MEMÓRIA DA CIDADE

Planeta livro

A Bienal, que começou num hotel, hoje ocupa três pavilhões no Riocentro. A ideia é não crescer mais

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Com 28 autores estrangeiros já confirmados na programação (recorde batido na semana passada, com o positivo do português Nuno Camarneiro), a 16ª edição da Bienal do Livro levará cerca de 600?000 pessoas ao Riocentro, em Jacarepaguá, mantendo o patamar de 2011, quando atingiu 670?000 visitantes. Não faz parte dos planos dos organizadores aumentar muito essa multidão ? eles concordam que é bom parar por aí, senão o conforto diminui, os corredores ficam lotados e as filas para debates, intermináveis. Houve uma época em que esses números eram bem mais modestos. Tudo começou em 1983, no Copacabana Palace, com oitenta estandes (hoje são quase 1?000). Espalhavam-se por uma área de pouco mais de 1?400 metros quadrados, ocupando os salões do requintado hotel, enquanto são usados, atualmente, nada menos que três pavilhões gigantescos, perfazendo 55?000 metros quadrados. Neste ano será homenageado um dos mais populares autores do país: Ziraldo terá um "planeta" exclusivo para seus personagens, que ganharão vida por meio da cenografia e dos figurinos de Felipe Tássara e Daniela Thomas. A festa vai começar no dia 29 do mês que vem, com cariocas aficionados de ficção e não ficção recebendo estrelas como o americano Nicholas Sparks, o argentino César Aira e o moçambicano Mia Couto. Uma grande delegação de escritores alemães também é esperada, assim como a presença de Amazon e Kobo, ícones do filão de publicações digitais.

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(Foto: Redação Veja rio)

Fonte: VEJA RIO