EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca nota dez: Rudi Werner

O cabeleireiro Rudi Werner realiza cortes gratuitos em clientes que doam cabelos para a confecção de perucas

Por: Thaís Meinicke

Felipe Fittipaldi
(Foto: Redação Veja rio)

Gaúcho, Rudi Werner chegou ao Rio há três décadas e aqui formou família e fincou raízes. Hoje, aos 55 anos, é o dono da maior rede de salões de beleza da cidade, com 43 unidades. Ao longo de sua trajetória, sempre procurou contrabalançar o sucesso profissional com ações de cunho social. Foi com esse espírito que criou a Werner Academia, que, em vinte anos, já formou mais de 4?000 profissionais da área ? na maioria, contratados pelos próprios salões da rede ? e apoiou projetos como o Instituto Profissionalizante Mangueira. Também promove campanhas como a Fashion é Doar, que há quinze anos recolhe doações para diferentes instituições, como o Pro Criança Cardíaca, o HemoRio e o Viva Cazuza. A mais recente iniciativa do empresário é uma evolução do conceito de fazer o bem ao estimular o engajamento dos outros: o projeto Cabelo Amigo, no qual ele realiza cortes gratuitos em mulheres que se dispõem a doar seus cabelos para a confecção de perucas para pacientes que passam por quimioterapia. "Minha mãe morreu de câncer, e sempre que recebo uma cliente com o mesmo problema eu lembro dela. Quis buscar uma forma de entrar um pouco mais na vida dessas pessoas, amenizar essa dor", explica.

"Queremos contribuir para a autoestima de mulheres que se tratam contra o câncer"

Durante todo o mês de junho, as cariocas que desejarem participar da campanha poderão cortar os cabelos com o próprio Werner em uma das quatro filiais em que ele atende ? BarraShopping, Rio Design Barra, Ipanema e Leblon. O cabelo cortado será encaminhado à Fundação Laço Rosa, especializada na confecção e na doação dos acessórios a mulheres que não podem pagar por eles. Além de realizar cortes, Werner atenderá pacientes que estão em tratamento e desejam dar um novo visual a suas perucas antigas. "É fundamental que as mulheres que passam por esse processo estejam confiantes para encarar a doença. Nosso objetivo é justamente estimulá-las a recuperar e manter a autoestima", explica.

Fonte: VEJA RIO