DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu sábado e domingo mais animados

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(Foto: Redação Veja rio)

O maestro, arranjador, pianista e compositor francês consagrou-se no cinema. Autor de mais de 200 trilhas sonoras, teve seu trabalho premiado três vezes no Oscar e outras cinco em edições do Grammy. Além de criar temas inesquecíveis, como os dos filmes Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), Crown, o Magnífico (1968) e Houve uma Vez um Verão (1971), o músico circulou pelo mundo do jazz, ao lado de, entre outros notáveis, Miles Davis, Joe Coltrane e Bill Evans. Em turnê pela América do Sul, Legrand leva ao Theatro Municipal, na sexta (11), o repertório da apresentação que marcou seus 80 anos, em 2012. Acompa-nhado por Pierre Boussaguet (baixo) e François Laizeau (bateria), o pianista defende programa que inclui What Are You Doing for the Rest of Your Life, Summer of ?42 e Watch what Happens. Livre.

Theatro Municipal (2?244 lugares). Praça Marechal Floriano, s/nº, Centro. Ingressos, ☎ 4003-2330 (9h/21h). Sexta (11), 20h30. R$ 80,00 (galeria) a R$ 300,00 (balcão nobre e plateia). Bilheteria: 10h às 18h (seg. a qui); a partir das 10h (Sex.). IC.

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(Foto: Redação Veja rio)

Atração no MAM, a exposição que reúne 150 obras do colecionador Sylvio Perlstein provoca um efeito ambíguo sobre o visitante. A primeira sensação é de caos, como se os trabalhos pouco ou nada tivessem a ver uns com os outros. Há módulos dedicados à pop art, à fotografia vintage, ao surrealismo, à arte povera e ao minimalismo, por exemplo. Aos poucos, entretanto, vai se revelando um certo espírito comum a todo o conjunto, que mescla algo de curioso, bem-humorado - inusitado, como anuncia o nome da mostra. Um dos colecionadores mais reputados do mundo, o brasileiro de origem belga, atualmente radicado em Paris, tem aqui exibida uma relevante parte do seu acervo. Há nomes canônicos, como Dalí, Kandinsky, Magritte, Warhol, Man Ray, Basquiat, Duchamp, Miró e Haring (que comparece com seu primeiro óleo sobre tela, Mickey Mouse, de 1981), entre muitos outros. Sumidades da arte contemporânea, a exemplo de Richard Serra e Nan Goldin, também ocupam o espaço e convivem com nomes menos conhecidos. Pautada pelo olhar único de Perlstein, à margem de tendências e do mercado, a coleção não reúne necessariamente as obras mais famosas desses artistas - o que, inusitadamente, só reforça a sua expressividade.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 11h às 19h. R$ 14,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e, na quarta, a partir das 15h, para todos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 25 de maio.

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(Foto: Redação Veja rio)

Exemplar antigo na coleção de clássicos de Maria Clara Machado (1921-2001) - a lista inclui, entre outros, O Rapto das Cebolinhas, Pluft, o Fantasminha e O Cavalinho Azul -, a peça foi escrita em 1955 e estreou três anos depois, no Tablado. De volta ao mesmo palco pela terceira vez, ganhou produção com toques atuais, mas preserva a saborosa combinação de ingenuidade e inteligência que é a marca registrada da autora. No cenário assinado por Lídia Kosovski há caldeirões fumegantes, além dos divertidos bambolês iluminados por lâmpadas de LED, usados na criação da floresta onde a história se desenvolve. Na trama dirigida por Cacá Mourthé, a bruxinha Ângela (Diana Herzog) é aprisionada em uma torre depois de apresentar mau desempenho na Escola de Maldades. Além das cobranças do Vice Bruxo (Ricardo Monteiro), ela enfrenta a chacota das hilárias colegas Fedorosa (Manuela Llerena), Fedelha (Lilia Wodraschka), Fredegunda (Carol Repetto) e Caolha (Joana Castro). O ótimo trabalho do jovem elenco ganha inspirado apoio ao vivo de uma banda, encarregada da trilha sonora original e dos animados efeitos sonoros (55min). Rec. a partir de 3 anos. Reestreou em 22/3/2014.

