DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Com mais de duas décadas de carreira, o violonista e compositor uruguaio despontou para o mundo apenas em 2005, ao receber o Oscar de melhor canção por Al Otro Lado Del Río, presente na trilha do longa Diários de Motocicleta, de Walter Salles. De lá para cá, firmou-se como um fértil promotor de intercâmbios na música latino-americana - por aqui, ele já foi gravado por Maria Rita, Simone e Zélia Duncan, enquanto, lá fora, esteve na mira dos cubanos Omara Portuondo e Pablo Milanés e da argentina Mercedes Sosa. De volta ao Rio, depois de se apresentar na cidade em maio de 2013, Drexler faz três shows em formato voz e violão, na Miranda. Em clima intimista, o uruguaio inclui canções do seu último trabalho, n (assim mesmo, com letra minúscula), mas garante também os seus maiores sucessos, a exemplo de Todo Se Transforma e Guitarra y Vos. 16 anos.

Miranda (225 lugares). Avenida Borges de Medeiros, 1424 (2º piso), Lagoa, ☎ 2239-0305. Quinta (30) a sábado (1º), 21h30. R$ 160,00 a R$ 300,00. Bilheteria: 12h/18h (seg.); 10h/21h (ter. a qua.); a partir das 10h (qui.); a partir das 12h (sex. e sáb.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Em meio a tantos espetáculos de viés biográfico dominando a cena musical, é muito bem-vinda a abordagem fora da caixa trazida por Charles Möeller e Claudio Botelho nesta emocionante ? e tecnicamente impecável ? montagem. Não se trata, aqui, de simplesmente contar a vida de Chico Buarque, como o nome da peça eventualmente poderia sugerir, mas de narrar uma história a partir das composições assinadas por ele. Usar canções que nada têm a ver umas com as outras, pinçadas de obras igualmente sem relação entre si, como fio condutor de um enredo criado do zero é tarefa muito mais complicada do que parece, mas que a dupla vence com galhardia. De forma difusa, quase onírica, sugerindo um fluxo de memórias, 47 músicas costuram a história de uma companhia teatral mambembe. Seu líder, vivido pelo próprio Botelho, vê a frágil harmonia do grupo ? além da união com

sua mulher, interpretada por Soraya Ravenle ? ser completamente desestabilizada pela chegada de uma bela jovem em busca de um lugar no meio artístico, papel de Malu Rodrigues. Davi Guilhermme, Estrela Blanco, Felipe Tavolaro, Lilian Valeska e Renata Celidônio completam o afinado elenco, todos com seus momentos de brilho individual. Há que destacar, porém, a excepcional Soraya, magnética em Não Sonho Mais (do filme República dos Assassinos), Lilian em interpretação arrebatadora de Funeral de um Lavrador (da peça Morte e Vida Severina) e Malu, confirmando sua condição de melhor jovem cantora de musicais do país toda vez que abre a boca para emitir uma nota (120min). 12 anos. Estreou em 9/1/2014.

Teatro Clara Nunes (499 lugares). Rua Marquês de São Vicente, 52 (Shopping da Gávea), 3º piso, Gávea, ☎ 2274-9696. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 80,00 a R$ 100,00. Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). IC. Estac. (R$ 6,00 por duas horas). Até 27 de abril.

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(Foto: Redação Veja rio)

