DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

O Vivo Rio torna-se a casa do jazz na cidade de sexta (30) a domingo (1º). Seis atrações passarão pelo palco do Aterro ao longo de três dias. Na abertura da programação, a noite será só de Bobby McFerrin. O cantor americano de alcance vocal inigualável vai mostrar ao vivo o repertório de spirityouall, lançado no ano passado. No disco, ele homenageia o pai, o barítono Robert McFerrin (1921-2006), o primeiro cantor negro contratado pelo Metropolitan Opera House e um pioneiro na difusão da música religiosa americana para além dos templos. Preparem-se: em um de seus já esperados momentos de confraternização com a plateia, McFerrin vai precisar de vozes para acompanhá-lo na Ave Maria de Gounod. Atração inicial de sábado (31), o trompetista americano Chris Botti já tocou com uma longa lista de estrelas, de Frank Sinatra a Sting. Depois vieram a carreira-solo e os prêmios, como o Grammy, concedido ao CD Impressions, no ano passado - vencedor na categoria melhor disco pop instrumental, o trabalho contou com a participação de músicos do calibre do guitarrista Mark Knopfler. Dave Holland entra em cena em seguida.

Ao lado de Kevin Eubanks (guitarra), Craig Taborn (piano) e Obed Calvaire (bateria), o contrabaixista inglês mostra ao vivo o conteúdo fusion de Prism, seu mais recente álbum. No domingo (1º), dia de encerramento, o público vai ser brindado com três shows. O primeiro deles, de Ahmad Jamal. Aos 84 anos, o exímio pianista veste com improvisos desconcertantes as faixas de Saturday Morning, lançado no ano passado, com composições próprias, além de obras de Duke Ellington e Horace Silver. Depois dele, entram em cena o saxofonista Kenny Garrett, com mais de três décadas de carreira, parceiro de palco de craques como Art Blakey e Herbie Hancock, e a Snarky Puppy: liderada pelo baixista Michael League, a big band defende repertório instrumental contemporâneo.

Vivo Rio (2?000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. Sexta (30) e sábado (31), 21h; domingo (1º), 20h. R$ 50,00 (balcão) a R$ 180,00 (camarote A e setor vip). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex. a dom.). Estac. c/manobr. (R$ 30,00). IR. www.vivorio.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Patriarca de um clã respeitável, Helge (Jaime Leibovitch) está completando 60 anos. Para celebrar a ocasião, ele e sua mulher, Else (Xuxa Lopes), promovem uma grande festa, à qual comparecem seus três rebentos - o aparentemente centrado Christian (Bruce Gomlevsky), o descompensado Michel (Gustavo Damasceno), este com a esposa e a filha, e a moderna Helene (Luiza Maldonado). Na hora do brinde, o chocante discurso de Christian revela um comportamento perverso de seu pai, o que desencadeia uma escabrosa lavagem de roupa suja. Atração no Espaço Sesc, este drama perturbador é um reencontro de Gomlevsky com o texto, adaptação teatral do filme Festa de Família (1998), do dinamarquês Thomas Vinterberg. Como agora, em 2009 ele dirigiu e estrelou uma elogiada montagem - de cujo elenco retorna também Carolina Chalita. Desta vez, a empreitada é dupla: na sequência da peça, a mesma sala recebe O Funeral, sua continuação. Passada dez anos depois, a trama reúne de novo a família, agora para o enterro de Helge. No reencontro, um episódio envolvendo o filho de Michel, Henning (Raul Guaraná), vai pôr Christian diante dos fantasmas deixados pela degradação de seu pai. Recomenda-se enfaticamente assistir às duas apresentações seguidas, embora, fica avisado, nenhum dos textos seja próprio para espíritos mais sensíveis. A encenação reforça o incômodo na proximidade estabelecida com a plateia - o espectador mais distante fica a menos de 1 metro dos atores. O efeito devastador dos diálogos é potencializado pela cenografia crua e, principalmente, pelo ótimo elenco, em arrebatadora entrega (90min cada peça). 18 anos. Estreou em 16/5/2014.

Espaço Sesc - Mezanino (41 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2547-0156. Sexta e sábado, 20h (Festa de Família) e 22h (O Funeral); domingo, 19h (Festa de Família) e 21h (O Funeral). R$ 20,00 (cada peça). Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). Até 8 de junho.

