Histórias cariocas

Bandeira do Brasil é substituída pela do Rio na Zona Norte

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

bandeira branca
(Foto: J.P.ENGELBRECHT/DIVULGAÇÃO)

BANDEIRA BRANCA

A praça continua sendo “da Bandeira”, mas de qual bandeira exatamente? Quem passa por ali, a pé ou de carro (e muito motorista trafega pelo local, importante corredor entre a Zona Norte e o Centro), já notou que, desde o início do mês, mudaram as cores do pavilhão. Saíram o verde e o amarelo nacionais, entraram o azul e o branco, com brasão vermelho central, da bandeira do Rio. Com seus dois botos (há quem os chame de golfinhos) a simbolizar que somos um município marítimo, ela ficará hasteada até o fim do mês como parte da campanha Março Azul, do Comitê Rio450. Monumentos públicos como esse e também shopping centers vêm prestando um tributo à cidade colorindo suas fachadas de azul e branco. Fechada por dois anos para a construção de um piscinão contra as enchentes, a praça foi reinaugurada com novas árvores e uma academia de ginástica voltada para a terceira idade. Abaixo, dados do bandeirão.

Comprimento: 6,4 metros 

Largura: 4,5 metros 

Peso: 6,3 quilos

Altura do mastro: 20 metros

Quanto tempo ficará hasteada: 4 semanas

 NUVENS PODEM SER BELAS

Coqueiros
(Foto: Julio Lopes/Divulgação)

Foi aberta na segunda passada (9) uma exposição que tem o Rio como modelo, feita de jeito bem informal. Trata-se de cliques do vendedor de roupas Júlio Lopes, tirados “de dentro de ônibus, a caminho do trabalho, ou andando à toa pela cidade”. Na pequena galeria de arte da loja Q.Guai, em Ipanema, podem ser apreciadas vinte fotos como esta, acima, das palmeiras do Jardim Botânico. O registro foi feito há duas semanas, em dia de céu nublado. Ele se deitou no chão, mirou para cima e gostou do quadro, ainda que estivesse contra a luz. “A ideia é mostrar que um olhar único pode ser mais importante do que equipamentos caros”, diz Júlio, que usa simplesmente um celular nesse seu hobby.

NOMES DO PASSADO E DO PRESENTE

Camisa
(Foto: Divulgação)

A nova camisa da coleção Geografia do Samba homenageia o bairro da Lapa estampando nomes que fizeram e fazem a história da região. Há lugares explicitamente citados, como “arcos” e “casarões centenários”, símbolos e atitudes ligadas ao imaginário da área, como “boemia” e “diversidade”, e, por fim, também são lembrados artistas famosos com passagens por lá, como Villa-Lobos e Lamartine Babo. Mas nem todo mundo é tão antigo, ou tão conhecido assim. Confira abaixo alguns nomes da “nova geração” que mereceram estar na camiseta. 

Roberta Nistra Cantora, cavaquinista, pesquisadora de MPB.

Ivan Milanez  Percussionista do Império Serrano, filho de um dos fundadores da escola.

Eduardo Galotti Criador de rodas como as do Trapiche Gamboa, do Severina e do Sobrenatural.

Elisa Addor Cantora, venceu o concurso Jovens Bambas.

Pedro Miranda  Craque do samba sincopado, à Cyro Monteiro.

A OUTRA LISTA DO JANOT 

Nada a ver com política nem com Petrobras, muito menos com Rodrigo Janot, procurador-geral da República. Primo distante dele (nem o conhece pessoalmente), Marcelo Janot é um dos DJs mais prestigiados da cidade, com carreira na Casa da Matriz e tendo no currículo a abertura do show dos Stones em Copacabana, em 2006. Sua próxima festa será no sábado da semana que vem (21), no Solar de Botafogo. E ele promete lotar a pista com a seleção abaixo.

infografico
(Foto: infografico)

172 PÁGINAS

É o tamanho do livro O Rio que É Azul, recheado de fotos, e todo ele dedicado à relação da cidade com a água, portanto perfeito para a leitura  nestes tempos de crise hídrica. Com lançamento previsto para o dia 25, na Travessa de Ipanema, a obra fala tanto do Rio Maracanã, fundamental para o processo de urbanização, como da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Sistema Guandu. Seu autores são Paulo Canedo e Regina Mamede, e a editora, a Bang. Na contracapa, um texto diz que ali estão as “batalhas da cidade” para equilibrar os efeitos da água, doce ou salgada, no dia a dia do carioca.

Fonte: VEJA RIO