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Carioca nota dez: Vitória Monteiro de Carvalho Faria

A estudante Vitória Monteiro de Carvalho Faria distribui presentes e mimos para alegrar crianças carentes de Santa Teresa

Por: Louise Peres - Atualizado em

Felipe Fittipaldi
(Foto: Redação Veja rio)

Na última segunda (14), a estudante Vitória Monteiro de Carvalho Faria, de 13 anos, dedicou sua manhã a uma atividade pouco comum para adolescentes: entregar ovos de chocolate a uma centena de meninos e meninas carentes do Espaço Educacional Cantinho Feliz, uma creche que atende crianças com idade entre 2 e 6 anos, no bairro de Santa Teresa. Para muitas delas, foi uma espécie de comemoração antecipada da Páscoa, provavelmente a única que terão. Os doces foram comprados por Vitória, graças a um mutirão que realizou entre amigos e parentes para arrecadar fundos. "Este ano foi especial. Consegui comprar ovos bem maiores que os do ano passado", explica ela. Além desse evento, a jovem já promoveu tardes de cinema, de leitura e costuma distribuir presentes e cestas básicas no Natal. "São datas importantes, que não podem passar em branco para ninguém", afirma.

"Se todos fizessem um pouquinho, o mundo seria um lugar bem melhor"

Herdeira de um dos sobrenomes mais tradicionais da cidade, Vitória fala com desenvoltura nas festas da família e acumula uma experiência impressionante para uma jovem de sua idade ? ela tem no currículo um curso de liderança com aulas em Harvard e no MIT. Desde pequena, é sensível às desigualdades sociais do Rio. Em Santa Teresa, a mansão construída por seus antepassados (e hoje moradia de alguns de seus parentes, como o tio-avô Olavo Monteiro de Carvalho e o seu tio Joaquim Francisco) fica praticamente ao lado do Morro dos Prazeres, uma das áreas mais pobres da cidade. É justamente na favela que vive boa parte das crianças do Cantinho Feliz. "Minha mãe sempre me mostrou a importância do trabalho, de vencer pelo esforço. Comecei a achar que tinha obrigação de fazer algo por quem precisa", diz ela, filha da empresária Eva Monteiro de Carvalho. "Toda vez que chego lá na creche, as crianças abrem um sorriso enorme. Se todos fizessem um pouquinho, o mundo seria um lugar bem melhor." Se existissem mais meninas como Vitória, o Rio, pelo menos, seria um lugar melhor.

Fonte: VEJA RIO