DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Disco de 1986, Cabeça Dinossauro deu rumo definitivo, e bem-sucedido, à carreira dos Titãs. De tão importante, dominou as comemorações dos trinta anos do grupo, iniciadas em 2012: a ideia de uma apresentação dedicada ao álbum virou turnê e, depois, DVD gravado ao vivo. Não é de surpreender, portanto, que Nheengatu, lançado em maio deste ano, e gravado em meio à temporada festiva, carregue características de seu clássico antecessor. No sábado (23), no Circo Voador, a banda mostra algumas delas - o rock pesado, cru, sobre letras contestadoras na mesma linha -, presentes em composições novas como Fardado, que remete ao hino Polícia, do disco de 1986, Cadáver sobre Cadáver e República dos Bananas, esta mais leve no arranjo, mas só no arranjo. Na Lapa, Paulo Miklos (voz e guitarra), Sérgio Britto (voz, teclado e baixo), Branco Mello (voz e baixo) e Tony Bellotto (guitarra), com Mario Febre na bateria, também relembram antigas menos tocadas, a exemplo de 32 Dentes e Desordem.

Circo Voador (2?000 lugares). Arcos da Lapa, s/nº, Lapa, ☎ 2533-0354. Sábado (23), a partir das 22h. R$ 120,00 (segundo lote). Desconto de 50% com a apresentação do e-flyer ou 1 quilo de alimento não perecível. Bilheteria: 12h/19h (ter. a sex.); a partir das 14h (sáb.). IC. www.circovoador.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Patriarca de uma família judia, David (Jitman Vibranovski) junta-se aos parentes mais próximos para celebrar o aniversário da filha, Regina (Verônica Reis). Estão presentes sua mulher, Esther (Suzana Faini), seu genro, Beto (Alexandre Mofati), e suas netas, Clara (Karen Coelho) e Débora (Gabriela Estevão) - esta aguarda a chegada do namorado, Flávio (Vicente Coelho). Por coincidência, é noite de shabat, o período semanal de descanso na tradição judaica. Mas o encontro, como se verá ao longo do drama, promete ser exaustivo. No texto de Renata Mizrahi (também diretora da montagem, ao lado de Priscila Vidca), os problemas começam quando vem à tona o tema de um misterioso livro que David está escrevendo com a ajuda de Clara: as polacas, mulheres judias vindas da Europa para tentar a vida no Brasil que caíram na prostituição. É o estopim para que Esther descarregue seu enorme preconceito contra essas personagens, deflagrando a crise que só será abafada com uma revelação do patriarca. De forma louvável, o texto parte de um universo judaico para tratar de questões mais amplas, notadamente a manutenção de segredos sobre si mesmo por receio do juízo alheio. A direção estabelece bom ritmo e uma fluida dinâmica entre os atores. Há que destacar a atuação de Suzana, magistral na aspereza de Esther até o choque, quem sabe, transformador (80min). 12 anos. Estreou em 1º/8/2014.

Espaço Sesc - Teatro de Arena (240 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2548-1088. Quinta a sábado, 20h30; domingo, 19h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (qui. a dom.). Até domingo (24).

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(Foto: Redação Veja rio)

Em um dos versos da primeira estrofe de A Meditação sobre o Tietê, o autor modernista Mário de Andrade (1893-1945) escreveu sobre "o peito do rio, que é como se a noite fosse água". O tom algo enigmático do trecho parece impregnar também os trabalhos de Se Noite Fosse Água - Sequências, individual do paulistano Sergio Fingermann batizada sob inspiração do poema. Em exibição no Museu Nacional de Belas Artes estão treze óleos (entre trabalhos individuais, trípticos e um políptico) com o mesmo nome da mostra, distintos apenas na numeração. Em boa parte deles sobressai um acentuado contraste entre claro e escuro, presente no trabalho de Fingermann desde o início de sua carreira, quando o artista se dedicava essencialmente à gravura. Por vezes, há figuras reconhecíveis, ainda que envoltas em certa aura de mistério, como as silhuetas humanas do imponente políptico de mais de 2 metros de altura, postado de frente para a entrada do salão. Em outras criações, abre-se espaço para a imaginação do visitante especular sobre grafismos abstratos. Mais três séries, duas delas com interferências de pinturas sobre impressões em papel (e uma delas também batizada com o nome da exposição), completam o acervo apresentado.

Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 3299-0600, Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. R$ 8,00 (pelo mesmo valor, o ingresso-família contempla até quatro parentes). Grátis no domingo. Até 28 de setembro.

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(Foto: Redação Veja rio)

Cria do cinema independente na década de 90, Jon Favreau ganhou prestígio em Hollywood graças ao sucesso de Homem de Ferro e sua continuação, comandados por ele. A volta às origens se dá nesta apetitosa comédia de orçamento baixo e simpatia contagiante. Favreau ataca em quatro frentes e se mostra muito talentoso. Além de produzir e dirigir, ele escreveu e estrelou esta cativante história de superação pessoal e profissional. Seu personagem é Carl Casper, renomado chef de um estrelado restaurante de Los Angeles que, ao contrário do dono (Dustin Hoffman), quer inovar nas receitas. Após um blogueiro de gastronomia (Oliver Platt) detonar sua comida, Casper vai para o olho da rua. A volta por cima ocorre do outro lado do país. Em Miami, o cozinheiro decide abrir um food truck (trailer-lanchonete, pela tradução do filme) cuja especialidade é um sanduíche cubano. Scarlett Johansson e Robert Downey Jr. fazem participações ilustres, mas o encanto maior vem da presença do desenvolto garoto Emjay Anthony, intérprete do filho do protagonista. Direção: Jon Favreau (Chef, EUA, 2014, 114min). 12 anos. Estreou em 14/7/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

No Leblon é fácil, mas em uma rua menos movimentada de Botafogo o feito é digno de nota: com menos de um mês de vida, o endereço já exibe filas na porta. No dia da visita, um sábado, a casa ficou lotada uma hora após a abertura. Programe-se para chegar cedo, portanto. A clientela se acomoda em torno de mesinhas ou, no esquema coletivo, no balcão e na mesa maior no meio do salão. Por lá o clima é rock'n'roll: música alta, luz baixa e Highway to Hell, título da clássica canção do AC/DC, escrito em neon na parede. Sandra Mendes assina a inspirada carta de drinques. No capitão caverna (R$ 16,90), ela brinca com a combinação clássica de Jägermeister, aperitivo de ervas alemão, com energético. A mixologista trocou o shot por uma colher, em que o energético entra na forma de gelatina. Melhor pedida da noite, o cold fashioned combina rum Zacapa 23, angustura, laranja e acerola (R$ 28,00). Na ala das cervejas há dois chopes próprios, uma lager e um weiss, além de outro sabor que varia e da carta com doze rótulos engarrafados. Da cozinha, chega o sanduíche de barriga de porco (R$ 33,90), untuoso e agridoce, por causa do molho hoisin, de origem chinesa, e do picles, na companhia de salada de repolho. As sugestões de hambúrguer costumam variar, mas uma acertada trouxe a carne no ponto certo, em pão caseiro de cenoura, com chutney de bacon e brie, mais o mix de tubérculos (R$ 32,90).

Rua Assis Bueno, 26, Botafogo, ☎ 3507-5600 (60 lugares). 18h/1h (seg. até 0h; sex. até 2h; sáb. 19h/2h; fecha dom.). Cc: todos. Cd: todos. Aberto em 2014.

Fonte: VEJA RIO