DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Realizado pela primeira vez em 2012, o festival volta ao Rio em grande estilo: em cartaz a partir de quinta (8), e até o dia 18, reúne mais de cinquenta companhias nacionais e estrangeiras. Lonas, parques, arenas, bibliotecas, praças, o Theatro Municipal e a Cidade das Artes serão alguns dos espaços usados nas apresentações. Toda a programação é gratuita, com exceção de Risk. O espetáculo da companhia checa Cirk La Putyka abre o evento, em noite para convidados, e volta ao mesmo palco, o do Municipal, no domingo (11), às 11h - nesta sessão será cobrado R$ 1,00 de ingresso, à venda a partir das 10h. Risk representa formas diversas de arriscar a vida em números perigosos, de tirar o fôlego. Outro destaque, entre as mais de 200 sessões previstas, é Futebol Voador. Às 13h e às 17h de sábado (10), na Cidade das Artes, e nos mesmos horários, no domingo (11), no Parque de Madureira, a peça da trupe paulista Base simula uma partida nas alturas, com os artistas pendurados em enormes balões cheios de gás hélio. Representante carioca, o Circo da Silva leva Riante!, no sábado (10), às 15h, à Cidade das Artes. Trata-se de um cômico show estrelado por uma palhaça-cantora, um dublê de guitarrista e super-herói, um baterista-cozinheiro e uma bailarina. Atração trazida de Israel, a ON Company encena Somewhere and Nowhere no sábado (10), às 20h, e no domingo (11), às 18h, no Circo Crescer e Viver, ao lado da estação Praça Onze do metrô. No picadeiro, o grupo mistura técnicas circenses, como trapézio e acrobacias na corda vertical, a dança contemporânea e projeção de vídeo, para narrar as aventuras de cinco viajantes clandestinos.

Confira a programação completa em abr.ai/festival-circo-2014

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(Foto: Redação Veja rio)

O prestígio da orquestra alemã criada em Munique, em 1949, pode ser avaliado pelos nomes

de alguns dos muitos maestros que já a regeram. Entre os titulares figuram o fundador Eugen Jochun (de 1949 a 1960), sir Colin Davis (1983 a 1992) e Lorin Maazel (1993 a 2002). Também assumiram a batuta, na execução de suas próprias obras, compositores do porte de Stravinsky, Milhaud e Stockhausen. Longa, essa lista inclui ainda convidados, a exemplo de Georg Solti, Claudio Abbado e Seiji Ozawa, além de uma estreita e duradoura colaboração com Leonard Bernstein. Desde 2003 conduzido pelo letão Mariss Jansons, o conjunto se apresenta no Theatro Municipal no domingo (11). Dividido em dois atos, o programa é uma longa viagem através do tempo. Começa por Slonimsky?s Earbox, peça contemporânea de John Adams, inspirada em O Canto do Rouxinol, de Stravinsky, e Don Juan, Op. 20, criação de 1888, do alemão Richard Strauss. Na segunda parte da apresentação, o público vai acompanhar os cinco movimentos da Sinfonia Fantástica, Op. 14, composta por Hector Berlioz em 1830.

Theatro Municipal (2?244 lugares). Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro, ☎ 2332-9005 Cinelândia. Domingo (11), 18h30. R$ 50,00 (galeria, filas H a K) a R$ 700,00 (plateia e balcão nobre). Bilheteria: 10h/18h (seg. a sáb.); a partir das 10h (dom.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Na comparação com o segundo episódio de Capitão América, também em cartaz, esta estreia sai na frente. Doses fartas de fantasia fazem do longa um programa fascinante, para crianças e adultos. Na trama, Peter Parker (Andrew Garfield), na pele do herói, continua firme no propósito de livrar Nova York dos maus elementos. A história começa com uma alucinante perseguição a um inimigo, enquanto Gwen Stacy (Emma Stone) aguarda o amado para a formatura. Interpretado por Jamie Foxx, Max Dillon é um engenheiro sem personalidade e desprezado pelos colegas de trabalho. Ao receber uma descarga elétrica monumental, ganha poderes e decide vingar-se do mundo - a sequência estrelada por ele na Times Square revela-se um dos pontos altos do filme. Outro grande momento traz o embate entre Parker e Harry Osborn (Dane DeHaan), amigo de infância que, posteriormente, mostra a face do mal. Marc Webb permanece na direção e supera o trabalho anterior por dar uma cara mais próxima dos quadrinhos à aventura. Além disso, os fofos Garfield e Emma, namorados na vida real, mantêm a química em ebulição. Direção: Marc Webb (The Amazing Spider-Man 2, EUA, 142min). 12 anos.

