SUSTENTABILIDADE

Por um 2014 mais limpo

Coleta seletiva inédita foi bem sucedida no Réveillon de Copacabana. Esse ano, Comlurb planeja aumentar de 3,7% para 10% o recolhimento de recicláveis no Rio

Por: - Atualizado em

Divulgação Comlurb
(Foto: Redação Veja rio)

Quem passou o Réveillon na praia de Copacabana viu uma novidade. A Comlurb instalou 22 contêineres para descarte de materiais recicláveis em onze pontos diferentes da orla, sempre de dois em dois. Esperava-se receber, no máximo, 35 toneladas de lixo reciclável. Quando viu que 37,5 toneladas foram corretamente descartadas, o presidente da empresa municipal responsável pelo lixo se surpreendeu. ?Foi uma resposta muito positiva da sociedade. No próximo ano, com certeza vamos ampliar o projeto?, promete o administrador Vinicius Roriz, à frente da Comlurb há um ano.

A iniciativa não vem ao acaso. O Rio, como a maioria dos municípios brasileiros, ainda cuida mal do seu lixo mais limpo. Mas já se começou a fazer algo para mudar isso. De um ano para cá, a coleta subiu de um irrisório 1,4% para 3,7% do total. A meta do município era chegar a 5% na virada do ano. Não conseguiu, mas passou perto. Para o ano que vem, a ideia é chegar em dezembro com 10%. ?Preciso muito desses 10%, pois em 2016 o compromisso é ainda maior: saltar para 25%?, explica Roriz.

Em 2013, a Comlurb decidiu encarar o problema da coleta de lixo de frente. Aumentou o número de equipes especializadas de quatro para dezesseis. Com doze caminhões a mais, o trabalho pode chegar a mais bairros. Mais profissionais, maior cobertura, serviço melhor: a fórmula deu certo. Esse ano serão contratados mais garis e, possivelmente, adquiridos novos equipamentos.

Divulgação Comlurb
(Foto: Redação Veja rio)

Tsunami de lixo um pouco menor na virada

O último Réveillon produziu aproximadamente 10% a menos de lixo na orla, num total de 368 toneladas. Mas o resultado não pode ser comemorado. A Comlurb monta uma operação de guerra a cada virada para, já de manhã, a praia não ter mais o aspecto de pós-tsunami ? muito comum no Rio depois de qualquer festa a céu aberto. Ou seja: para esse momento eles estão prontos. O que se espera é que cariocas e turistas parem de sujar as praias, as ruas e as praças no dia a dia: se cada um cuidar do seu lixo, naturalmente a cidade ficará mais limpa. E, infelizmente, nos dias comuns, o lixo jogado no lugar errado não recua. ?É claro que precisamos, do nosso lado, ampliar e melhorar o serviço. Mas, num momento tão importante para o Rio, precisamos da população?, diz o presidente da empresa.

Lixo Zero aplicou 26 mil multas

A criação da campanha Lixo Zero foi uma maneira que Prefeitura e Comlurb encontraram de reduzir os resíduos despejados na rua, apelando para o bolso do cidadão. Até agora, foram aplicadas 26.246 multas. O Centro da cidade ? onde a Avenida Rio Branco, via arterial da região, precisa ser varrida quatro vezes por dia para ficar transitável ? é o pior caso, com 8.592 multas. Copacabana vem em segundo, com 3.623.

Nessa época no ano, com praias lotadas, o bairro fica ainda mais sujo. A operação Lixo na Praia instalou mais lixeiras e deslocou equipes de outros lugares para a orla. Mas nada nisso adianta se não fizermos nossa parte. Lugar de lixo é, e continuará sendo, na lixeira.

Fonte: VEJA RIO