EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca nota 10: Marina Marinho

A fisioterapeuta criou o movimento Corra por uma Causa, que envolve atletas em ações sociais

Por: Bruna Talarico - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Quando começou a participar de corridas de rua, em 2010, a fisioterapeuta Marina Marinho tinha dois objetivos: manter o corpo em forma e fazer amigos. Há pouco mais de um ano, ela encontrou no esporte algo mais que a superação dos próprios limites físicos. Ao lado de duas companheiras de prova, a matemática Lia Borges e a confeiteira Carol Carpintero, Marina criou o Corra por uma Causa, movimento que mobiliza outros atletas amadores para ações sociais. Em encontros mensais, o grupo organiza doações que são destinadas a entidades filantrópicas. Marina e as amigas já se envolveram na campanha do agasalho, conseguiram fraldas geriátricas para casas de idosos, coletaram brinquedos para crianças de favelas e receberam caixas de leite para jovens pacientes de câncer. "Nós pensamos que correr com o objetivo de ajudar os outros é muito melhor que correr apenas por si mesmo", explica Marina, pernambucana que veio para o Rio em 2010 cursar pós-graduação em neurociência.

"Correr com o objetivo de ajudar os outros é muito melhor que correr apenas por si mesmo"

Engajada em ações beneficentes desde quando ainda morava no Recife, sua cidade natal, Marina, de 26 anos, teve na Maratona de Londres a inspiração de que precisava para o pro­je­to carioca. Desde sua criação, em 1981, a competição inglesa já levantou mais de 600 milhões de libras, cerca de 2 bilhões de reais, para causas sociais ? o que a credencia como o maior evento anual de angariação de fundos do mundo, segundo o Guinness Book. "Nossa ideia era trazer esse modelo para cá, mas criar uma corrida do zero ainda é um passo muito grande, mesmo que menos distante", avalia. Enquanto se organizam e ganham força, as idealizadoras do projeto se articulam como podem: promovem treinos solidários, aulas e workshops de ioga e cafés da manhã beneficentes, em que a premissa é a doação de material. "Para o trabalho ser feito, não é necessário dinheiro, mas tempo. E isso nós damos, ainda que conciliando com o emprego e a faculdade", diz Marina.

Fonte: VEJA RIO