EDIÇÃO DA SEMANA

Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Por: Carla Knoplech - Atualizado em

Passo em falso

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(Foto: Redação Veja rio)

Desde que começou a vender seus primeiros sapatos, há mais de uma década, Constança Basto já abriu lojas fora do Brasil, mais especificamente no MeatPacking, badalado distrito de Nova York, viu suas criações desfilando nos pés de atrizes como Nicole Kidman, Charlize Theron e Cameron Diaz e chegou a vender 30?000 pares por ano. Mas a fase atual não é das mais prósperas. Após uma nova tentativa de se reerguer no mercado carioca, com a abertura de pontos de venda em 2012 nos shoppings Leblon, Rio Design Barra e Fashion Mall, ela acaba de fechar as portas dos três endereços. Para amenizar o prejuízo, um bazar organizado no fim de outubro em uma casa na Gávea reuniu peças que nem haviam sido lançadas nas lojas. Ao que tudo indica, a estilista de 36 anos deu por encerrada sua (até então bem-sucedida) carreira no mundo dos sapatos. "Estou me preparando para novos desafios na área de consultoria, afinal tenho quinze anos de experiência na moda", diz.

Ela derrotou os rapazes

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(Foto: Redação Veja rio)

Em um mercado dominado pelos homens, ela surpreen¬deu a todos. Bartender do Meza Bar, em Botafogo, Jéssica Sanchez foi a grande vencedora do campeonato nacional de coquetelaria promovido por uma marca de vodca francesa, uma espécie de Prêmio Nobel para os mixologistas profissionais. A disputa, iniciada com mais de 100 adversários, chegou ao fim na segunda (18), em São Paulo, quando ela derrotou outros onze finalistas (dez homens e mais uma mulher) com um drinque à base de laranja, limão-siciliano e sal. "É uma combinação que provoca uma sede imediata. Assim garanti que todos dessem o segundo gole", conta a vencedora, de 24 anos, que ganhou uma viagem à França e, por tradição, garantiu vaga na etapa mundial do concurso.

Emprego por e-mail

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(Foto: Redação Veja rio)

Antes que os cortes na Record chegassem aos altos salários dos protagonistas de novela, Bianca Rinaldi pediu demissão e foi à luta: começou a procurar emprego na Globo. Quando soube que o elenco para a próxima novela das 9, Em Família, estava sendo escalado, a atriz enviou um e-mail para Manoel Carlos, o autor da trama, candidatando-se. O escritor gostou da ideia e acabou chamando a ex-paquita de volta à emissora ? seu último trabalho lá foi há dezesseis anos, como uma professora de Malhação. "Estava em busca de uma boa oportunidade de trabalho que me levasse a novos desafios", diz Bianca, que estará no horário nobre como uma cardiologista a partir de fevereiro do ano que vem.

Fim de festa

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(Foto: Redação Veja rio)

Com o sucesso da mais recente edição do Baguncinha, evento voltado para o público infantil que aconteceu pela última vez em outubro na Gávea, o DJ Rodrigo Penna decidiu aumentar a sua regularidade. A ideia era replicar a programação, toda gratuita, em diversas praças das zonas Sul e Norte durante os meses de verão. Mas o produtor cultural teve o pedido de autorização negado pela prefeitura. "Eles alegaram que, se tivessem de dizer sim para um, teriam de dizer sim para todos", conta Penna, que não se conteve e esbravejou pelas redes sociais. "Viva a cultura do não. Não aos estudantes, não aos educadores, não aos artistas, não aos empreendedores, não à saúde, não ao cidadão", protestou em sua página no Facebook.

Briga de boteco

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(Foto: Redação Veja rio)

A próxima edição do Comida di Buteco corre o risco de ser menor em 2014. Desde que o carioca Eduardo Maya, um dos fundadores do festival, anunciou que estava de saída da organização, alguns donos de bares do Rio estão ameaçando não participar do concurso, previsto para acontecer em abril. "Eu pedi para sair porque minha alma não está à venda e nunca estará", diz ele, depois de entrar em divergência com os outros sócios durante as negociações para o próximo circuito, que passará por mais quinze cidades. Como já vem acontecendo há alguns anos, sob duras críticas, os bares precisam criar acepipes com ingredientes dos patrocinadores que, na maioria dos casos, não têm nada a ver com a cultura local de botequins. Já houve até quitutes preparados com salgadinhos de pacote.

Fonte: VEJA RIO