EXPOSIÇÕES

Entre dois mundos

Mostra no Museu Nacional de Belas Artes explora laços artísticos que unem Brasil e Itália desde o século XIX

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

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(Foto: Redação Veja rio)

Fundada por dom João VI em 1816, a Academia Imperial de Belas Artes travou, desde o seu surgimento, um profícuo diálogo com a produção artística da Itália. Entre 1845 e 1890, pelo menos quinze alunos e professores vinculados à escola viajaram àquele país para se aperfeiçoar tecnicamente. Herdeiro do acervo da instituição, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) joga luz sobre essa parceria na exposição Artistas Brasileiros na Itália, em cartaz a partir de terça (26). Com curadoria de Monica Xexéo, diretora da instituição, Daniel Barreto, Pedro Xexéo e Laura Abreu, a mostra reúne aproximadamente 100 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos e gravuras, de 38 criadores que incorporaram elementos da cultura italiana a seus trabalhos.

Sobressaem no acervo alguns dos artistas da Academia Imperial que estiveram na Itália na segunda metade do século XIX. Henrique Bernardelli (1857-1936) dividiu-se entre Roma e Nápoles por quase uma década e comparece com a pintura Maternidade. Victor Meirelles (1832-1903) aproveitou a estada europeia para estudar em Paris, além da temporada na capital italiana. Dele, serão exibidas duas aquarelas. Entre as criações desse grupo, no entanto, a atração mais importante é o óleo Turbínio, de Antônio Parreiras (1860-1937). Alvo de uma meticulosa restauração, feita por técnicos do MNBA, a tela volta a ser exibida após mais de cinquenta anos. A produção mais recente tem como representantes, entre outros, o descendente de italianos José Pancetti (1902-1958), autor do óleo Marinha, Itanhaém, SP, e Iberê Camargo (1914-1994), que assina a gravura Carretéis com Frutos.

Artistas Brasileiros na Itália. Museu Nacional de Belas Artes. Avenida Rio Branco, 199, Centro, ☎ 2219-8474, ? Cinelândia. Terça a sexta, 10h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 17h. Grátis. Até 5 de agosto. A partir de terça (26). www.mnba.gov.br.

Fonte: VEJA RIO