DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Aos 71 anos, o cantor carioca de nascimento e mineiro de coração tem esbanjado vitalidade. Para celebrar meio século de carreira, completado em 2012, ele rodou por Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa defendendo o repertório do show Uma Travessia. Mal terminou o giro internacional, já volta ao palco com outra novidade: Clube do Milton, um espetáculo diferente que estreia no sábado (11), na Fundição Progresso. Em sua casa no Itanhangá, ele promove encontros com amigos de várias gerações. Inspirado por essas ecléticas rodas de papo e música, vai dividir a apresentação com quatro convidados: o pianista Wagner Tiso e o cantor Lô Borges, seus parceiros no histórico LP Clube da Esquina (1972), o paulista Criolo e o cantor português António Zambujo. Ao lado dos dois primeiros, Milton interpreta clássicos como Coração de Estudante e Nos Bailes da Vida. Na companhia de Zambujo, expoente do fado contemporâneo com quem se apresentou no ano passado, em Lisboa, para mais de 20?000 pessoas, exibe uma nova versão de Travessia. Caçula da turma, o rapper Criolo partilha faixas de seu elogiado primeiro disco, Nó na Orelha, em duos com o anfitrião. Juntos, eles também vão cantar Cálice ? a bela composição de Milton Nascimento e Chico Buarque ganhou uma paródia feita por Criolo elogiada abertamente pelos dois autores. A banda escalada para acompanhar o quinteto é formada por instrumentistas que tocam com o dono da festa há tempos: Wilson Lopes (guitarra), Lincoln Cheib (bateria), Kiko Continentino (piano), Widor Santiago (metais) e Gastão Villeroy (baixo). 18 anos.

Fundição Progresso (4?000 pessoas). Rua dos Arcos, 24, Lapa, ☎ 3212-0800. Sábado (11), 0h. R$ 80,00 (1º lote) a R$ 140,00 (4º lote). Bilheteria: 12h/14h e 15h/20h (seg. a sex.); a partir das 12h (sáb.). www.fundicaoprogresso.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Quinto colocado no ranking da revista inglesa DJ Mag, ele é uma estrela pop. Em sua última passagem pela cidade, entrou para a história do Rock in Rio como o primeiro artista do gênero a se apresentar no Palco Mundo, transformando a Cidade do Rock em uma grande balada. Com mais de 25 milhões de singles vendidos e dois prêmios Grammy no currículo, o francês Guetta abre o calendário de 2014 da música eletrônica na cidade. Na sexta (10), no Riocentro, faz seu show ? com direito a escapadas da mesa dos pickups para animar o público ? emendando um hit atrás do outro. São presenças garantidas músicas mais recentes, a exemplo de Play Hard, parceria com Ne-Yo e Akon, e da empolgante Titanium, além de sucessos absolutos como I Got a Feeling, gravada com o Black Eyed Peas, e When Love Takes Over. Antes da atração principal, Bernardo Novaes, Mary Olivetti e Beto Giovanetti esquentam o público. Depois, a vez é de Marcelo CIC. 18 anos.

Riocentro. Avenida Salvador Allende, 6555, Barra, ☎ 3035-9100. Sexta (10), 22h. Pista (4º lote): R$ 260,00 (mulheres) e R$ 320,00 (homens). Camarote premium: R$ 640,00 (mulheres) e R$ 720,00 (homens). Promoção: pagará meia-entrada quem doar 1 quilo de alimento não perecível.

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(Foto: Redação Veja rio)

Resultado de um projeto acadêmico criado na UniRio pelo professor Rubens Lima Jr., este hilariante musical dirigido por ele reestreia na quinta (9). Trata-se de uma montagem do espetáculo de enorme sucesso encenado na Broadway em 2011 que supera com talento genuíno as esperadas limitações financeiras de uma produção universitária. Concebida por Trey Parker, Matt Stone, criadores da escrachada animação South Park, e Robert Lopez, idealizador do musical iconoclasta Avenida Q, a peça se esmera na zombaria. Na história, um grupo de rapazes mórmons conclui sua formação religiosa e todos serão mandados, em duplas, para pregar em várias partes do mundo. Em vez da tão sonhada Flórida, o almofadinha Elder Price (Hugo Kerth, ótimo) acaba em Uganda ? junto com Elder Cunningham (Leo Bahia, a grande estrela do afiado elenco), nerd gorducho e um tanto desmiolado. Religião, universo gay, África e até mesmo os musicais viram alvo de piada no texto e nas engraçadíssimas versões das canções originais, assinadas por Alexandre Amorim. Igualmente dignas de aplauso são a competente direção musical de Marcelo Farias e as bem executadas coreografias de Victor Maia (135min, com intervalo).

UniRio ? Sala Paschoal Carlos Magno (98 lugares). Avenida Pasteur, 436, Urca, ☎ 2542-2103. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. Grátis. Senhas distribuídas uma hora antes do espetáculo. Até 2 de fevereiro. Reestreia prometida para quinta (9).

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(Foto: Redação Veja rio)

Depois de Aviões, um desenho que agradou mais aos meninos, a Disney volta com uma graciosa animação destinada às garotas. A história enfoca a trajetória de duas princesas. Elza, a primogênita, possui o dom de transformar em gelo tudo o que toca. Ao ser coroada, tem seu poder revelado para o povo do reino nórdico de Arendelle. Assustados, os habitantes pensam se tratar de bruxaria. Elza escapa de lá e refugia-se nas montanhas nevadas. Espevitada e destemida, sua irmã, Anna, precipita-se atrás dela e deixa o trono aos cuidados de seu noivo. Na perigosa jornada, a jovem conhece um novo pretendente, o vendedor de gelo Kristoff. A cantoria, por vezes excessiva, e a aventura romântica à moda antiga remetem aos clássicos do estúdio do Mickey. Contudo, a técnica mantém o padrão de qualidade atual espalhando cores e efeitos em 3D para fascinar a criançada. Embora os personagens humanos sejam os protagonistas, roubam a cena a rena de Kristoff e o boneco de gelo, dublado na medida certa por Fábio Porchat. Direção: Chris Buck e Jennifer Lee (Frozen, EUA, 2013, 102min). Livre. Estreou em 3/1/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

Radicado no Brasil desde a infância, o artista português construiu aqui uma carreira marcada pela versatilidade: já enveredou por pintura, gravura, escultura, vídeo, desenho, performance. Essa multiplicidade de interesses se reflete na individual que reúne 21 obras suas no MAM. Logo na entrada, assoma a recriação de um trabalho de 1998, Ocupações/Descobrimentos, formado por três grandes paredes de tijolos com um buraco em cada uma, convidando a uma espiada. Há uma inevitável sugestão de diálogo entre essa criação e uma série de bonitas pinturas em que Antonio Manuel faz furos na tela. Há ainda produções em técnica mista, um óleo sobre tecido e um vídeo, mas o que chama mesmo atenção são as instalações penetráveis ? a exemplo de Fantasmas, um cômodo repleto de pedaços de carvão suspensos por fios, dando a impressão de que estão flutuando.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e, na quarta, a partir das 15h, para todos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 16 de fevereiro.

Fonte: VEJA RIO