EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca nota dez: Georges Bittencourt

O administrador Georges Bittencourt promove passeios ecológicos de barco com alunos da rede pública

Por: Thaís Meinicke

Selmy Yassuda
(Foto: Redação Veja rio)

Morador da Barra da Tijuca desde a infância, o administrador de empresas Georges Bittencourt, de 47 anos, teve uma ideia inovadora que acabou vingando. Exatamente uma década atrás, ele concebeu um sistema de balsa na Lagoa de Marapendi que hoje chega a transportar 80?000 pessoas por mês, com o predomínio entre os passageiros de moradores dos condomínios daquele entorno. Bem-sucedido em seu negócio, ele decidiu estender a iniciativa para fins educativos. Ao ver o grande potencial turístico daquele trajeto, que contempla uma múltipla reserva ambiental, criou a Expedição Barra. Em síntese, passeios de barco em que estudantes têm aulas práticas sobre o ecossistema local. "No princípio, o projeto ficou limitado a alunos de escolas particulares. Mas me senti na obrigação de oferecer uma contrapartida social e ampliar sua abrangência", diz ele.

"As crianças querem muito aprender. O que falta é acesso a esse conhecimento"

Numa parceria do empresário com o Clube Marapendi, o percurso passou a ser feito também por alunos da rede pública de ensino, sem nenhuma despesa para as instituições. Em seus dois anos de existência, a ação já atendeu mais de 3?600 crianças, que têm a oportunidade única de conhecer de perto os exemplares da fauna e da flora local, além de aprender em atraentes lições a céu aberto toda a história daquela área. Elaboradas e acompanhadas por biólogos, as aulas duram cerca de uma hora e meia, tempo que a balsa leva para singrar aquele castigado espelho-d?água. Essas lições têm sido de grande valia para conscientizar os miúdos sobre os problemas ambientais que atingem o sistema lacunar da região. Para Bittencourt, a aproximação da criançada com essa realidade é uma forma de chamar atenção para a Lagoa de Marapendi, um conjunto natural que é repleto de encantos e percalços. "Quando vimos o resultado positivo do projeto, tivemos a certeza de que investir neste tipo de em­­­­preendimento foi gratificante", diz o administrador. "As crianças se mostram interessadas e querem muito aprender. O que falta realmente é acesso a esse conhecimento."

Fonte: VEJA RIO