Histórias cariocas

Arquiteta reúne em site imagens de portas art déco em Copacabana

Histórias e curiosidades sobre o Rio e seus habitantes

Por: Lula Branco Martins - Atualizado em

Atrás da porta

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(Foto: Reprodução)

Projeto da arquiteta Cássia Mota, moradora do bairro, Portas de Copa revela um pouco da herança do art déco da cidade, valendo-se das fachadas de prédios erguidos entre as décadas de 30 e 50 do século passado. O primeiro trabalho foi fotografá-las, uma a uma, sempre de frente, e aproveitando uma hora, em geral pela manhã, em que menos gente está zanzando pelo sempre tumultuado bairro de Copacabana. Depois veio a fase das ilustrações. E, agora, um ano após iniciar os trabalhos (o primeiro clique foi no Edifício São Victor, na Rua Souza Lima), Cássia passa a apresentar os resultados na internet (www.portasdecopa.com), tanto as fotografias como os desenhos. Será uma imagem por dia, ao longo de março, em homenagem ao aniversário de fundação do Rio. Quem apoiar financeiramente a causa (através do site) receberá quadros e litogravuras. Ao lado, três exemplos das ilustrações — baseadas em portas da Felipe de Oliveira, da Ministro Viveiros de Castro e da Tonelero — dessa artista baiana, carioca por opção, mas mais encantada com antigas estruturas de ferro do que propriamente com o balanço das ondas do mar.

Orgulho no peito do folião

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(Foto: Divulgação)

Nada mais justo: foi a quantidade de títulos que decidiu quais escolas de samba iam merecer camisetas especiais da badalada grife Reserva neste Carnaval. Pelo critério, Portela, com 21 vitórias, depois Mangueira, com 17, Beija-Flor (12) e Salgueiro (9) venceram a disputa. Acima, dois exemplos: o modelito da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira traz nomes de bambas famosos. Por sua vez, a vermelha e branca tijucana tem estampado o grito de guerra do seu refrão mais famoso, do samba-enredo do campeonato de 1993.

Cuidado, animais

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(Foto: istock)

O quati, mamífero da família dos guaxinins, é o animal que detém o recorde de atropelamentos na Floresta da Tijuca, de acordo com pesquisa recém-divulgada pela Universidade Veiga de Almeida (UVA). O estudo, liderado pela professora Cecília Bueno, completou o segundo ano. A pesquisadora atestou a marca de duas ocorrências a cada mês, e a maioria dos desastres ocasiona a morte dos bichos. E por que esse pequeno animal silvestre é o que mais sofre? Pelo fato de ser social. Interage com os visitantes e fica mais exposto nas ruas do parque.

MAIORES VÍTIMAS

As três espécies que mais sofrem com os motoristas no Parque Nacional da Tijuca:

1º QUATI

2º JARARACA

3º PREGUIÇA

Fonte: VEJA RIO