DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

- Atualizado em

Herman Sorgeloos / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Em sua 22ª edição, o mais importante evento de dança do país traz, a partir de sexta (25), dezoito criações de quinze grupos e coreógrafos. Além do Brasil, marcam presença companhias da Bélgica, do Equador, de Portugal, da França, da Espanha e da Inglaterra. Dez palcos da cidade serão ocupados, com destaque para a programação da Cidade das Artes, totalmente tomada, das diversas salas do espaço ao jardim. No sábado (26) e no domingo (27), a Grande Sala recebe o prestigiado grupo belga Rosas, com o espetáculo Cesena, de 2011. Trata-se de uma colaboração entre a coreógrafa Anne Teresa De Keersmaeker, diretora da trupe, e o músico Björn Schmelzer, criador do coletivo Graindelavoix, especializado em repertório antigo. Em cena, dezenove bailarinos ? incluindo o brasileiro Carlos Garbin ? evoluem ao som de um estilo musical do fim do século XIV conhecido como ars subtilior (110min). 12 anos.

Cidade das Artes ? Grande Sala da Cidade das Artes (1?222 lugares). Avenida das Américas, 5300,

Barra da Tijuca, ☎ 3328-5300. Sábado (26), 21h; domingo (27), 15h. R$ 20,00. Bilheteria: 13h/21h (ter. a sex.); a partir das 12h30 (sáb. e dom.).

Confira a programação completa em abr.io/panorama-2013

Aliya Naumoff
(Foto: Redação Veja rio)

Formado por Romy Madley Croft (voz e guitarra), Oliver Sim (voz e baixo) e Jamie Smith (beats e MPC), o trio de indie pop britânico desembarca pela primeira vez no Rio, por captação de recursos através do coletivo Queremos!. Criado em 2005, o grupo só estourou quatro anos mais tarde, com o lançamento do disco homônimo de estreia. O elogiado trabalho ficou entre os dez mais das paradas das revistas especializadas Rolling Stone e NME ? Islands, o primeiro single de sucesso, ganhou até uma esquisita versão da colombiana Shakira. A apresentação no Vivo Rio faz parte da divulgação do segundo álbum, Coexist, de 2012. Figurinhas carimbadas de grandes festivais alternativos, como Glastonbury, eles criaram neste ano um evento próprio. O Night + Day, com edições em Lisboa, Berlim e Londres, só reforçou o status cult da banda. No repertório de arranjos despojados, suave batida eletrônica e melodias delicadas, aparecem Crystalized e Islands, além das mais recentes Chained e Angels. 18 anos.

Vivo Rio (2?000 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. Quinta (24), 22h. R$ 300,00 (pista, 1º lote) a R$ 600,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qua.); a partir das 12h (qui.). Estac. c/manobr. (R$ 30,00). IR. www.vivorio.com.br.

Trilha sonora: o trio compôs a faixa Together para O Grande Gatsby, filme de Baz Luhrmann estrelado por Leonardo DiCaprio

Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

Aos 84 anos e ainda produzindo intensamente, esta senhora japonesa é a mais festejada artista contemporânea em seu país. Sua primeira individual no Brasil, Obsessão Infinita, atração no CCBB, faz jus a todo o burburinho ouvido desde a abertura, há pouco mais de uma semana. Como o nome da mostra sugere, espalham-se pela maioria dos trabalhos, aos milhares, as bolas que se tornaram marca visual de Yayoi. O panorama reúne aproximadamente 100 obras produzidas entre o fim da década de 40 e o ano passado, nos mais variados suportes. As bolinhas já aparecem em criações antigas, como uma pintura sobre papel sem título de 1952. Também se repetem em 35 telas multicoloridas que evocam a estética da pop art (ela conviveu intensamente com Andy Warhol no fim dos anos 50). No conjunto selecionado, sobressaem as instalações ? e há várias, todas altamente convidativas. Uma das mais conhecidas, Infinity Mirror Room ? Phalli?s Field (or Floor Show), de 1965, é uma sala com paredes de espelhos e o chão repleto de objetos fálicos (outra das obsessões da artista, aliás) estampados com bolas vermelhas. Divertida, I?m Here, But Nothing (2000) reproduz com fidelidade a sala de uma residência comum, só para cobri-la completamente de adesivos circulares de várias cores que brilham sob luz negra.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Quarta a segunda, 9h às 21h. Grátis. Até 26 de janeiro.

