DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

- Atualizado em

recomenda-teatro.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Em 2010, por ocasião dos 150 anos de nascimento de Anton Tchekov, a mundana companhia (assim mesmo, com minúsculas), de São Paulo, desenvolveu uma montagem com quatro atos pinçados de diferentes obras do autor: A Gaivota, Tio Vânia, O Jardim das Cerejeiras e As Três Irmãs. Percorridos esses clássicos escritos para o palco, o grupo embarcou em uma novela do escritor russo: O Duelo, publicada originalmente na forma de folhetim, entre outubro e novembro de 1891. Em cartaz no Espaço Tom Jobim, a montagem reitera a qualidade do trabalho da companhia ? marcado por pesquisa de linguagens, experimentações cênicas, senso de coletividade e arrojo estético. Aury Porto (um dos adaptadores do texto, ao lado de Vadim Nikitin) vive Ivan Laiévski, o protagonista por quem Nadiejda Fiódorovna (Camila Pitanga) abandona o marido para seguir até o Cáucaso, calorenta região ao sul da Rússia, banhada pelo Mar Negro. Ali, Laiévski faz amizade com o médico Samóilenko (Vanderlei Bernardino, excelente), mas seus alegados maus modos e o status de concubina de Nadiejda provocam certo mal-estar entre alguns moradores, em especial o zoólogo Von Koren (Pascoal da Conceição). Outros cinco atores completam o competente elenco, inteiramente entregue à proposta de tintas experimentais, mas sem hermetismo ? em um tour de force de quase quatro horas, diga-se. Sob direção inventiva de Georgette Fadel, o espetáculo reveste de vigorosa teatralidade uma obra cuja força reside na palavra escrita. Sem que se perca essa essência de vista, novos significados vão sendo incorporados por meio de elementos como música, adereços cenográficos (entre eles uma linda escultura do artista Franklin Cassaro) e a notável luz de Guilherme Bonfanti. Nesse sentido, há soluções visuais, regidas pela diretora de arte Laura Vinci, de efeito acachapante, como o mar representado na manipulação de um plástico preto (210min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 6/2/2014.

Espaço Tom Jobim ? Teatro (120 lugares). Rua Jardim Botânico, 1008, Jardim Botânico, ☎ 2274-7012. Quinta a domingo, 20h. Devido ao Carnaval, não haverá sessão no sábado (1º) nem no domingo (2). R$ 30,00. Bilheteria: a partir das 14h (qui. a dom.). IC. Estac. grátis. Até dia 30.

recomenda-cinema.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Do gracioso Frozen à surpresa nacional O Menino e o Mundo, a produção em animação já acumula bons lançamentos neste ano. Até agora, o melhor exemplar da safra é este trabalho da DreamWorks. A criançada vai se entreter por causa da incessante movimentação na tela, além da simpatia dos personagens e das confusões. Os adultos, por sua vez, devem ?entender? a trama e identificar figuras reais históricas misturadas às fictícias. Deliciosamente nonsense, o filme mostra a união de Peabody com Sherman. Rejeitado na infância, o cãozinho Peabody dedicou-se a estudar muito e, falastrão, virou um cientista famoso. Empresário de sucesso, driblou as leis humanas para adotar o igualmente desprezado Sherman. A harmonia, contudo, se quebra quando o menino, num momento de desespero, morde uma antipática coleguinha de escola. Os pais dela vão tirar satisfação com Peabody e, sem querer, Sherman e a garota acionam uma máquina do tempo. A partir daí, a aventura põe o trio de protagonistas em situações divertidas, do Egito dos faraós à Renascença italiana. Direção: Rob Minkoff (Mr. Peabody & Sherman, EUA, 2014, 92min). Livre. Estreou em 28/2/2014.

