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Clima pode ter aumentado os casos de malária no Rio

Problema está sob avaliação da Fundação Oswaldo Cruz e teve aumento significativo no último ano

Por: Redação Veja Rio - Atualizado em

Teresópolis
Teresópolis: uma das cidades atingidas (Foto: Redação Veja Rio)

O aumento de casos de malária registrado este ano no Rio pode ter entre suas causas fatores ambientais, como o clima mais seco, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "Não vamos dizer que a situação não preocupa. Mas ela não expõe a risco toda a população. São episódios isolados", disse.

Os casos registrados até o momento estão relacionados a pessoas que estiveram próximos da área rural, na Mata Atlântica. "É uma área de maior risco. Quem vai para estas regiões deve tomar medidas preventivas. Usar proteção", completou.

Este ano foram registrados 14 casos. Um número significativamente maior do que o registrado em 2014, quando 8 pacientes com a doença foram identificados e em 2013, com 7 infecções confirmadas.

O aumento do número de casos de malária vem sendo avaliado por integrantes da Fundação Oswaldo Cruz. A forma da doença identificada nos pacientes do Rio é mais branda. "Estamos acompanhando. O que vem acontecendo é classificado como acidente epidemiológico", explicou o ministro.

De acordo com Chioro, o clima mais seco teria levado a um aumento da população de mosquitos naquela região. A expectativa é a de que o equilíbrio seja novamente alcançado assim que as condições de tempo mudarem novamente.

Enquanto tais mudanças não acontecem, Chioro afirmou ser indispensável a adoção de medidas preventivas. Não há vacina para malária. Para se proteger, é preciso evitar a picada do mosquito, deixando o mínimo de partes do corpo expostas, usando repelentes e, se possível, evitando áreas silvestres, área florestal.

Chioro lembrou ainda que o número de casos de malária no Brasil caiu de forma significativa de 2000 para cá. "Antes registrávamos mais de 600 mil casos. Agora, são 178 mil, a maioria concentrada na Região Norte", disse (com Estadão Conteúdo). 

Fonte: Estadão Conteúdo