DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

- Atualizado em

recomenda-noite.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

A batucada já toma conta das ruas, mas uma tribo que não é de Carnaval tem refúgio garantido: na sexta edição, o maior evento de música eletrônica da América Latina ocupa a cidade de quarta (19) até a Terça-Feira Gorda, no dia 4 de março. A programação traz palestras (leia mais na coluna Histórias Cariocas, na pág. 20) com profissionais da EDM (Eletronic Dance Music) e apresentações de DJs renomados. Quem abre os trabalhos da parte festiva, no sábado (22), é o americano Steve Aoki. Considerado pela publicação especializada DJ MAG o oitavo melhor artista dos pickups do planeta, ele já trabalhou com estrelas como o rapper will.i.am e, em 2012, teve seu Wonderland indicado ao Grammy de melhor álbum de dance music. Performático, Aoki é dado a brincadeirinhas, como jogar bolo e abrir garrafas de champanhe apontadas para o público. No Rio, os fãs podem esperar pelo hit que o manteve na lista dos dez melhores do mundo, Boneless, e remixes, a exemplo de A Light that Never Comes, do Linkin Park. Completam a noite o DJ carioca Bernardo Novaes, a dupla mineira Dirtyloud, formada por Eduardo Nascimento e Marcus Campos, e o duo Kalm Kaoz, também dos Estados Unidos. 18 anos.

Marina da Glória. Avenida Infante Dom Henrique, s/nº, Aterro do Flamengo. Informações, ☎ 2512-7019. Sábado (22), 22h. 2º lote: R$ 240,00 (mulheres) e R$ 280,00 (homens). www.ingressocerto.com.

recomenda-cinema.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

O drama concorre a quatro prêmios no Oscar: melhor filme, atriz (Judi Dench), roteiro adaptado e trilha sonora. E poderia estar no páreo na categoria ator coadjuvante devido ao desempenho de Steve Coogan, que produziu e escreveu o roteiro desta versão para o cinema do livro Philomena, publicado em 2009 pelo jornalista Martin Sixsmith e lançado agora no Brasil pela Verus Editora. A história real traz lances comoventes e parece extraída da ficção. Em 1952, a jovem irlandesa católica Philomena (Sophie Kennedy Clark) dá à luz um menino num convento. Mãe solteira, ela fica separada do bebê, que ganha pais adotivos três anos depois. Philomena jamais conseguiu esquecer o trauma. Na Londres de 2002, sua filha procura o repórter desempregado Martin Sixsmith (Coogan) na intenção de ajudar a mãe a reencontrar o primogênito. Com faro para uma boa reportagem, ele oferece a dolorosa história de Philomena, agora vivida pela magnífica Judi Dench, a uma revista. A dupla parte então para a Irlanda a fim de saber das freiras qual foi o destino dado à criança. Levada pelo diretor Stephen Frears (A Rainha), a trama tem boas reviravoltas, certo humor e um ótimo confronto de personalidades entre os protagonistas. Direção: Stephen Frears (Philomena, EUA/Inglaterra/França, 2013, 98min). 12 anos. Estreou em 14/2/2014.

recomenda-criancas.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Com texto de Letícia Dal-Ri Tórgo e direção de Fábio Espírito Santo, o espetáculo leva ao palco uma fábula ao mesmo tempo singela e original. Na trama, um planeta mágico perde um pedacinho sempre que uma criança recebe um ?porque não? como resposta de um adulto na Terra. No Mundo dos Porquês quem manda é a Rainha da Curiosidade (Ariane Souza). Entre seus súditos, há personagens divertidos ligados à gramática, a exemplo da dupla inseparável Perguntícia (Lívia Guerra) e Respostalita (Dany Stenzel) e de Exceção (Diogo Cardoso, cujo desempenho arranca boas risadas da plateia). Para salvar o reino, eles devem encontrar uma criança especialista na arte de perguntar - e aí surge Lucas (Bruno de Sousa), menino de 10 anos que ainda não perdeu a mania de perguntar sobre a razão de tudo. O cenário engenhoso é assinado pelo tarimbado Ronald Teixeira (também nos créditos das ótimas Pluft, o Fantasminha e Nadistas e Tudistas). Outro detalhe atraente é a profusão de instrumentos musicais em cena, caxixis e flautas, entre outros, usados ao vivo pelo elenco na interpretação da trilha sonora original e na criação de efeitos sonoros (70min). Rec. a partir de 5 anos. Estreou em 18/1/2014.

