EDIÇÃO DA SEMANA

Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Por: Carla Knoplech - Atualizado em

Terror na serra

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(Foto: Redação Veja rio)

Com lançamento previsto para o segundo semestre, Isolados é o primeiro filme de terror genuinamente fluminense. Dirigido por Tomás Portella e gravado num casarão de Teresópolis, na Região Serrana, o longa traz Regiane Alves como uma mulher com síndrome de Cotard, cujo principal sintoma é a pessoa achar que já morreu. Ela será a protagonista da história, ao lado de Bruno Gagliasso. Convivendo por um mês com fumaças inesperadas, barulhos sombrios e luzes de candeeiro, em um cenário quase sempre escuro, a atriz, de 34 anos, chegou a ficar doente de verdade, com pesadelos e insônia. Na vida real, Regiane treme de medo desse tipo de cinema e não vê os clássicos do gênero. "Fiquei abalada quando as filmagens se encerraram, demorei para me recuperar", conta ela -- na foto ao lado, com o look que usa na capa da revista Manequim deste mês.

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(Foto: Redação Veja rio)
"Estou tendo muitas noites de amor com o Tiaguinho."

Da atriz Carolina Dieckmann, falando da relação com o marido, Tiago Worcman, quando indagada, durante o Prêmio Contigo!, na última segunda (13), sobre o segredo de sua boa forma física e beleza

Agora ela também voa

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(Foto: Redação Veja rio)

Nascida em família de pilotos, Lygia Moreira chama atenção no meio da aviação executiva. Aos 29 anos, gere com mão de ferro uma empresa que abriu em 2012, a Aero Suporte. Especializada em administrar aviões particulares, a moça, que é filha de Mário Moreira, dono da Team (companhia fechada em 2012), circula na pista e no escritório entre os mais gabaritados profissionais dos ares. O papo gira em torno de reformas em aeronaves, condições climáticas e desafios do setor. Lygia ouve piadinhas dos marmanjos de plantão, mas vem se prevenindo: acabou de tirar um brevê. "Por enquanto só posso pilotar para fins privados. Minha meta é a aviação comercial", ela diz.

"Intrusa" poderosa

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(Foto: Redação Veja rio)

Quem esteve no lançamento das bijuterias requintadas de Cláudia Arbex, há duas semanas, no Village Mall, na Barra, deu de cara com uma ilustre, e até certo ponto inusitada, presença: a vereadora Verônica Costa. Conhecida como Mãe Loura do Funk, ela provocou olhares desconfiados das madames. Mal sabem elas que a moça costuma ser paparicada por vendedoras sempre dispostas a recebê-la, atrás de seu poderoso potencial de compra. Exemplo: uma vez, na Louis Vuitton de Ipanema, Verônica torrou, numa só tacada, 100 000 reais em malas. Em sua visão, nos shoppings de luxo pratica-se a chamada terapia da beleza. "E esse é o lugar das glamourosas", define a cantora-política-funkeira-gastadora.

"O ator negro ainda sofre preconceito"

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(Foto: Redação Veja rio)

Revelação da novela Salve Jorge, que acabou na sexta-feira passada (17), Nando Cunha teve encerrado o seu contrato com a Rede Globo. Confira os planos desse ator "carioca de São Gonçalo", hoje morando no bairro da Tijuca, de 46 anos, que divertiu o público na pele do trambiqueiro Pescoço.

Você esperava tamanho sucesso de seu personagem? Não mesmo. Na época da seleção do elenco, minha mulher estava grávida e eu, precisando muito de trabalho. O contrato incluía carteira assinada, plano de saúde, então não pensei duas vezes. Fiz o meu melhor, para não decepcionar o diretor. Fiquei com a sensação de dever cumprido.

E agora, passando a novela, o que você vai fazer? Vou viver, no teatro, o escritor Lima Barreto, figura do início do século passado. Quero ver se levo o público que me viu na televisão para as plateias teatrais. O texto fala da dificuldade de um artista negro para vencer na vida, enfocando o preconceito que havia na época e que até hoje ainda está por aí.

Você sente esse preconceito? Sim, e essa é a grande dificuldade do ator negro. Nós somos marcados como um perfil, e não como atores genéricos que podem fazer qualquer papel num filme, numa peça ou numa novela.

Fonte: VEJA RIO