mesmo nome, encostado na Barra. E sabe sua festa de casamento? Agora ela pode ser lá. É que desde o mês passado espaços como esse estão disponíveis também para não sócios — antes, um associado teria obrigatoriamente de chancelar os eventos de gente de fora. São aguardadas bodas, comemorações de 15 anos e eventos corporativos. A quantidade de sócios está hoje em 650 pessoas (mensalidade em torno de1 400 reais). Outra novidade é que voltou a haver venda de títulos. Mas respire fundo: podem custar dezenas de milhares de reais.

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(Foto: Istockphoto)

Para desestressar

O pai, Rui Motta, integrante dos Mutantes nos anos 70, já tem duas escolas de música especializadas no ensino de bateria, uma na Fonte da Saudade e a outra na Tijuca. O filho, Jonas, não seguiu o velho na carreira musical, mas na de empreendedor: abriu agora, no Shopping Downtown, na Barra, a Oficina de Bateria Rui Motta, com cursos do instrumento para profissionais e amadores, inclusive crianças. “Hoje existe muita gente que faz aula de bateria apenas e tão somente para desestressar, quase como se fosse uma terapia. Também somos focados nesse tipo de cliente”, diz Jonas.É o que lá chamam de  bateroterapia. E ele garante que a legião de seguidores é realmente grande. Cita inclusive uma entrevista da atriz Tatá Werneck em que ela diz ser uma adepta dessa espécie de “processo de libertação”.

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(Foto: News Assessoria / Divulgação)

Espelho-d’água perto do mar

Abriu há três semanas, em Ipanema,  uma casa de shows cujo diferencial é a água. Não por acaso seu nome é Aqua. Fica na Rua Farme de Amoedo, onde um dia funcionou a boate Lounge 69, e usa acrílicos, iluminação azul e líquidos de verdade para gerar efeitos visuais como a imagem, espelhada no teto, dos artistas que ali se apresentam — como aconteceu com a cantora Leny Andrade no evento de inauguração. O lugar guarda conceitos semelhantes aos do saudoso Mistura Fina, com restaurante no térreo e, no 2º andar, espaço para apresentações. Na pauta, muita bossa nova, jazz e blues.

 

3X3 é o nome do jogo

Para quem ainda não reconheceu, trata-se de uma variante do basquete de rua, que terá nada menos que um Mundialito na cidade. Esse esporte tem crescido tanto que já se aventa a possibilidade de integrar o programa da Olimpíada de 2020, em Tóquio. Por aqui, os jogos de “três xis três” (fala-se assim na linguagem do metiê) acontecerão em 11 de janeiro, sendo disputados na beira da Lagoa, em quadras recentemente reformadas perto do Parque da Catacumba. O Brasil terá duas equipes, uma contra o Denver, dos Estados Unidos, e a outra contra o Novi Sad, da Sérvia. Em resumo: em meia quadra, três atletas de cada lado tentam, durante dez minutos, acertar a cesta.

Fonte: VEJA RIO