Teatro do Leblon - Sala Marília Pêra (408 lugares). Rua Conde Bernadotte, 26, Leblon, ☎ 2529-7700. Sábado e domingo, 17h. R$ 50,00. Bilheteria: a partir das 15h (sáb. e dom.). Até 16 de março.

recomenda-teatro.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Rita trabalha em um salão de cabeleireiro, namora um sujeito meio bronco e convive com pessoas que parecem confortavelmente acomodadas em sua ignorância. Ela, porém, almeja algo além dessa vidinha trivial e, para tanto, decide ter aulas com o professor de literatura Frank, cuja paixão pelos livros só encontra rival em seu apreço pela bebida. Inspirada em Pigmalião, clássico de Bernard Shaw sobre uma florista pobretona alçada a dama da alta sociedade, esta comédia à moda antiga do britânico Willy Russell tem duas camadas. Na mais rasa (mas nem por isso desprovida de atrativos), o foco está na delicada e, em vários momentos, divertida relação entre a aluna e o professor. Ela, ávida por aprender, acaba também ensinando uma ou outra coisa ao mestre, enquanto ele, cada vez mais encantado pela pupila, teme que, uma vez culta, a moça deixe de frequentar suas aulas. Para além disso, vislumbra-se uma reflexão pertinente sobre o real sentido de educar. Dirigida com sensibilidade por Claudio Mendes, a montagem em cartaz no Café Pequeno equilibra bem esses dois olhares. O maior trunfo, porém, é a sintonia do elenco: casados, Mendes e Marianna Mac Niven encarnam no palco tipos conhecidos do público, mas sem resvalar na caricatura ou na pieguice (100min). 18 anos. Estreou em 11/1/2014.

Teatro Café Pequeno (80 lugares). Avenida Ataulfo de Paiva, 269, Leblon, ☎ 2294-4480. Quinta a sábado, 20h; domingo, 19h. R$ 40,00. Bilheteria: a partir das 16h (qui. a dom.). TT. Até domingo (23).

recomenda-expos.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

As obras do paulistano de 53 anos costumam provocar reações variadas, mas nunca indiferença. Bandeira Branca, na 29ª Bienal de São Paulo, trazia três urubus em um enorme viveiro e despertou a fúria de defensores de animais. Ainda em 2010, o artista levou ao MAM carioca Fruto Estranho, instalação de 10 toneladas na qual restos de árvores sustentavam dois aviões revestidos de sabão. Na individual em cartaz na Caixa Cultural, a surpresa da vez é Hora da Razão, resultado de doze horas de árduo expediente repetido por treze dias. O trabalho reúne três estruturas de vidro cobertas por cerca de 300 quilos de breu derretido. Sob as formas geométricas vazadas, além da massa de aspecto orgânico, vivo, que escorre, monitores de vídeo exibem o músico Rômulo Fróes, o artista plástico Eduardo Climachauska e a cantora Nina Becker interpretando o samba Hora da Razão, do baiano Batatinha (1924-1997). Completam a mostra 78 belos desenhos inéditos da série Munch. Criados com folhas de ouro, prata e bronze, tinta a óleo e carvão sobre papel, inspirados na produção do pintor norueguês Edvard Munch, os quadros homenageiam a mãe do autor, a historiadora Dulce Helena Pessoa Ramos, falecida em 2011.

Caixa Cultural - Galeria 4. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro,?☎ 3980-3815, ?Carioca. Terça a domingo, 10h às 21h. Grátis. Até 9 de março.

Fonte: VEJA RIO