EDIÇÃO DA SEMANA

Beira-mar

Histórias e novidades sobre a sociedade carioca

Por: Carla Knoplech - Atualizado em

Rebeldes sem causa

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(Foto: Redação Veja rio)

Todo fim de semana, por volta das 8 horas da noite, uma extensa fila de meninas e meninos tem se formado em frente ao Espaço Sesc, em Copacabana, onde está em cartaz As Coisas que Fizemos e Não Fizemos. O motivo do sucesso do musical atende pelo nome de Lua Blanco, atriz de 26 anos que integrava o elenco e a banda que protagonizavam a novela adolescente Rebelde, exibida pela Record até outubro do ano passado. Acostumados a frequentar os shows do grupo, os fãs têm seguido a mesma conduta no teatro: não economizam na gritaria, tiram fotos incessantemente e tentam até agarrar Lua durante o espetáculo. "Com o tempo eles vão pegar o jeito da plateia de teatro", diz a cantora, que já interrompeu a sessão depois de perder a concentração por causa de uma menina que decidiu se declarar no meio de uma cena.

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(Foto: Redação Veja rio)
" Apesar de estar bebendo água, estou feliz. Os médicos disseram que à noite eu já posso beber duas cervejas."

De Zeca Pagodinho, durante a feijoada que reuniu 200 convidados na terça (23) para homenagear São Jorge

A faculdade pode esperar

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(Foto: Redação Veja rio)

Ela não se envolve em discussões nas redes sociais, não posta fotos sensuais na internet, muito menos troca de namorado como quem troca de roupa. Não à toa, vem ganhando uma personagem de peso após a outra. Fazendo a linha boa moça, aos 19 anos Isabelle Drummond já vai para a segunda protagonista de sua carreira. Depois de brilhar como uma das empreguetes de Cheias de Charme, a atriz, que começou como a Emília do Sítio do Picapau Amarelo, estreia na próxima segunda (29) na trama das 7, Sangue Bom. "Tinha planos de entrar na faculdade, mas não dava para deixar uma oportunidade dessas passar", diz Isabelle, que ainda não decidiu se vai prestar vestibular para filosofia ou psicologia.

"Sou um bom escritor, o Chico Buarque não"

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(Foto: Redação Veja rio)

Depois de publicar a autobiografia 50 Anos a Mil, que teve mais de 150 000 exemplares vendidos, Lobão retorna às livrarias, com Manifesto do Nada na Terra do Nunca. Sobre o título, que será lançado no dia 6 de maio na Travessa do Leblon, o músico conversou com a coluna.

Sobre o que trata seu novo livro? Questiono o estado de paralisia política em que se encontra o Brasil, traço um olhar sobre a Semana de Arte de 1922, que gerou um academicismo no país, falo da Comissão da Verdade e, no fim, até do festival Lollapalooza.

Você acha que as pessoas estão menos politizadas? Acho que sim, é um disparo de achismo nas redes sociais. Quando comecei a escrever, vi que ainda tinha muitas dúvidas. Por isso, li mais de sessenta livros durante o processo. Um dos capítulos, inclusive, se chama "Confesso a vocês que sou uma besta quadrada". Ali mostro tudo o que eu não sabia.

De certa forma você está seguindo os passos de outros músicos que passaram a investir no mercado editorial, como Chico Buarque... A diferença é que eu sou um bom escritor, o Chico Buarque não. E falo isso depois de ter lido os livros dele. O Caetano (Veloso) é outro que escreve muito mal naquela coluna dele.

A revanche japonesa

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(Foto: Redação Veja rio)

Em 1995, os lutadores Rickson Gracie e Yuki Nakai protagonizaram um dos combates mais impressionantes do jiu-jítsu mundial, que acabou com a vitória do brasileiro. Quase vinte anos depois, é a vez de seus herdeiros e pupilos se enfrentarem no tatame. Durante o Metamoris, que acontecerá em junho em Los Angeles, Kron Gracie, de 24 anos, vai encarar o japonês Shinya Aoki, 29, na categoria peso leve, que reúne competidores de até 77 quilos. "Eu e meu pai já assistimos a vários vídeos dele para estudar a técnica. Estou preparado para trucidá-lo", alardeia Kron, da Califórnia, onde treina para a luta mais aguardada de sua carreira.

Fonte: VEJA RIO