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(Foto: Redação Veja rio)

Casado e pai de família, Martin Sharp (Pierce Brosnan) caiu em desgraça. Esse premiado apresentador da TV inglesa transou com uma menor de idade, foi demitido e decidiu se jogar de um prédio em Londres. Quem teve a mesma ideia foi a dona de casa Maureen (Toni Collette), fechada para os relacionamentos porque dedica a vida a cuidar do filho com paralisia cerebral. Maureen tenta convencer Sharp a não pular - e vice-versa. Mais dois suicidas vão aparecer no pedaço: o entregador de pizza J.J. (Aaron Paul), que tem câncer terminal, e a maluquinha Jess (Imogen Poots), arrasada após o sumiço da irmã. Há um clima denso e pesado no início, que, como se nota, logo cede espaço para o humor. Os quatro desistem da morte e viram celebridades. E amigos. Inspirada no livro homônimo de Nick Hornby, a trama extrai dos distúrbios do cotidiano uma crônica sobre a solidariedade. O elenco ganha pontos por uma deliciosa afinação. Brosnan tem pinta de protagonista, mas sabe dar chances para os outros brilharem. Direção: Pascal Chaumeil (A Long Way Down, Inglaterra/Alemanha, 2014, 96min). 14 anos. Estreou em 22/5/2014.

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(Foto: Redação Veja rio)

Na bagagem, 5 toneladas de instrumentos de percussão. Aos cuidados do sexteto liderado pelo chinês Li Biao, esse volumoso equipamento será montado em dois palcos: no Theatro Municipal, na sexta (30), e na Cidade das Artes, no sábado (31). No Centro, o espetáculo Do Barroco ao Tango aproxima os dois gêneros com obras de Vivaldi (Concerto em Ré Maior para Alaúde, adaptado para o vibrafone) e Piazzolla (Tango Suíte: Tango Nº 2), entre outros nomes. No dia seguinte, na Barra, o programa Do Barroco ao Futuro vai de Bach (Concerto Italiano, BMW 971) a autores contemporâneos, a exemplo do sueco Tobias Broström (Bridging the World, peça para vibrafone e marimbas). Fundado em 2005, o conjunto ganhou projeção internacional ao se apresentar na cerimônia de encerramento da Olimpíada de 2008, em Pequim, e realiza sua primeira turnê pela América do Sul.

Theatro Municipal (2?244 lugares). Praça Floriano, s/nº, Centro, ☎ 2332-9191, Cinelândia. Sexta (30), 20h30. R$ 7,50 (galeria) a R$ 180,00 (frisas e camarotes). Bilheteria: a partir das 10h (sex.). Cidade das Artes - Grande Sala (1?250 lugares). Avenida das Américas, 5300, Barra da Tijuca, ☎ 3325-0102. Sábado (31), 17h. R$ 15,00 (galerias) a R$ 30,00 (plateia). Bilheteria: a partir das 13h (sáb.).

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(Foto: Redação Veja rio)

Na 16ª edição, o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens volta a ocupar o Centro de Convenções SulAmérica a partir de quarta (28). Até 8 de junho, o evento, que neste ano homenageia a Argentina, reúne na programação encontros com mais de 100 autores, ilustradores e educadores do Brasil e do país vizinho, além de exposições e 170 lançamentos. Os convidados espalham-se por sessões de leitura, de ba­te-papo e tardes de autógrafos. Ziraldo, um best-seller nesse segmento, leva ao salão, no sábado (31), às 15h, Festa do Pijama, e, no próximo dia 7, Feio, Bonito. Entre as atrações aguardadas com novidades para as prateleiras estão, ainda, Ana Maria Machado (O Tesouro das Cantigas para Crianças - Volumes 1 e 2), Thalita Rebouças (Por que Só as Princesas Se Dão Bem?) e Bia Bedran (Fazer um Bem).

Centro de Convenções SulAmérica. Avenida Paulo de Frontin, 1, Cidade Nova, ☎ 3293-6700. Segunda a sexta, 8h30/18h; sábado e domingo, 10h/20h. R$ 5,00. Abertura prevista para quarta (28). Até dia 8.

Confira a programação completa em abr.ai/salaofnlijdolivro

Fonte: VEJA RIO