DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Prêmio Nobel de Literatura em 2010, o peruano Mario Vargas Llosa fez uma única incursão no universo infantil, com uma tocante história de amor adaptada aqui pela primeira vez para os palcos. Dirigida por Daniel Herz, nome de peso no teatro adulto, a peça conduz o público em uma experiência sensorial pelo país de origem do autor, evocado na direção de arte do estilista Ronaldo Fraga. Em um espaço no 1º andar do CCBB normalmente utilizado para exposições, a criançada se acomoda em almofadas coloridas, dividindo o lugar com estandartes estampados com motivos do Peru, esteiras de palha e caixas de papelão. Ali é ambientada a história do personagem-título, vivido por Pablo Sanábio ? que acerta mais uma vez, como em O Menino que Vendia Palavras, outra excelente montagem infantil, também idealizada e protagonizada por ele. Apaixonado por Nereida (Thais Belchior), a menina mais bonita do colégio, Fonchito embarca em uma ambiciosa missão para conquistá-la: vencer o céu nublado de Lima, onde se passa a história, para capturar a Lua. Juntam-se a ele na empreitada Marino Rocha, no papel do divertido Martin, e Felipe Lima, como Leon. O clima latino é reforçado por palavras em espanhol, proferidas ao longo da apresentação, como nas divertidas aulas da professora do quarteto (Raquel Rocha), e pela trilha de Paulo Santos, do prestigiado grupo de música instrumental Uakti (60min). Rec. a partir de 6 anos. Estreou em 25/1/2014.

Centro Cultural Banco do Brasil ? Pátio (70 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Sábado e domingo, 17h. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 9h (sáb. e dom.). Até 16 de março.

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(Foto: Redação Veja rio)

Em sua última passagem pelo Rio, três anos atrás, a banda de rock americana garantia ao público que aquela seria sua última turnê. O alarme, porém, se revelou falso: o disco de então, The Dissent

of Man, ganhou um sucessor, True North, lançado em 2013. Na estrada há mais de três décadas, o Bad Religion foi influenciado pelo movimento punk, de bandas como Ramones e The Clash. Suas letras politizadas e repletas de críticas à sociedade americana deixaram marcas na produção de grupos como Green Day, The Offspring e Blink 182. De volta ao Rio na próxima quarta (5), no Circo Voador, Greg Graffin (voz), Brett Gurewitz (guitarra) e Jay Bentley (baixo) ? os três da formação original ?, Brian Baker, Mike Dimkich (guitarras) e Brooks Wackerman (bateria) defendem, além de faixas recentes, presentes no último trabalho, os antigos sucessos American Jesus, Sorrow e No Control. 18 anos.Circo Voador (2?000 lugares). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, ☎ 2533-0354. Quarta (5), a partir das 20h. R$ 200,00. Desconto de 50% com a apresentação do e-flyer ou 1 quilo de alimento não perecível. Bilheteria: 12h/19h (ter.); a partir das 12h (qua.). IC. www.circovoador.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Hoje com 78 anos, o baiano de Irajuba construiu sua carreira no Rio, onde se radicou na década de 60, tornando-se um dos fotojornalistas mais tarimbados do país. Premiado por instituições nacionais e internacionais, ele já teve seus cliques expostos junto com os de nomes do calibre de Henri Cartier-Bresson, Robert Capa e Sebastião Salgado. O reconhecimento não veio por acaso. Ao longo de sua trajetória profissional ? grande parte nos tempos áureos do extinto Jornal do Brasil ?, ele registrou fatos históricos, como a Passeata dos Cem Mil, em 1968, e documentou com constância a repressão da ditadura militar. No entanto, seu olhar apurado e sensível se voltou também para manifestações culturais e cenas cotidianas, de beleza prosaica. Essa variedade permeia a individual Tempos de Chumbo, Tempo de Bossa: os Anos 60 pelas Lentes de Evandro Teixeira. Em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, com curadoria de Márcia Mello, a mostra joga luz sobre a década indicada em seu título, condensada em dezessete belas fotografias em preto e branco. Cliques da musa Leila Diniz de biquíni e de moças sob o sol na Praia de Ipanema convivem com um flagrante da rainha Elizabeth em visita ao Brasil, em 1968. Os registros de temas políticos são especialmente marcantes. Embaladas pela emblemática canção Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré, mais de 100 imagens ligadas ao regime militar são exibidas em um vídeo de seis minutos.

Centro Cultural Justiça Federal. Avenida Rio Branco, 241, Centro, ☎ 3261-2550, Cinelândia. Terça a domingo, 12h às 19h. Grátis. Até dia 27.

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(Foto: Redação Veja rio)

Palavra de origem alemã incorporada à língua inglesa, wanderlust significa tanto o desejo de viajar quanto, de forma mais ampla, o impulso de sair da zona de conforto. O termo, nome original desta comédia dramática do britânico Nick Payne, descreve bem o estado dos personagens. Liz (Suzana Nascimento) e Alan (Otto Jr.) são um casal em crise - manifestada na gélida vida sexual dos dois. O quadro piora quando ela reencontra Estevão (Tárik Puggina), um amigo de juventude, e ele começa a se envolver com Clara (Cristina Lago), uma colega de trabalho. Enquanto isso, o filho deles (Fábio Cardoso) tem sua iniciação sexual com uma amiga mais experiente (Beatriz Bertu). Por trás do que parecem relações pautadas apenas pela libido, vislumbram-se questões mais profundas, ligadas a afeto, solidão, honestidade e, não menos importante, ao tal wanderlust, aquele desejo de ir além. Dirigido com sensibilidade por Ivan Sugahara, o elenco afinado encontra o tom certo na condução da história (90min). 16 anos. Reestreou em 2/2/2014.

Sede das Cias (50 lugares). Rua Manuel Carneiro, 12 (Escadaria Selarón), Lapa, ☎ 2137-1271. Sexta a segunda, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 19h (sex. a seg.). Até 24 de fevereiro.

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(Foto: Redação Veja rio)

Gloria (Paulina García) é uma mulher de meia-idade divorciada e com muita disposição para encontrar uma nova cara-metade. Mãe de um casal de filhos adultos e assídua frequentadora de casas de dança, essa senhora acaba conhecendo o sessentão Rodolfo (Sergio Hernández), ex-militar e dono de um clube de paintball em Santiago. O primeiro encontro já termina na cama e o romance tem início. Se a protagonista encontrou a liberdade depois do fim do casamento, seu parceiro, embora igualmente separado, ainda mantém vínculos com a ex-esposa e as duas filhas, que o procuram insistentemente pelo celular, até mesmo em momentos bem inadequados. O drama foi indicado pelo Chile para concorrer a uma vaga no Oscar 2014 de melhor filme estrangeiro, mas ficou fora da disputa. Diretor e roteirista, Sebastián Lelio foca uma personagem fascinante defendida com simpatia por Paulina, não à toa premiada como melhor atriz no Festival de Berlim do ano passado. Gloria, ao longo da história, mostra-se um exemplo de dignidade e independência afetiva. Em um longa-metragem que flerta com o humor, o realizador acerta ao expor o sexo na terceira idade, sem frescuras. Direção: Sebastián Lelio (Gloria, Chile/Espanha, 2013, 110min). 14 anos. Estreou em 31/1/2014.

Fonte: VEJA RIO