DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Criada em 1995, a companhia italiana sediada em Milão foi batizada com uma palavra em grego arcaico, cujo significado é algo como "eu danço dobrando e contorcendo meu corpo". A escolha do nome não foi aleatória: o grupo é formado por ex-atletas, entre eles campeões olímpicos, e ganhou reconhecimento internacional a bordo de coreografias acrobáticas e vigorosas, com evocações à ginástica rítmica. De volta ao Brasil, onde já se apresentou em três ocasiões desde 2004, a trupe exibe seu mais novo espetáculo, Puzzle, no domingo (3), no Theatro Municipal. Trata-se da primeira encenação na história do Kataklò desenvolvida em conjunto pelos dançarinos, sob supervisão da diretora e coreógrafa Giullia Staccioli. Os espectadores assistirão a vinte números divididos em dois atos. Alguns foram pinçados de espetáculos antigos da companhia, incluindo Light, mostrado por aqui em 2011. A trilha sonora, por vezes, é tão vivaz quanto os movimentos dos dançarinos: inclui bandas como Nine Inch Nails e Massive Attack (90min, com intervalo). Livre.

Theatro Municipal (2?244 lugares). Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro, ☎ 2332-9005, Cinelândia. Domingo (3), 20h. R$ 40,00 (galeria) a R$ 100,00 (plateia e balcão nobre). Bilheteria: 10h/18h (seg. a sáb.); a partir das 10h (dom.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Autor de clássicos como Peer Gynt, Casa de Bonecas e Um Inimigo do Povo, Henrik Ibsen (1828-1906) tem neste drama de 1888 a sua primeira peça simbolista. Na adaptação de Maurício Arruda Mendonça, o texto concilia com êxito dois caminhos opostos: ao mesmo tempo em que extrai o sumo da obra do norueguês, permite-se algumas liberdades com relação ao original (que não convém adiantar). Na história, a dama do título é Ellida (Tânia Pires), mulher fascinada pelo mar. É nas águas que ela se refugia do casamento infeliz com Wangel (Zeca Cenovicz). Quando um estrangeiro (João Vitti) ressurge de seu passado, Ellida se vê diante da chance de uma nova vida. O coeso trio é acompanhado por Renata Guida, Andressa Lameu, Leonardo Hinckel e Joelson Medeiros, todos valorizando seu papel coadjuvante. A direção de Paulo de Moraes reforça o lirismo do texto, na empostação do elenco e até na cenografia, também assinada por ele - bela e sofisticada em seu despojamento. Cheia de climas, a iluminação de Maneco Quinderé é um deleite para os olhos nas duas cenas carregadas de simbolismo em que alguns atores mergulham em um tanque de água (75min).

16 anos. Estreou em 3/7/2014.

Casa de Cultura Laura Alvim - Teatro (245 lugares). Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema, ☎ 2332-2015. Quinta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 16 horas (qui. a dom.). CI. Até 24 de agosto.

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(Foto: Redação Veja rio)

O galês Paul Potts, de 43 anos, foi o primeiro vencedor do programa de TV Britain's Got Talent, em 2007. De olho na incrível história de superação do cantor, Simon Cowell, um dos criadores da atração, produziu esta charmosa cinebiografia. A trama começa com flashbacks da infância do protagonista. Gorducho e fã de ópera desde criança, Potts era humilhado pelos colegas de escola. Chegou à vida adulta sofrendo bullying, mas não desanimou. Ele ganhou um concurso de talentos e, com o dinheiro, se mandou para Veneza a fim de fazer aulas de canto lírico. Durante esse curso, em 2001, o inseguro rapaz fez uma apresentação desastrosa para Luciano Pavarotti. O incentivo da esposa (Alexandra Roach), contudo, o levou na direção certa. David Frankel (O Diabo Veste Prada) conduz a trama com humor e leveza, mesmo diante dos percalços dramáticos na trajetória de Potts. Para interpretar o tenor, James Corden foi escolha acertada. Além de carismático, ele agarra o papel com energia contagiante. Direção: David Frankel (One Chance, EUA/Inglaterra, 2013, 103min). 12 anos. Estreou em 24/7/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

Braço da alentada coletiva artevida, que ocupa quatro espaços da cidade com centenas de trabalhos de 120 brasileiros e estrangeiros, (política) não trai seu nome: o tema que a batiza permeia todo o acervo. Na mostra, 54 artistas, com cerca de 160 obras em variadas técnicas, compõem um panorama que convida à contemplação e à reflexão. Sul-africana radicada na Inglaterra, Sue Williamson tem exibidas seis criações dos anos 80, mesclando fotogravura e colagem serigráfica, nas quais aparecem mulheres de destacada atuação política em seu país de origem. Winnie Mandela, mulher de Nelson Mandela durante seus longos anos de prisão, é uma delas. Alusões a regimes autoritários povoam boa parte das peças. A série de 35 fotogravuras de Luis Camnitzer, por exemplo, faz referência a torturas ocorridas durante a ditadura militar uruguaia. Atenção: há outras exposições em cartaz no MAM, mas a entrada especificamente para artevida (política) é gratuita.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 18h. Grátis. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 21 de setembro.

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(Foto: Redação Veja rio)

Comandada por Monica Alvarenga, a Cia. Tricks­ter não costuma poupar seu público com amenidades. Em 2008, encenou Vassalissa, A Verdadeira História da Cinderela, versão amarga da fábula da gata borralheira. Três anos depois, ganhou o palco Triangulinha, espetáculo sobre a intolerância com texto e direção da líder da trupe. Monica, agora, inspirou-se no folclore esquimó. A Menina Esqueleto tem início trágico: uma jovem é arremessada de um penhasco, por seu próprio pai, sobre as águas gélidas do Ártico. Tempos depois, um rapaz a retira do mar e a traz de volta à vida com seu amor. Atriz e bailarina da Cia. Staccato, Natasha Mesquita encarna a personagem do título movimentando um boneco articulado ligado ao seu corpo. Completam o elenco, que troca os diálogos por dança, teatro de sombras e música ao vivo, Gilvan Gomes, ator, acrobata e clown, e a compositora Lucina, da dupla Luli e Lucina, conhecida nos anos 70 (45min). Rec. a partir de 4 anos. Estreia prevista para este sábado (19).

Centro de Referência Cultura Infância - Teatro do Jockey (120 lugares). Avenida Bartolomeu Mitre, 1110, Gávea, ☎ 3114-1286. Sábado e domingo, 16h30. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 14h (sáb. e dom.). Até 7 de setembro.

Fonte: VEJA RIO