EDIÇÃO DA SEMANA

Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Por: Carla Knoplech

Haja sola de sapato

Caio Gallucci/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Ela produz os musicais em que atua há mais de vinte anos, e é difícil saber qual tarefa desgasta mais, se é correr pelo palco ou pelos bastidores da burocracia. Enquanto intensifica as aulas de sapateado, Cláudia Raia resolve as últimas pendências que envolvem a estreia de Crazy for You, clássico da Broadway que entra em cartaz na próxima sexta (16) no Teatro Bradesco, na Barra, trocando de endereço no dia 1º para o Vivo Rio, no Aterro. Como produtora, ela se queixa. "Você tem meia entrada, mas não tem meia conta de luz nem meio salário. A folha de pagamento de um musical não fecha", diz. Neste caso, são 120 profissionais envolvidos no espetáculo, que estreou em novembro na capital paulista e vai cumprir uma longa temporada de um ano. O enredo gira em torno de um playboy nova-iorquino que só quer saber de cantar e dançar, interpretado pelo ator Jarbas Homem de Mello, namorado de Cláudia.

Blogueira agora em papel

Fernando Moraes
(Foto: Redação Veja rio)

Com mais de 600?000 seguidores no Instagram, Gabriela Pugliesi virou uma referência em fitness nas redes sociais. Baiana radicada em São Paulo, a blogueira vem ao Rio na próxima terça (13) para lançar Raio X, na Casa Ipanema. Ela conversou com a coluna.

Por que escrever um livro? Queria falar mais sobre minha vida. No Instagram fica tudo muito superficial. Não sou só o que almocei ou comprei no supermercado.

O que mais aflige suas seguidoras? As pessoas querem resultado em cinco dias. Minha forma de me comunicar é passando autoestima e motivação. Nada cai do céu.

Quais as principais características das cariocas? Elas perguntam sempre sobre treino e gostam de fazer agachamento. Tem essa coisa de serem as gostosonas.

Um teimoso Tim Maia

Paprica fotografia/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Parecia impossível alguém incorporar Tim Maia com tanta verossimilhança como fez Tiago Abravanel no musical Vale Tudo. Quem viu as filmagens do longa-metragem sobre o soulman, passado em boa parte na Tijuca e com estreia prevista para agosto, aposta que o ator paulista Robson Nunes tem tudo para impressionar também. Ele encarna o cantor quando jovem, papel que, aliás, já havia feito na TV, em um especial da Globo sobre o artista, famoso pelo vozeirão e pelos furos. Nunes atuou também no seriado Malhação, algo que pode soar como uma piada em seu atual momento. É que ele só conseguiu perder 7 dos 18 quilos que engordou para se enquadrar na silhueta do homenageado ? está na faixa dos 105. "O Tim Maia foi embora, mas continua em mim", brinca Nunes, que tem seguido uma restrita dieta alimentar.

Insônia bem produtiva

Tomás Rangel
(Foto: Redação Veja rio)

Há dez anos, a restauratrice Cristiana Beltrão embarcou para a Nova Zelândia com uma vaga ideia de se mudar para lá. Acabou ficando quarenta dias e retornou ao Brasil. Durante a viagem, fez alguns contatos, que agora resultaram numa proposta inesperada: foi chamada para a função de consulesa daquele país no Rio. Convite aceito, ela está se dividindo entre o salão do Bazzar, em Ipanema, e a função diplomática, para a qual é devidamente remunerada. Às vezes consegue conciliar as duas ocupações, como foi o caso do jantar que organizou para uma delegação paralímpica neozelandesa. Ela chega a trocar mais de cinquenta e-mails diários com autoridades do país. "Estou aproveitando a insônia que tenho desde os 11 anos para pegar o computador também na madrugada", diz a consulesa. Ao menos o fuso horário ajuda.

Anfitrião da grande festa

beira-mar-05.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Carioca da Tijuca, o advogado Marcelo Calero rodou um bocado antes de presidir o comitê que promove as comemorações dos 450 anos de fundação da cidade, em 2015. Trabalhou na Comissão de Valores Mobiliários, na Petrobras e como diplomata no México. À frente da entidade, ele anuncia no próximo dia 22 as primeiras ações concretas que se espalharão pelo Rio do réveillon até 1º de março, data do aniversário. "Faremos um trabalho de valorização da memória da cultura popular carioca. Não se tratará de apenas mais um evento em Copacabana", diz. Algumas das iniciativas foram sugeridas pela população. Entre elas, a ocupação cultural do que restou da Ladeira da Misericórdia, que dava acesso ao Morro do Castelo, no Centro, onde a cidade floresceu, e um festival de bossa nova em Ipanema.

Fonte: VEJA RIO