DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Consolidada como uma das maiores feiras de arte da América Latina, a ArtRio tem a seu favor outro mérito: conquistou não apenas profissionais do ramo mas também um crescente número de leigos, interessados somente em admirar as obras exibidas. Novamente no Píer Mauá, de quinta (11) a domingo (14), a quarta edição do evento não fugirá à regra. Neste ano, 99 galerias de quinze países vão negociar (e exibir) trabalhos de mais de 2?000 criadores. A variedade de técnicas, como sempre, é desnorteante: há pinturas, esculturas, ilustrações, gravuras, fotografias, vídeos, instalações e o que mais for possível na imaginação dos artistas. Como é praxe nesse tipo de feira, as criações expostas são constantemente renovadas. Com sorte, no estande da renomada galeria inglesa Victoria Miro, pode-se encontrar Living Daily in Modest Happiness (2010), acrílica da badalada japonesa Yayoi Kusama. A carioca Athena Galeria de Arte levará um trabalho com 1,75 metro de altura, em tinta e esmalte sobre madeira, produzido em 1981 pelo americano Keith Haring, um dos expoentes da pop art. Na ala brasileira, não será surpresa esbarrar com obras de Volpi, Anna Bella Geiger, Angelo Venosa, Daniel Senise e Vik Muniz, entre dezenas de outros nomes.

Píer Mauá. Avenida Rodrigues Alves, 10, Zona Portuária (entrada pelo Armazém 1, entrada principal do Píer Mauá). Quinta (11) a sábado (13), 13h às 21h; domingo (12), 13h às 20h. R$ 30,00. IR. www.artrio.art.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Antes, uma conta rápida: a programação prevista, com mais de 100 títulos, entre curtas e longas de 24 países, é duas vezes maior do que o número de lançamentos do gênero feitos no país ao longo de um ano. Em cartaz na cidade a partir de sexta (12), o festival voltado para crianças vai ocupar salas da rede Cinemark. Já no primeiro fim de semana, uma das atrações mais instigantes ganha sessões variadas. Uma Viagem Extraordinária (França/Canadá, 2013), produção de Jean-Pierre Jeunet inédita no circuito comercial por aqui, narra em tom de fábula a adorável aventura de T.S. Spivet (Kyle Catlett), menino-prodígio que foge de casa e atravessa os Estados Unidos sozinho para receber um importante prêmio científico. A saga do garoto, embalada por personagens curiosos, humor agridoce, fotografia exuberante e técnica 3D impecável, ganha sessões no Downtown na sexta (12), às 10h30 e às 14h, e no domingo (14), às 11h. No sábado (13), o filme será exibido no Botafogo Praia Shopping, às 18h30, e no Carioca Shopping, às 14h30 e às 18h30. Na ala nacional, a novidade é Até que a Sbornia Nos Separe, animação inspirada na dupla musical Tangos e Tragédias. Também inédito, o longa dirigido por Otto Guerra e Ennio Torresan Jr. poderá ser visto no Downtown, no sábado (14), às 17h30. Indicado ao Oscar deste ano, o desenho francês Ernest & Célestine está programado para os cinemas Downtown, no sábado (13), às 14h30, e Botafogo, no domingo (14), às 15h.

Salas Cinemark Botafogo, Carioca, Downtown e Plaza Shopping (Niterói). R$ 8,00. Até o dia 21. Confira a programação completa em www.fici.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Evidência maior da conhecida riqueza musical cubana, o projeto Buena Vista Social Club culminou com uma histórica apresentação de seus veteranos integrantes no nova-iorquino Carnegie Hall, em 1998. Vinte anos antes, outra talentosa trupe egressa da ilha havia pisado no mesmo palco: o grupo Irakere causou sensação com sua mistura de jazz, rock e música clássica, além de ritmos tradicionais cubanos e das religiões afro. De lá para cá, essa mesma receita foi levada ao píncaro da sofisticação pelo pianista do conjunto, Chucho Valdés, em carreira-solo desde 2005. No Municipal, o músico interpreta, com o sexteto The Afro-Cuban Messengers, composições do disco Border-Free (2013). No programa, Congadanza é um prato cheio para o virtuosismo veloz de Valdés, enquanto a empolgante Afro-Comanche dá bem a medida da capacidade dele de fundir estilos diversos. Livre.

Theatro Municipal (2?237 lugares). Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro, ☎ 2332-9191, Cinelândia. Sexta (12), 20h30. R$ 80,00 (galeria) a R$ 300,00 (balcão nobre e plateia). Bilheteria: 10h/18h (seg. a qui.); a partir das 10h (sex.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Montagem do Grupo Tapa, esta reunião de dois monólogos curtos do inglês Alan Bennett é a prova de que a força do teatro não depende de produções faustosas - pode, até, emergir de forma ainda mais avassaladora, tanto maior for a economia de recursos. Ciente da potência dos textos e da enorme qualidade de seus intérpretes, o diretor Eduardo Tolentino de Araújo optou por não criar diversionismos: a cenografia se limita a duas poltronas e um banco, a luz revela imensa sofisticação em sua simplicidade e os figurinos são o mais básicos possível para seus personagens. O primeiro deles, do texto Fritas no Açúcar, é Graham (Brian Penido Ross), sujeito de meia-idade que ainda vive com a mãe um pouco esclerosada. Em Brincando de Sanduíche, o foco recai sobre Wilfred (Zécarlos Machado), pacato funcionário de limpeza de um parque que esconde um segredo escabroso. De maneiras diferentes, cada um deles é confrontado com uma situação que fará emergir suas facetas mais estranhas, ou mesmo pervertidas. Apropriadamente discreta, a direção abre o devido espaço para performances estonteantes da dupla. Não é pouca coisa (80min). 14 anos. Estreou em 28/8/2014.

Espaço Sesc - Teatro de Arena (240 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. Quinta a sábado, 20h30; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até domingo (14).

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(Foto: Redação Veja rio)

Em maio de 2011, o então diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn foi preso em Nova York acusado de abuso sexual por uma camareira. O processo desmoronou um mês depois, quando promotores questionaram a versão da vítima. Para o cineasta Abel Ferrara, no entanto, o caso não está encerrado. Em seu novo drama, o realizador desenterra o escândalo real e, com muitas liberdades e sem expor nem sequer o nome do executivo, compõe o perfil de um homem repugnante, autodestrutivo e viciado em sexo (vivido por Gérard Depardieu). A primeira meia hora de fita descreve, em sequências quase explícitas, extravagâncias sexuais tão patéticas quanto as encenadas por Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street, por exemplo. A diferença é que Ferrara invade a intimidade do figurão com um registro sombrio e denso - por isso, de difícil digestão. Revelado pelo cinema independente dos anos 90, o nova-iorquino virou cult com dramas de baixo orçamento e altíssimo impacto, como O Rei de Nova York (1990) e Vício Frenético (1992). Aqui, amparado por uma interpretação destemida e arrebatadora de Depardieu, demonstra não ter perdido o gosto por um cinema furioso. Consequência previsível: durante o Festival de Cannes deste ano, Strauss-Kahn anunciou a intenção de processar os produtores do filme. ✪✪✪ Bem-Vindo a Nova York, de Abel Ferrara (Welcome to New York, EUA, 2014, 123min). 18 anos. Estreou em 4/9/2014.

Fonte: VEJA RIO