DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Com 350 títulos, a programação do festival pode desnortear os cinéfilos de primeira viagem, mas

a separação por mostras temáticas ajuda a orientar o espectador. Uma dessas subdivisões é dedicada a Alfred Hitchcock (1899-1980). O mestre do suspense estreou no gênero com O Inquilino (1927). Na fita com Ivor Novello e June Tripp, o novo hóspede de uma pensão entra em cena no mesmo momento em que um assassino misterioso ataca jovens louras pelas ruas de Londres. Restaurada pelo British Film Institute?s National Archive (BFI), a relíquia do cinema mudo ganhou trilha sonora e será exibida na segunda (30), às 19 horas, no Estação Botafogo 1, e no domingo (6), às 20h10, no Instituto Moreira Salles. Atração da mostra Panorama, Diana, drama do alemão Oliver Hirschbiegel, percorre os dois últimos anos da vida de Diana Spencer (1961-1997), a ultrapopular Lady Di, princesa de Gales. Naomi Watts enfrenta o tremendo desafio do papel na terça (1º), às 14 horas e às 19 horas, no Leblon 2, na sexta (4), às 16h20 e às 21h30, no Roxy 3, e no domingo (6), às 21h30, no Cinemark Downtown 10. A ótima safra de documentários traz realizadores renomados, como Werner Herzog e Ken Loach. Merecem especial atenção, no entanto, produções que jogam luz sobre o papel cada vez mais marcante da tecnologia. É o caso de Google e o Cérebro do Mundo, de Ben Lewis, atração da segunda (30), às 14 horas, no Estação Barra Point 1, e da quarta (2), às 14h45, no Centro Cultural Justiça Federal. Entre os destaques nacionais está Tatuagem, de Hilton Lacerda. Vencedor do último Festival de Gramado, o drama, ambientado no fim dos anos 70, narra o relacionamento entre o agitador cultural Clécio (Irandhir Santos) e o jovem soldado Fininha (Jesuíta Barbosa). Tem para todo mundo.

Confira a programação em abr.io/festival-do-rio-2013

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(Foto: Redação Veja rio)

Com o nome emprestado do famoso avião bombardeiro, o grupo americano surgiu em 1976 como uma alternativa colorida e festiva à cólera do punk. No começo um quinteto, usava e abusava de figurinos extragavantes e penteados volumosos com o bem-sucedido intuito de botar o público para dançar. Os hits Love Shack (o maior deles) e Private Idaho ajudaram bastante. No auge, em 1985, o conjunto new wave foi uma das atrações da primeira edição do Rock in Rio, ao lado de Queen e Rod Stewart. Eles visitaram a cidade mais uma vez, em 2009, e estão de volta para uma sessão nostalgia na sexta (4), no Vivo Rio. Remanescentes da formação original, os vocalistas Kate Pierson, Cindy Wilson e Fred Schneider defendem no palco, além dos clássicos já citados, Whammy Kiss e Legal Tender. 16 anos.

Vivo Rio (2?242 lugares). Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, ☎ 2272-2901. Sexta (4), 22h. R$ 180,00 (pista, 1º lote) a R$ 340,00 (camarote A). Bilheteria: 12h/21h (seg. a qui.); a partir das 12h (sex.). Estac. c/manobr. (R$ 30,00). IR. www.vivorio.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