recomenda-shows.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Iniciativa bem-sucedida, o Sesi in Jazz Festival levou ao palco no Largo do Machado, em 2013, nomes como João Bosco, Hermeto Pascoal e Hélio Delmiro. Na abertura da nova temporada, a atração gratuita de sábado (8), às 18 horas, é João Donato. O pianista, cantor e compositor apresenta o espetáculo O Coro Tá Comendo, celebração dos 80 anos que completa no dia 17 de agosto. Ao lado de Robertinho Silva (bateria), Luiz Alves (contrabaixo), Ricardo Pontes (sax e flauta), José Arimatéa (trompete), Marlon Sette (trombone) e Sidinho Moreira (percussão), ele passeia por parcerias feitas com nomes como Gilberto Gil (Minha Saudade), Nelson Motta (Bolero Digital) e Paulo Moura (Na Barão de Mesquita). Curiosidade sugestiva: na composição com Moura (1933-2010), a primeira parte, de Donato, foi complementada pelo clarinetista cinquenta anos depois. Thaís Fraga (voz e tamborim), Pablo Lapidusas (piano), Jimmy Santa Cruz (baixo) e Rubinho (bateria) abrem a noite com apresentação dedicada ao samba-jazz. Livre.

Largo do Machado. Informações ☎ 2511-5947, Largo do Machado. Sábado (8), 18h. Grátis.

recomenda-criancas.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Preparar, rechear e enfeitar histórias é a proposta de Molho, que retorna ao circuito após temporada em 2013. A trama, agora apresentada no Teatro Municipal Maria Clara Machado, na Gávea, é ambientada em uma cantina italiana e conduzida por cinco pizzaiolos desastrados: Alexandre Paz, Daniella Rougemont, Michele Cosendey, Tiago Ribeiro e Sonia Margarita, do Limiar Grupo de Teatro. Enquanto tentam fazer uma pizza, os personagens narram histórias, viajando pela magia de contos clássicos de Hans Christian Andersen (A Roupa Nova do Imperador), Charles Perrault (Riquê do Topete) e dos irmãos Grimm (O Piolho e a Pulga e Como as Crianças Brincavam de Açougueiro). Durante a encenação, os atores emprestam novos usos aos objetos cênicos, mudam o cenário e embalam a plateia com músicas executadas ao vivo. Direção de Carolina Pismel e Natalie Rodrigues (50min). Rec. a partir de 10 anos. Estreou em 22/1/2014.

Teatro Maria Clara Machado (120 lugares). Rua Padre Leonel Franca, 240 (Planetário da Gávea), Gávea, ☎ 2274-7722. Sábado, 17h; domingo, 16h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 14h (sáb. e dom.). Até dia 23.

recomenda-bares.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Reduto tradicional da turma da batucada ? em especial às segundas, quando os músicos do Samba do Trabalhador batem ponto por lá depois de tocar no Clube Renascença ?, o boteco na região da Muda, na Tijuca, tem mesas de plástico, nenhuma firula e ninguém se importa. A clientela é atraída pelo bom trabalho de Antonio Lopes dos Santos, o Tonhão, e Antonio Carlos dos Santos, seu filho Toninho. Quando passou a ajudar no negócio, o herdeiro incrementou a ala dos petiscos de um jeito que eles agora dão água na boca. Nas mãos de Toninho, clássicos dos pés-sujos ganham versões deliciosas. A estrela do cardápio é o bolinho de arroz (R$ 4,00 a unidade), com linguiça na receita, casquinha crocante e interior cremoso. Por lá até o jiló, que não é para qualquer bico, ganha ares de iguaria. Sai da cozinha macio e menos amargo, recheado de carne assada com molho saboroso, carne-seca, linguiça ou provolone (R$ 5,00 cada sugestão). Dica recente e mais robusta, o t-rex (R$ 35,00) é um colossal contrafilé de 400 gramas, ponto perfeito, escoltado por dois ovos caipiras estrelados. Antes, durante ou depois, é só escolher a marca da cerveja, sempre gelada (R$ 8,00, Original, Brahma Extra, Serramalte ou Heineken).

Rua General Espírito Santo Cardoso, 50, Tijuca, ☎ 2570-9389 (40 lugares). 6h/23h30 (sáb. até 22h; dom. 9h/18h). Aberto em 1972.

Fonte: VEJA RIO