O Tablado (147 lugares). Avenida Lineu de Paula Machado, 795, Lagoa, ☎ 2294-7847. Sábado e domingo, 17h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.). Até 31 de agosto.

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(Foto: Redação Veja rio)

Rafael Costa e Silva, chef carioca, passou cinco anos no prestigiado restaurante espanhol Mugaritz, duas-estrelas no Guia Michelin, onde foi braço-direito do titular Andoni Luis Aduriz. Seu currículo contribuiu para a grande expectativa criada em torno da casa em Botafogo - inaugurada no último dia 18, após mais de um ano de obras -, e já dá para dizer que valeu a espera. Belo projeto de decoração e serviço bem orquestrado desde o início são o pano de fundo para deliciosas criações do cozinheiro. Embora faça uso da tecnologia, Costa e Silva se atém à simplicidade, recorrendo a vegetais cultivados por ele mesmo. Não há opção à la carte: o comensal decide entre o menu de três etapas (R$ 155,00), escolhidas entre nove sugestões, e o festival (R$ 215,00), a partir de catorze pratos. O percurso mais completo começa com canapés, a exemplo de crocante de arroz sob tapenade e vegetais al dente. Nas etapas seguintes se destacaram a vieira, perfeita, em caldo de tutano e o creme de inhame com leite de coco, gema mole, carne desidratada e um pão delicioso para acompanhar. Adiante, além da rara barriga de atum, foi servido um soberbo beijupirá grelhado, de casquinha caramelada, caldo de missô e cenourinhas. O contrafilé de wagyu com pimentão vermelho assado ainda abriu caminho para um prato de queijos brasileiros, antes das sobremesas, momento menos empolgante. A carta de vinhos oferece rótulos a partir de R$ 62,00, mas também há duas dicas de harmonização, por R$ 125,00 (quatro passos) e R$ 150,00 (seis passos).

Rua Conde de Irajá, 191, Humaitá, ☎ 3449-1834/1854 (44 lugares). 19h30/22h30 (fecha dom. e seg.). Cc: todos. Cd: todos. (R$ 80,00) www.lasai.com.br. Aberto em 2014. $$$$

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(Foto: Redação Veja rio)

Inaugurado em 2012, o Botero trouxe novos ares ao Mercado São José. Empurrados por essa experiência bem-sucedida, os sócios Bruno Magalhães e Conrado Gonçalves, agora ao lado de Raphael Martins, cliente que passou para o outro lado do balcão, abriram, há duas semanas, a casa de ambiente simples no Méier. Mesas no corredor enfeitado por enorme grafite colorido ocupam o espaço mais agradável. Para o 2º piso, decorado com imagens de Havana, capital de Cuba, está prometida uma charutaria. O cardápio segue a linha do antecessor, na Zona Sul. Traz releituras de petiscos de boteco e invenções criadas por Bruno. Pastéis podem ser recheados de carne assada com linguiça, de pernil, abacaxi e mostarda, de cream cheese e nozes, de chili beans (R$ 4,90 a unidade), de camarão com creme de limão e de cabrito (R$ 5,60 cada um). Para dividir, há opções como a fornida porqueria (R$ 45,00), reunião de alcatra, porchetta (uma receita de lombinho), linguiça artesanal, costelinha, almôndegas suínas, chucrute e mostarda escura. A seção de bebes ganhou consultoria de amigos especialistas em cada área ? o sambista Moacyr Luz deu pitaco nos vinhos e Sérgio Rabello, dono do Galeto Sat?s, montou a pequena carta de cachaças. Na seleção de purinhas aparecem as mineiras Canarinha (R$ 14,00 a dose) e Germana Envelhecida (R$ 10,00). Quem quiser pegar leve poderá escolher entre as caldeiretas de chope Heineken (R$ 6,00) e Amstel (R$ 5,00).

Rua Castro Alves, 88, Méier, ☎ 3586-7622 (100 lugares). 11h30/1h (sáb. a partir das 12h; dom. 12h/18h; seg. 11h30/15h30). Cd: todos. Cc: todos. Aberto em 2014.

Fonte: VEJA RIO