DE BRAÇOS ABERTOS

Sem agrotóxicos

Produtores agrícolas vendem seus produtos semanalmente em dez bairros do Rio

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O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas reúne produtores e comerciantes com objetivo de vender alimentos saudáveis, sem componentes químicos, por valores mais acessíveis à população. Com apoio da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário, a Organização Não Governamental Essência Viva e a Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro organizam as feiras de rua.

Marcus Melo / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Além das frutas, verduras e legumes, é possível encontrar mel, geleias, queijos, doces, pães, bolos e quiches naturebas. ?Um amigo vegetariano me indicou a feira. Os maços de folhas verdes costumam ser bem grandes e o preço é pequenininho. Tem produtos um pouco mais caros que os tradicionais, mas ainda acho que vale a pena pela qualidade?, comenta a estudante Renata Fontanetto.

Marcus Melo / Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Quem comparece às feiras matutinas encontra produtores e clientes conversando sobre agroecologia e alimentação saudável. ?A feira é um ambiente que fornece alimentos saudáveis pra minha família. Não adianta nada ver aquela fruta enorme e bonita se ela é cheia de produtos químicos. Desconfio logo de alimentos vistosos e fora de época. Aqui fico tranquila porque só tem fruta da estação, que cresce naturalmente?, conta a professora Gorette Sousa.

Para os organizadores, adquirir produtos nas feiras do circuito é um ato de apoio aos agricultores que lutam para preservar o meio ambiente e a saúde das pessoas. O objetivo é transformar as feiras orgânicas do Rio em referência de promoção da agroecologia e alimentação orgânica, incentivando práticas sustentáveis de produção e consumo conscientes. "Trabalhar com os alimentos orgânicos significa: preservar recursos naturais; prevenir e cuidar da saúde dos trabalhadores rurais; diminuir os impactos no sistema público de saúde; promover uma melhor qualidade de vida e saúde; melhorar as condições socioeconômicas dos produtores e promover economia para os consumidores", defende Marcos Melo, presidente da Essência Vital.

Pai e filho, Sebastião e Leonardo Rosário trabalham juntos. Eles levam para as feiras tudo que plantam e colhem no bairro de Rio da Prata, em Campo Grande, Rio de Janeiro. "Estamos na temporada de caqui, mas o nosso forte é banana, que dá o ano inteiro. Também vendemos aipim, cenoura, berinjela. Conseguimos oferecer um preço acessível. Se for muito caro, as pessoas não compram?, explica o produtor.

Serviço

Bairro Peixoto

Praça Edmundo Bittencourt, sábados, das 7h às 13h

Glória

Rua do Russel, sábados, das 7h às 13h

Ipanema

Praça Nossa Senhora da Paz, terças-feiras, das 7h às 13h

Jardim Botânico

Praça da Igreja São José da Lagoa, sábados, das 7h às 13h

Leblon

Praça Ministro Romeiro Neto (em frente à Selva de Pedra), quintas-feiras, das 7h às 13h

Tijuca

Praça Afonso Pena, quintas-feiras, das 7h às 13h

Barra da Tijuca

Praça do Ó, terças-feiras, das 7h às 13h

Flamengo

Praça José de Alencar - Rua Marques de Abrantes, esquina com Rua São Salvador, terças-feiras, das 7h às 13h

Laranjeiras

Praça Jardim Laranjeiras - Rua General Glicério, altura do número 224, terças-feiras, das 7h às 13h

Botafogo

Saída do Metrô - Rua São Clemente, esquina com Rua Muniz Barreto, sábados, das 7h às 13h

Fonte: VEJA RIO