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Carioca Nota 10: Atair Milanez da Silva

O empresário, investiu 150 milhões de reais em um projeto ecológico para uma nova fábrica na Baixada Fluminense

Por: Laís Botelho - Atualizado em

Foto: Fernando Lemos
(Foto: Redação Veja rio)

om a experiência de quem começou do zero e hoje tem um próspero negócio, Atair Milanez da Silva quer compartilhar tudo o que a vida lhe proporcionou. À frente do Grupo Milanez, fabricante de contêineres com alcance mundial, ele vem concretizando seus sonhos, que sempre resvalam nas áreas filantrópica e ambiental. Está prestes a inaugurar o maior deles: a Cidade dos Contêineres, como batizou o gigantesco complexo industrial que se espraia por um terreno de 112?000 metros quadrados em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Mais do que a capacidade de estocar 5?000 desses módulos usados para o transporte de mercadorias, a fábrica é estopim para uma série de boas ações. Entre as inovações benéficas ao planeta, ela faz uso das energias solar e eólica, reutiliza água da chuva e realiza coleta seletiva de lixo. Foi criada também uma área de lazer, com campo de futebol, academia de ginástica, salão de festas e um espaço todo arborizado onde os funcionários podem descansar após as refeições.

"Ganho mais do que preciso para viver, por isso faço do excedente um investimento na produção de bem-estar"

Aos 55 anos, Atair Milanez exibe uma trajetória exemplar. Filho de lavrador, ainda pequeno ele vendia balas na porta de uma escola no Alto da Boa Vista, onde morava. Trabalhou também em bares e, para reforçar a renda, apostou nas flores cultivadas pelo pai. Com faro comercial, chegava a faturar 8?000 reais na banca que montava no Dia de Finados em frente ao Cemitério do Caju. Ao completar 18 anos, comprou um táxi e começou a dividir o volante com a rotina da faculdade de contabilidade. "Estudei em colégio público até os 12 anos. Depois, consegui pagar pelo ensino", lembra. Sem jamais se acomodar, passou o táxi para um auxiliar e comprou uma Kombi de frete. Foi nessa fase que conheceu um empresário argentino do ramo de contêineres que o chamou para trabalhar no setor, do qual não saiu mais. Atuou em outras companhias até abrir a própria, em 1994, numa bem-sucedida iniciativa. "Ganho mais do que preciso para viver, por isso faço do excedente um investimento na produção de bem-estar e de uma vida digna para todos", afirma, com generosidade.

Fonte: VEJA RIO