DIVERSÃO

Quero ser DJ

Cariocas investem em cursos de discotecagem para se destacar em carreira que promete cachês astronômicos ou simplesmente para se divertir

Por: Daniela Pessoa - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

De figuras marginalizadas, escondidas atrás de poderosas aparelhagens de som, os DJs se tornaram profissionais respeitados, muitas vezes famosos, donos de uma carreira cobiçada. Mais do que reproduzir músicas em uma pista de dança, eles se tornaram reconhecidos por uma arte que muitos gostariam de dominar: a de agitar multidões. A remuneração acompanhou o prestígio da profissão. Um DJ recebe, hoje, em média 1 500 reais por evento. Já os tops ganham a partir de 15 000 reais por noite. Os cachês altos, o desafio de comandar as carrapetas e a badalação das festas têm atraído cariocas de todas as idades, especialmente das classes média e alta, em busca de uma atividade que, além de dinheiro, dê prazer.

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"Cariocas entre 15 e 25 anos costumam procurar cursos de DJ para obter sucesso profissional, enquanto pessoas mais velhas, que já têm uma profissão, optam pelo curso mais como um hobby ou como oportunidade para desenvolver uma atividade paralela", afirma Luiz Helenio, diretor do Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC). Filho do sétimo homem mais rico do mundo, Olin Batista, por exemplo, não quis saber dos negócios do pai. O rapaz de 16 anos, caçula de Eike e Luma de Oliveira, decidiu investir na carreira de DJ após se divertir tocando em uma festa em Angra dos Reis. Já o empresário do ramo de tecnologia Alex Ribeiro, 37 anos, pretende retomar o antigo sonho da carreira musical. Com a vida estabilizada, ele quer finalmente priorizar o que lhe dá mais prazer, a música. "Estou me dividindo entre o escritório e o curso de discotecagem duas vezes por semana", conta animado.

Um curso básico custa, em média, 1000 reais. No entanto, para adquirir um bom equipamento próprio é necessário desembolsar mais 4 000. O feeling também é importante. Afinal, segundo o professor Yanay Vasconcelos, o DJ é como um psicólogo da noite. "É preciso sentir o clima da festa e entender o que as pessoas querem ouvir. Mulheres, por exemplo, curtem música com vocal, enquanto os homens gostam de um som mais pesado", afirma o personal DJ, ex-residente da Casa da Matriz e professor particular. Ele destaca ainda que, hoje, com tutoriais online e softwares facilmente baixados na Internet, qualquer um pode se tornar DJ, mas as manhas da profissão são aprendidas na escola. "Tocar usando apenas as ferramentas oferecidas pela web é como cantar usando playback. Perde a graça", afirma Yanay.

Apesar de ainda serem minoria nos cursos de mixagem, as mulheres estão começando a apostar nessa seara também. "Você se diverte, areja a cabeça e faz um monte de amigos quando começa a tocar em festas", conta Maria Diniz, analista de documentação que, graças ao curso de DJ, conheceu o marido. Os professores dão força à mulherada. Segundo Luiz Helenio, do IATEC, a personalidade musical feminina é muito mais aguçada, além de serem elas as mais disciplinadas e detalhistas. "A cena eletrônica carioca e mundial será dominada por elas", profetiza o diretor e DJ.

Cursos de DJ

IATEC: Avenida Érico Veríssimo, 999, 3º andar, Barra. Filial Centro: Rua Pedro I, 4, sala 202, Praça Tiradentes. Tel. 2493-9628 e 2486-0629. Preço: R$ R$ 1390,00 (curso básico de discotecagem com 24 horas de aula). www.iatec.com.br

Eleventh: Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 978, sala 604, Copacabana, tel. 3208-3598. Preço: R$ 530,00 (curso básico de discotecagem com 35 horas de aula). www.eleventh.com.br

Personal DJ Yanay Vasconcelos: aulas particulares em domicílio. Tel. 8507-1926. Outros contatos: yanaydj@yahoo.com.br e yanaydj@hotmail.com (MSN). Preço: R$ 200,00 por duas horas de aula.

Senac Rio: Rua Pompeu Loureiro, 45, Copacabana, tel. 4002-2002. Preço: R$ 627,00 (curso de DJ com 48 horas). Pré-requisito: ensino fundamental completo. www.rj.senac.br

Fonte: VEJA RIO