MODA

Quase joias

Em tamanho maxi e sofisticadas, de prata, pedraria ou borracha, elas levantam qualquer look. Renda-se também às superbijus

Por: Louise Peres - Atualizado em

Elas são finas, belíssimas e, a cada estação, se consolidam como acessórios versáteis, modernos e tão elegantes quanto as joias. Feitas da mistura entre metais nobres e pedras, couro, madeira e até borracha, as bijuterias finas - ou semi joias - ganham cada vez mais espaço, sendo a aposta das mulheres antenadas quando a ideia é sofisticar um look simples com uma única peça. Os maxiacessórios, que já vem de outras temporadas, dominaram os desfiles do Fashion Rio e do Fashion Business, encerrados neste sábado (14) - um indício de que as peças exageradas devem continuar prevalecendo neste outono/inverno. Para inspirar aquelas que ainda não se renderam à onda das superbijus, selecionamos algumas peças de nomes de peso do design de bijuterias e semi joias, cujos trabalhos se destacam no mercado carioca. Sejam pelos traços criativos ou pelo uso de materiais inusitados, você certamente também vai cobiçá-los.

Pedras naturais, pérolas e até couro de tilápia

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(Foto: Redação Veja rio)

Cores, formas e detalhes inspirados no universo da ciência e nas profundezas do mar. Direto das teorias de Charles Darwin saíram as influências para as peças da coleção Primavera/Verão 2012 de Camila Klein. A designer de semi joias e acessórios de luxo apostou em pedrarias naturais, pérolas, couro de tilápia e cristais Swarovski Elements para criar peças sofisticadas, coloridas e marcantes: anéis em turquesa e verde; pedras combinadas a tons de dourado e prateado; maxicolares e brincos trabalhados em correntes e pérolas. Estas, aliás, continuam em alta na coleção de Inverno da marca. Tendo as montanhas geladas de St. Moritz, na Suíça, Aspen e os Alpes Franceses como tema, maxicolares e brincões em formato de nozes, pranchas de ski e labaredas de lareira apareceram na prévia da coleção, apresentada na última quarta (11) no Fashion Business - a estreia de Camila Klein nas passarelas cariocas.

Mais informações em www.camilaklein.com.br/

Borracharia fina

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(Foto: Redação Veja rio)

Fabricadas no Brasil, as peças de Marzio Fiorini fazem sucesso há pelo menos dez anos. Feitas de borracha, elas ganharam o mundo, os pulsos e os pescoços da mulherada na Europa, em países como Espanha, França, Itália, Grécia, Holanda, Bélgica e Inglaterra, e também no Canadá, Austrália, EUA e Chile. O material inusitado não perde em elegância para os metais. Muito pelo contrário: as linhas curvilíneas e tramas exóticas desenhadas por Fiorini caíram no gosto de famosas como Angélica, Cleo Pires, Leticia Spiller e a produtora Roberta Medina . Inventivas, são verdadeiras joias emborrachadas. Além de desenhar linhas exclusivas para grandes marcas corporativas e participar de feiras de design, Marvio Fiorini foi premiado duas vezes pelo Eclat de Mode de Paris. A última investida do designer é o mercado da Turquia.

Mais informações em www.marziofiorini.com.br

Metais nobres, madeira e mais natureza

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(Foto: Redação Veja rio)

O trabalho da designer de joias carioca Mônica Pondé bebe na fonte de sua formação original: a arquitetura. Esquadros, maquetes e escalas são sua permanente inspiração. A artista procura combinar de maneira harmoniosa metais nobres, como a prata e mesmo o ouro, com elementos naturais - pedras, pérolas, madeira, couro e, pasmem, chifre! Nas peças de sua última coleção, "Um Luau no Hawaii", Mônica explora formas e texturas em criações sofisticadas, influenciadas pelas tradições e costumes do arquipélago americano.

Mais informações em www.monicaponde.com.br

Quase artesanais

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(Foto: Redação Veja rio)

A última coleção da desenhista industrial Duda Rimes é inspirada na Amazônia, farta em pedras brasileiras, como turmalinas, águas marinhas e quartzos. Com passagem pela Academy of Art College de San Francisco e pós-graduada em Design de Joias, ela usa técnicas de ourivesaria - suas criações, aliás, são desenvolvidas por ourives e acompanhadas de perto pela designer. O processo de confecção das peças é quase artesanal, e chega a levar 12 horas. O cuidado é compatível com a concepção que Duda tem das peças: para ela, suas criações são feitas para se unir ao corpo e se integrar à vida da pessoa que as usa. Com uma delas, o anel Giro (foto), a designer foi vencedora do prêmio International Design Excellence Awards (IDEA/Brasil) 2010, um dos mais importantes do mundo.

Mais informações em www.dudarimesdesign.com/port/

Fonte: VEJA RIO