MEMÓRIA DA CIDADE

Quando folia não era muvuca

Curso na Cinédia vai falar dos primeiros reis momos, de ranchos e de entrudos

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Fotos acervo Cnédia/Alice Gonzaga
(Foto: Redação Veja rio)

Foi em meados dos anos 1930 que se consolidou a figura bonachona do Rei Momo como o líder da folia da cidade. Até então ele era um boneco, que ganhou carne e osso naquela época, como provam as imagens de A Voz do Carnaval, de 1933. Esse filme será um dos pilares do curso ?A história da formação do Carnaval carioca?, que o pesquisador Luiz Carlos Magalhães vai ministrar a partir do dia 21, sempre às terças-feiras, na sede da Cinédia, na Glória. Ele é produtor cultural, professor da Universidade Veiga de Almeida e comentarista de samba na Rádio Tupi. Terá como referência aquele que foi o primeiro Carnaval filmado com som no Brasil ­? antes, os documentários eram mudos. Em uma das cenas aparecem o Rei Momo (personificado por Mo­raes Cardoso), rodeado por dois secretários, devidamente fantasiados, e, de gravata, Adhemar Gonzaga, o diretor do média-metragem e fundador daquela produtora de cinema, muito atuante até os anos 1940, hoje chamada Cinédia Cena Criativa. A lembrança de manifestações que ficaram no passado, como os entrudos e os ranchos, vai permear todo o curso. Muito antes da superlotação dos blocos de hoje, especialmente na Zona Sul, era assim, nesses pequenos grupos, que se brincava o Carnaval no Rio.

Fotos acervo Cinédia/Alice Gonzaga
(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO