DIVERSÃO

Cinco programas imperdíveis para o fim de semana

Confira a seleção especial de VEJA RIO para deixar seu fim de semana ainda mais animado

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(Foto: Redação Veja rio)

Em um 2013 repleto de festivais, do charmoso Copa Fest ao gigante Rock in Rio, a agenda musical carioca abriga um estreante. Concentrado no domingo (8), o evento promovido pela empresa de entretenimento Time For Fun traz, como atração principal e última a subir ao palco, a Dave Matthews Band. Além do cantor e guitarrista que o batiza, o grupo americano é formado por Carter Beauford (bateria), Jeff Coffin (saxofone), Stefan Lessard (baixo), Tim Reynolds (guitarra), Rashawn Ross (trompete) e Boyd Tinsley (violino). Há pouco mais de dez anos na estrada, a DMB, como é conhecida, já vendeu mais de 37 milhões de cópias e tem uma legião fiel de fãs. De volta ao Rio, vai enfileirar hits como What Would You Say e Satellite, faixas do mais novo disco, Away from the World, e as doses de improviso que caracterizam suas apresentações ao vivo. Na mesma noite, o grupo californiano Incubus, ícone alternativo do começo dos anos 2000, defende o repertório do CD If Not Now, When?, e sucessos anteriores, a exemplo de Pardon Me e Stellar. A terceira atração internacional, também dos Estados Unidos, é o S.O.J.A., sigla para Soldiers of Jah Army. Alvo de mais de 60 milhões de visualizações no YouTube, o grupo liderado pelo cantor e guitarrista Jacob Hemphill exibe o reggae com mensagens de paz e amor de, entre outras canções, True Love e Rest of My Life, além das mais novas She Still Loves Me e Gone Today. Completam a programação O Rappa, que apresenta o recém-lançado disco Nunca Tem Fim, a revelação paulista Liminha Não Ouviu e os rastamen cariocas do Ponto de Equilíbrio, que comemoram seus dez anos de carreira na abertura da noite. 15 anos.

Citibank Hall (8?492 lugares). Avenida Ayrton Senna, 3000 (Shopping Via Parque), Barra. Informações, ☎ 4003-5588 (9h/21h). Domingo (8), a partir das 13h. R$ 200,00 (pista) a R$ 400,00 (pista premium). Bilheteria: 12h/20h (seg. a sáb.); a partir das 12h (dom.). Estac. (R$ 8,00). www.ticketsforfun.com.br. www.citibankhall.com.br.

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(Foto: Redação Veja rio)

Na enorme leva de musicais biográficos que vêm sendo produzidos no Brasil, este emocionante e tecnicamente impecável tributo à cantora Elis Regina (1945-1982) ocupa lugar de destaque ? e eleva o padrão pelo qual o público vai julgar os próximos espetáculos do gênero. Escrito por Nelson Motta (grande amigo da homenageada) e Patrícia Andrade, o texto não mexe em time que está ganhando: como tem sido hábito nesse tipo de montagem, investe na exposição cronológica de fatos marcantes da vida da personagem. Do primeiro teste na rádio à consagração nacional, dos conflitos com o regime militar aos casamentos conturbados com Ronaldo Bôscoli e, depois, Cesar Camargo Mariano, os episódios são enfileirados ao som de mais de quarenta sucessos de Elis. Sob direção cuidadosa de Dennis Carvalho, a atriz Laila Garin vive a estrela em interpretação exuberante, reverente, mas sem cair na imitação, e arrepia o público ao entoar Aos Nossos Filhos, Como Nossos Pais e O Bêbado e a Equilibrista (os arranjos são da sempre competente Délia Fischer). Também sobressaem no numeroso elenco Felipe Camargo e Claudio Lins, que interpretam, respectivamente, o primeiro e o segundo marido da cantora, Ícaro Silva, na pele de Jair Rodrigues, e Danilo Timm, como um divertido Lennie Dale (130min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 8/11/2013.

Teatro Oi Casa Grande (926 lugares). Avenida Afrânio de Melo Franco, 290, Leblon, ☎ 2511-0800. Quinta e sexta, 21h; sábado, 17h e 21h; domingo, 19h. R$ 50,00 a R$ 180,00. Bilheteria: 15h/20h (ter. e qua.); a partir das 15h (qui. a dom.). Cc: todos. Cd: todos. IC. Estac. no Shopping Leblon (R$ 4,00 por duas horas). Até 2 de março.