O meio da rua, uma boate, um quarto de motel barato: esses foram alguns dos lugares da cidade recentemente transformados em palco por encenações teatrais. A vez agora é de uma área desativada no estacionamento do Rio Sul, com 1?300 metros quadrados. Autor e diretor da peça, Gustavo Paso a imaginou desde o início em um espaço normalmente reservado a automóveis. Com o auxílio de Teca Fichinski, na cenografia, criou a garagem do condomínio onde vive o advogado Juan, protagonista da história, interpretado por Gustavo Falcão. De uma hora para outra, ele perde tudo: emprego, dinheiro, apartamento, mulher (Luciana Fávero). Sem ter onde cair morto, encontra a escritura de uma vaga para carros e decide se mudar. A ação mostra a convivência de Juan com outros moradores e um faxineiro do prédio. Não convém entregar muito os meandros da trama, que provoca uma interessante reflexão sobre a perversidade humana: vários dos personagens, do vilanesco ex-sogro (Eduardo Tornaghi) à ingênua aspirante a cineasta Belita (Thalita Vaz), sugam algo do protagonista para esconder as próprias misérias. O espetáculo certamente se beneficiaria de um enxugamento na duração e no número de personagens ? são dezoito ao todo, e alguns acabam subaproveitados. O elenco, porém, se defende bem, com destaque absoluto para Falcão. Mas o que chama mesmo atenção é a logística da montagem, com um entra e sai rigorosamente cronometrado de atores por uma escada e um elevador cenográficos, além de sete carros que circulam em cena (120min). 14 anos. Estreou em 4/9/2013.

Rio Sul (80 lugares). Rua Lauro Müller, 116, G3, Botafogo. Informações, ☎ 7419-8049. Quarta a sábado, 21h; domingo, 19h. R$ 40,00. Bilheteria no local: a partir das 14h (qua. a dom.). IR. Até domingo (6).

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(Foto: Redação Veja rio)

Em uma nobre esquina do Leblon, entre a Avenida General San Martin e a Rua Carlos Góis, o negócio de Miguel Haegler Abitbol, Rafael Sampaio e Fred Weissmann tem muito para dar certo ? a começar pelo ponto. Na semana passada, ainda em esquema de soft opening, a casa passou a servir seu cardápio de petiscos criados pelo chef boliviano Checho Gonzales. Da carta de drinques quem cuidou foi Gustavo Stemler, ex-Meza Bar e El Born. Entre sugestões frias e só algumas quentes, experimente o ceviche de bonito com vinagrete oriental de maracujá e shoyu (R$ 24,00), levemente picante e de sabor marcante ? a dica do chef é deixar um pouco de caldo para comer com a colher no final. Outra pedida é a causa, prato típico limenho, servido frio. Uma das versões de Checho traz camarões temperados com aji amarillo (um tipo de pimenta peruana), cobertos de purê de batata-baroa e aiöli (R$ 28,00). Stemler segue a inspiração latina em criações como o imperdível pisco sour tradicional (R$ 18,00) ou o mojito de morango com manjericão (R$ 18,00).

Rua General San Martin, 359, Leblon, ☎ 2249-2619 (120 lugares). 11h45/15h30 e 18h/1h30 (seg. a qua.); 11h45/15h30 e 18h/3h (qui.); 11h45/3h (sex. e sáb.); 11h45/1h30 (dom.). Cc: todos. Cd: todos. Aberto em 2013.

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(Foto: Redação Veja rio)

Jesús Rafael Soto (1923-2005) participou da histórica mostra Le Mouvement, realizada em 1955, em Paris, que consagrou a expressão arte cinética. Dez obras do artista venezuelano também abrilhantam a coletiva Cinéticos: Arte em Movimento, em cartaz na tradicional Galeria de Arte Ipanema, fundada em 1965. Soto chama atenção no amplo ambiente com trabalhos como Multiple de La Maquette Esfera Theospacio (1989), escultura de alumínio pintada de amarelo, cinza e branco, mas não está só. Na missão de encantar o visitante com ilusões óticas, motores que dão vida às criações e outros artifícios, ele é acompanhado por mais quatro expoentes: Julio Le Parc, Victor Vasarely, Luis Tomasello e Carlos Cruz-Diez. Também venezuelano, Cruz-Diez, 90 anos, o principal representante vivo da turma, apresenta nove peças. Uma delas, a esfuziante Physichromie nº 1731 (2011), emana um colorido de tons variados, dependendo da perspectiva de quem a aprecia. A partir de R$?40?000,00.

Galeria de Arte Ipanema. Rua Aníbal de Mendonça, 27, Ipanema, ☎ 2512-8832. Segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 14h. Grátis. Até 15 de outubro.

Fonte: VEJA RIO