Dalton Valério / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Uma peça que tivesse como tema o estado do sistema educacional brasileiro poderia soar aborrecidamente panfletária. Não é, felizmente, o caso desta comédia da Cia dos Atores, uma das três montagens em cartaz no Espaço Sesc para celebrar os 25 anos da trupe. O ótimo texto de Jô Bilac apresenta quatro professoras de uma escola pública do Centro do Rio, reunidas para debater temas ligados ao colégio. Na ocasião, elas também vão conhecer o jovem substituto da diretora (Paulo Verlings), afastada depois de ter sido agredida por um estudante. Em uma solução curiosa, os papéis femininos são todos interpretados por homens (Marcelo Olinto, Thierry Trémouroux, Cesar Augusto e Leonardo Netto), com roupas masculinas e sem nenhuma afetação. Essa escolha da direção, a cargo de Bel Garcia e Susana Ribeiro, captura a atenção do público e sugere, talvez, o embrutecimento dessas mulheres após anos sob péssimas condições de trabalho. As pertinentes discussões que afloram na reunião, em vez de pairar acima das personagens, só surgem em função da dinâmica que se estabelece entre elas. Todo o elenco é excelente, mas é preciso destacar o minucioso trabalho de Marcelo Olinto, eloquente até quando não fala (60min). 12 anos. Estreou em 26/9/2013.

Espaço Sesc ? Mezanino (70 lugares). Rua Domingos Ferreira, 160, Copacabana, ☎ 2547-0156. Sexta e sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 20,00. Bilheteria: a partir das 15h (sex. a dom.). Até 3 de novembro.

Celebração: dois monólogos mais experimentais completam a comemoração dos 25 anos da Cia dos Atores. De terça a quinta, ✪✪✪ Como Estou Hoje, com Marcelo Olinto, e, de sexta a domingo, ✪✪✪ LaborAtorial, com Marcelo Valle

Felipe Fittipaldi
(Foto: Redação Veja rio)

O retrato fiel de um elegante reduto boêmio das antigas pode muito bem ser composto de chão acarpetado, sofás de couro vermelho, colunas espelhadas, luz baixa e um pianista sempre a postos. Tudo isso, claro, em um espaço pequenino e aconchegante. Pois é exatamente essa a descrição da casa inaugurada na semana passada no Leblon. A inspiração nostálgica é reforçada por um painel com o rosto de boêmios de outrora, a exemplo do centenário Vinicius de Moraes, e uma coincidência: o novo negócio ocupa o mesmo endereço onde, de 1967 a 1997, funcionou o Antonio?s, quartel-general da velha esquerda festiva carioca. Sem cobrança de couvert artístico, a trilha sonora de jazz e bossa nova fica aos cuidados dos tarimbados pianistas Marcos Ariel (das 19h30 às 21h30) e Osmar Milito (das 22 horas até o fim da noite). Completam o programa o serviço atencioso, assinado por Eva Monteiro de Carvalho e Jayme Drummond, o cardápio do chef Cristóvão Duque e a caprichada carta de drinques elaborada por Daniel Miranda. São sugestões acertadas a receita que leva o nome da casa (R$ 27,00), mistura de uísque, mel de gengibre, limão-siciliano e ginger ale, e o clássico bloody mary (R$ 22,00), temperado na medida. A extensa lista de uísques vai de Jack Daniel?s (R$ 22,00 a dose) a Johnnie Walker Blue Label (R$ 73,00 a dose).

Avenida Bartolomeu Mitre, 297, loja C, Leblon, ☎ 2249-3049 (60 lugares). 19h/2h (fecha dom.). Cc: todos. Cd: todos. Manobr. (R$ 15,00). Aberto em 2013.

Prepare o bolso: os tira-gostos têm preços salgados. A diminuta porção de steak tartare custa R$ 47,00 e o hambúrguer de picanha, queijo gouda, geleia de bacon e foie gras sai por incríveis R$ 99,00.

Fonte: VEJA RIO