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(Foto: Redação Veja rio)

Crítico dos (maus) costumes da sociedade inglesa do século XIX, o irlandês Oscar Wilde (1854-1900) não baixa a guarda no conto infantil que a Artesanal Cia. de Teatro leva para o CCBB. Na trama do livro O Príncipe Feliz e Outras Histórias (1888), o personagem do título (Márcio Nascimento) vive em um palacete remoendo solidão e arrogância. Seu oposto é Menino (boneco manipulado por Marcos Guilhon e Tatá Oliveira): ao contrário dos outros garotos, ele não se intimida diante do muro construído pelo grandalhão e invade seu jardim para brincar. Com maestria, o trio no palco inverte a ordem da narrativa ? começa pelo fim ? e abre mão do desfecho original um tanto melancólico. A relação dos dois personagens se dá em meio a engenhosos objetos cênicos que marcam as diferenças de tamanho entre ambos. Ao longo da sessão, o recado de Wilde, além de preservado, porque ainda vale nos dias de hoje, é bem tratado por recursos técnicos como o delicado jogo de luz. Direção de Henrique Gonçalves e Gustavo Bicalho (45min). Rec. a partir de 5 anos. Estreou em 23/11/2013.

Centro Cultural Banco do Brasil ? Teatro III (120 lugares). Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2007. Sábado e domingo, 17h. R$ 10,00. Bilheteria: a partir das 9h (sáb. e dom.). Até dia 29.

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(Foto: Redação Veja rio)

Aberta no começo de outubro, a casa é mais um bom programa na região portuária ? fica em frente ao Museu de Arte do Rio e é vizinha de points como a Pedra do Sal e o Cabaret Kalesa. Resultado da união de sócios do Cabaret Lounge, em Botafogo, da Casa Rosa, em Laranjeiras, e da badalada festa Coordenadas, ocupa um charmoso espaço revestido de tijolos aparentes e é um misto de bar e boate. Espumantes, o nome sugere, são o forte da carta de bebidas. A lista vai de sugestões premium, como a francesa Veuve La Grande Dame (R$ 1?204,00), a opções nacionais mais em conta, a exemplo do Dal Pizzol Brut (R$ 74,00). Pergunte pela taça do dia (R$ 15,00), sempre um rótulo diferente. Entre os tira-gostos de inspiração japonesa, prove o jazz in? roll (R$ 29,00, dez unidades), porção de rolinhos de salmão, cream cheese e cebolinha empanados no gergelim ao molho teriyaki. Fornidas, as bruschettas também agradaram. A pomodoro (R$ 12,90, com quatro) traz cobertura de tomate confitado e parmesão derretido. Todos os dias, a partir das 17h30, os DJs Luizinho, Leandro e Mary Dee comandam o som, que sobe a partir das 20 horas, com rock e pop para dançar. Nos fins de semana, o endereço sedia festas itinerantes. A Beleléu é a atração de sábado (7).

Rua Sacadura Cabral, 63, Centro, ☎ 99881-1111 (300 lugares). 17h30/1h (sáb. 22h/4h; fecha seg.). Entrada (ter. a sex., consumíveis): R$ 30,00 (mulheres) e R$ 60,00 (homens); sáb. (varia de acordo com a festa). Cc: todos. Cd: todos. Aberto em 2013.

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(Foto: Redação Veja rio)

Nome em ascensão na cena contemporânea brasileira, a artista paraense assina obras performáticas impossíveis de passar despercebidas. Em 2009, ela ganhou notoriedade com Quando Todos Calam, trabalho no qual ficou uma tarde deitada, nua e coberta de carne crua, sobre uma mesa em frente ao mercado Ver-o-Peso, o maior de Belém. Estupefatos, os passantes viam os urubus das redondezas cercar o corpo de Berna, atraídos pelo alimento. Parte de sua produção única ? em nada semelhante ao estereótipo normalmente colado à arte regional brasileira ? pode ser conferida na individual Vazio de Nós, em cartaz no Museu de Arte do Rio. Nas paredes de uma sala são projetados cinco registros de performances realizadas entre 2011 e 2013 em Belém. Todas evocam algum tipo de violência, tema presente na atividade de perita criminal que Berna concilia com a carreira artística. Em Palomo (2012), ela sugere uma reflexão sobre o abuso de autoridade ao percorrer ruas quase vazias montada em um cavalo pintado de vermelho, envergando uma espécie de farda estilizada, o rosto protegido por uma focinheira. No mais desnorteante dos filmes, sem título e feito em 2011, dois sujeitos passeiam pela cidade carregando Berna, nua e amarrada a uma trave.

Museu de Arte do Rio. Praça Mauá, s/nº, Zona Portuária, ☎ 3031-2741. Terça a domingo, 10h às 18h. R$ 8,00. Grátis às terças. Meia-entrada para estudantes de escolas particulares e universitários. De quarta a domingo, grátis para alunos e professores da rede pública, crianças de até 5 anos e pessoas com mais de 60 anos. Até domingo (8).

Fonte: VEJA RIO