EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca Nota 10: Sandro Batalha

O arquiteto Sandro Batalha criou o Exército Maravilha, entidade que estimula a doação de medula óssea

Por: Bruna Talarico - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Tratar com leveza um assunto complexo como a leucemia é um desafio e tanto. Mas é exatamente isso que o arquiteto Sandro Batalha tem feito há dois anos, desde que ajudou a criar o Exército Maravilha, entidade que nasceu com a proposta de difundir informações sobre a enfermidade e a doação de medula óssea, procedimento fundamental para o tratamento desse tipo de câncer. Uma amostra são os vídeos bem-humorados, publicados no YouTube, convocando as pessoas para se cadastrarem como doadoras de medula. A iniciativa levou uma pequena multidão ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), que recentemente homenageou o grupo. "Normalmente, as campanhas relacionadas ao câncer exploram sentimentos como comoção e tristeza, o que motiva as pessoas a ajudar por pena. Nós tratamos o assunto, que é sério, de maneira leve, contagiando mais gente", explica Batalha.

"Falamos do câncer com leveza e bom humor, sem a tristeza e a comoção das campanhas tradicionais"

A ideia de adotar no Exército Maravilha um estilo alto-astral para informar sobre a doença e chamar atenção para ela partiu da também arquiteta Karina Gomes. Namorada de Batalha, ela foi diagnosticada com leucemia linfoide aguda, em julho de 2011, e decidiu fazer algo que a alegrasse e mantivesse motivada durante os difíceis meses que enfrentaria. Com o sistema imunológico abalado, encontrar pessoalmente os amigos tornava-se cada vez menos frequente. Era no blog do projeto que ela compartilhava suas vitórias e as conquistas de outros pacientes com câncer. Vencida pela doença ainda na fase de quimioterapia, ela morreu em junho de 2012, aos 26 anos. O namorado decidiu não só manter o movimento criado por ela como expandiu sua área de atuação. Hoje, além de continuar batalhando por pacientes com câncer, o grupo organiza bazares e a venda de produtos licenciados cujos recursos revertem em doações para instituições carentes. Os amigos que acompanharam a luta de Karina multiplicam as boas ações. "Queremos inspirar por nossa energia e motivação, colaborando para uma cidade e um mundo melhores. Não é preciso viver uma perda para entender que fazer o bem é importante e necessário", diz Batalha.

Fonte: VEJA RIO