Elogiada pelo álbum de estreia, Efêmera (2010), a cantora e compositora paulistana tornou-se uma das mais destacadas representantes da nova geração da música brasileira. Com Tudo Tanto, seu segundo CD ? uma difícil provação para artistas que estouraram logo no primeiro disco ?, ela reiterou seu talento com um som moderno, voz precisa e letras elaboradas. Lançado em 2012, o trabalho continua sendo divulgado em turnê, no espírito que Tulipa definiu de forma simples: "O tempo de um disco é até quando o artista tiver vontade e gosto de apresentá-lo e até quando o público quiser ouvi-lo". Assim, no sábado (1º), ela retorna ao Circo Voador, onde já havia mostrado aos cariocas as faixas desse mesmo álbum, há mais de um ano. Escoltada pelo irmão Gustavo Ruiz (guitarra), pelo pai, Luiz Chagas (guitarra), e por Caio Lopes (bateria) e Marcio Arantes (baixo), Tulipa prioriza canções do trabalho mais recente, como Dois Cafés, gravada com Lulu Santos, e Quando Eu Achar. Pela primeira vez ao vivo, a inédita e dançante Megalomania também entra no repertório. A abertura da noite fica a cargo do simpático trio paulistano O Terno. 18 anos.

Circo Voador (2?000 lugares). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, ☎ 2533-0354. Sábado (1º), a partir das 22h. R$ 80,00. Desconto de 50% com a apresentação do e-flyer ou 1 quilo de alimento não perecível. Bilheteria: 12h/19h (ter. a qui.); 12h/0h (sex.); a partir das 14h (sáb). IC. www.circovoador.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Criadores do inteligente espetáculo As Coisas, apresentado em outubro passado no Teatro Fashion Mall, Flávia Reis, Julia Schaeffer e Guilherme Miranda, membros da companhia Teatro Portátil, retornam ao mesmo palco com esta graciosa peça sem falas. Como o seu próprio nome sugere, a montagem é dividida em dois atos, com perfis distintos. No primeiro, os atores, vestindo divertidas máscaras, brincam magistralmente com uma corda, formando com ela desenhos de casas, pipas, janelas e peças de roupa, entre outros objetos prosaicos. Cenário e figurinos nas cores branca e preta embelezam a cena. Menos animado, mas igualmente interessante, o segundo segmento leva ao palco um boneco, que sai de uma caixa colorida para interagir com a plateia e conhecer seus manipuladores. Inspirada em desenhos animados antigos, a trilha sonora leva a assinatura de Felipe Trotta e conduz público e personagens ao longo das cenas, provando que a ausência de texto pode se revelar um tempero a mais. Direção de Alexandre Boccanera (40min). Rec. a partir de 4 anos. Estreou em 11/1/2014.

Teatro Fashion Mall - Sala 1 (470 lugares). Estrada da Gávea, 899, São Conrado, ☎ 2422-9800. Sábado e domingo, 17h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.). Até 9 de março.

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(Foto: Redação Veja rio)

Tem cinco indicações ao Oscar, e todas merecidas: melhor filme, direção (Martin Scorsese), ator coadjuvante (Jonah Hill), roteiro adaptado e ator ? o sensacional Leonardo DiCaprio. Em cena o tempo todo, o astro exibe vitalidade física e artística numa atuação que faz dele, sem dúvida, o motor de uma história inspirada em episódios reais. No caso, a de Jordan Belfort. O protagonista entrou no mercado financeiro aos 22 anos e perdeu o emprego quando a Bolsa de Nova York despencou em 1987. Esperto e ambicioso, instalou-se numa pequena firma de Long Island. Lá, ergueu uma fulgurante carreira para, logo depois, abrir sua própria empresa, associado ao malucão Donnie Azoff (Hill). O novo amigo o apresentou às drogas. A partir daí, Belfort seguiu numa escalada profissional de fraudes, trocou a esposa por uma amante de capa de revista masculina, abusou de barbitúricos, participou de orgias e conquistou o objetivo de virar milionário. Scorsese escancara essa vida de muitos vícios e zero virtude. Por isso, prepare-se para sequências escandalosas, certamente as mais atrevidas na filmografia do cineasta. Nas entrelinhas dos exageros do realizador, encontram-se humor e ironia, uma deliciosa combinação raramente vista em seus filmes. Direção: Martin Scorsese (The Wolf of Wall Street, EUA, 2013, 180min). 18 anos.

Fonte: VEJA RIO