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(Foto: Redação Veja rio)

Notável integrante da populosa coletiva Como Vai Você, Geração 80?, realizada em 1984 no Parque Lage, o paulistano radicado no Rio apresenta um belo conjunto de trabalhos na Casa Daros. A decisão de batizar a individual como Pinturas revela de saída o seu interesse principal: há sete imponentes acrílicas sobre tela, multicoloridas e repletas de detalhes, que convidam a uma demorada contemplação, a exemplo de Eu, Paisagem (1998). Nelas, impera uma atraente mescla de arte figurativa e abstrata. Três dessas obras foram feitas especialmente para a mostra: Erosão, Hipermetrópico e Favela - as duas últimas são tomadas por padrões geométricos que brincam com a visão do espectador. A instalação Natureza Espiritual da Realidade (2012) é uma mesa de 9 metros de comprimento, espécie de relicário de miudezas ligadas à história do próprio Zerbini, como conchas encontradas na praia e ladrilhos que aparecem pintados em telas. Há ainda uma série de trabalhos em papel, dois produzidos com cartas de baralho e uma curiosa escultura, Peixes (1996), que reproduz o que se assemelha a sardinhas em uma caixa de isopor.

Casa Daros. Rua General Severiano, 159, Botafogo, ☎ 2275-0246. Quarta a sábado, 11h às 19h; domingo, 11h às 18h. R$ 12,00. Grátis para crianças de até 12 anos e às quartas. Meia-entrada para idosos e estudantes com mais de 12 anos. A bilheteria fecha meia hora antes do término do horário de visitação. Até 10 de agosto.

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(Foto: Redação Veja rio)

Autor popular em seu país, o inglês Alan Ayckbourn tem em Relações Aparentes um dos maiores acertos de uma carreira recheada deles. Levada ao palco em 1967, a premiada comédia ficou três anos em cartaz, antes de começar a ganhar remontagens. Quase meio século depois, o texto mantém sua graça à moda antiga, mas cheia de inteligência, como se revela na bem-acabada produção em cartaz no Sesc Ginástico. Na história, Greg (Frank Borges, na medida do avoado personagem) e Ginny (Giselle Batista, graciosa) formam um jovem casal a caminho do altar. O rapaz não sabe, embora desconfie, mas a garota tem um caso com Philip (o competente Tato Gabus Mendes), sujeito mais velho e casado com Sheila (Antonia Frering, a menos desenvolta em cena). Disposta a terminar com o amante, a moça vai até a sua casa, mas é seguida pelo namorado. Essa é a deixa para uma série de impagáveis mal-entendidos, engenhosamente alinhavados pelo autor. Ciente da qualidade do texto, a direção de Ary Coslov e Edson Fieschi não inventa: prefere investir na dinâmica entre os atores, extraindo boas risadas proporcionadas, principalmente, pela ala masculina do elenco (90min). 12 anos. Estreou em 24/4/2014.

Teatro Sesc Ginástico (513 lugares). Avenida Graça Aranha, 187, Centro, ☎ 2279-4027. Quinta a domingo, 19h. R$ 30,00 (qui.) e R$ 40,00 (sex. a dom.). Bilheteria: a partir das 13h (qui. a dom.). Até 15 de junho.

Fonte: VEJA RIO