EXPOSIÇÕES

Eterno retorno

O português Antonio Manuel abre individual no MAM, palco de uma célebre performance que apresentou há 43 anos

Por: Rafael Teixeira - Atualizado em

Elisa Cohen/divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Em 1970, o MAM serviu de palco para uma das mais célebres performances do português Antonio Manuel: durante a abertura do 19º Salão Nacional de Arte Moderna, ele se despiu inteiramente e passou a posar como se fosse uma escultura, causando frisson entre os convidados. Batizado como O Corpo É a Obra, o trabalho fora rejeitado pelo júri do Salão e sua apresentação repentina ganhou contornos de protesto contra os critérios de seleção. A partir de sexta (13), o museu volta a receber o artista nascido em Avelãs de Caminho, há 66 anos, e radicado no Rio desde a infância. Desta vez, ele apresenta uma individual montada sob a curadoria de Luiz Camillo Osorio. Dezessete obras produzidas desde a década de 80 compõem o acervo. Seis delas são instalações, duas inéditas e quatro recriações: Fantasma (1994), em que pedaços de carvão aparentemente flutuam no ar; Frutos do Espaço (1980), reunião de esculturas em ferro; Ocupações/Descobrimentos (1998), com paredes de tijolos esburacadas; e Sucessão de Fatos (2003), produzida com telhas francesas. Onze acrílicas sobre tela completam a seleção. Aos interessados, um aviso: ele não pretende tirar a roupa novamente.

Museu de Arte Moderna. Avenida Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Centro, ☎ 3883-5600. → Terça a sexta, 12h às 18h; sábado, domingo e feriados, 12h às 19h. R$ 12,00. A bilheteria fecha meia hora antes. Pessoas com mais de 60 anos pagam R$ 6,00. Grátis para amigos do MAM, menores de 12 anos e, na quarta, a partir das 15h, para todos. Aos domingos vigora o ingresso-família: pagam-se R$ 12,00 por grupo de até cinco pessoas. Estac. (R$ 5,00 para visitantes do museu). Até 16 de fevereiro. A partir de sexta (13).

Fonte: VEJA RIO