EDIÇÃO DA SEMANA

Carioca Nota 10: Marcelle Medeiros

A empresária Marcelle Medeiros dirige uma ONG que doa perucas a pacientes que passam por quimioterapia

Por: Caio Barretto Briso - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Poucos tratamentos médicos são tão duros quanto a quimioterapia. Além de provocar efeitos colaterais como náuseas e baixa imunidade, a perda dos cabelos costuma ser devastadora para a autoestima das mulheres que lutam contra o câncer. Algumas deixam de sair de casa por vergonha da aparência. Uma alternativa é o uso de peruca, mas nem sempre as pacientes têm recursos para adqui-rir uma. Para ajudar as pessoas que vivem esse drama, a Fundação Laço Rosa apostou em uma proposta inovadora: um banco on-line de cabeleiras artificiais, distribuídas gratuitamente no Brasil inteiro. Desde 2011, quando o projeto nasceu, já foram doadas 308 unidades. "Enviamos para qualquer cidade brasileira, basta que o interessado faça o pedido em nosso site", conta a empresária Marcelle Medeiros, 43 anos, presidente da ONG.

"Com nosso trabalho, resgatamos a autoestima das pacientes de câncer"

A fundação foi criada em 2007 por Aline Lopes, irmã caçula de Marcelle, com o propósito de divulgar informações na internet sobre o câncer de mama. Na ocasião, ela tinha 32 anos e havia acabado de fazer um tratamento contra a doença. Três anos depois, Aline sofreu um processo de metástase e não resistiu ao avanço do tumor. Foi quando Marcelle, já com o auxílio de outra irmã, Andréa Ferreira, a mais velha das três, assumiu a presidência da ONG e decidiu iniciar o programa de distribuição, mantido com a colaboração de doadores. "O único momento em que a Aline ficou realmente triste e vacilante com a doença foi quando os cabelos começaram a cair", conta Marcelle. "Apesar de ser um recurso estético, a peruca ajuda a resgatar a força das pessoas e fazer com que elas voltem a acreditar em si mesmas", avalia. A meta das duas irmãs é conseguir 1 000 doações até o fim de 2014. Inspiradas pelo exemplo de Aline, que enfrentou corajosamente a doença ao mesmo tempo em que se dedicava à Laço Rosa, elas estão confiantes que chegarão lá.

Fonte: VEJA RIO