SAÚDE

A dieta da princesa

Popularizado por Kate Middleton, programa de emagrecimento à base de proteínas faz sucesso entre as cariocas que sonham em reduzir as medidas

Por: Alessandra Medina - Atualizado em

saude-abre.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Não existe fórmula mágica. Para perder peso, ainda não inventaram nada melhor do que uma dura rotina de exercícios e um corte drástico no consumo de alimentos calóricos. Mesmo assim, todos os anos, e em geral durante o verão, surge uma dieta prometendo resultados rápidos. A mais recente é a criada pelo nutricionista francês Pierre Dukan, popularizada no livro Eu Não Consigo Emagrecer, que já vendeu 3,5 milhões de exemplares apenas em seu país. Mais do que o sucesso nas livrarias, o que tem chamado atenção no regime é sua principal garota-propaganda, a princesa Kate Middleton, mulher do príncipe William, herdeiro do trono inglês. Ela adotou o método às vésperas de seu casamento e reduziu o manequim em dois números ? uma conquista que tem mantido desde então, como comprovam suas fotos.

A proposta de Dukan é ambiciosa. Ele sustenta que seu regime leva não só à perda rápida de peso, como permite manter a boa forma por toda a vida. Detalhe: sem restrição na quantidade de calorias. Com tal apelo, a "dieta da princesa", como é popularmente conhecida, conquistou uma legião de fãs em todo o mundo ? a atriz Jennifer Aniston e a cantora Beyoncé entre elas. O programa se fundamenta em uma alimentação baseada no consumo de proteínas e total restrição a carboidratos. De certa forma, é uma releitura da famosa "dieta de Atkins", criada pelo médico americano Robert Atkins nos anos 60, que escandalizou médicos do mundo inteiro ao permitir o consumo ilimitado de ovos, carnes gordas, bacon e até creme de leite. A versão moderna é bem menos condescendente e só aceita carne magra, peixe e frango. "Pesquisas científicas já comprovam que os regimes à base de proteína são eficazes na perda rápida de peso. O problema é que não podem ser mantidos indefinidamente", diz o médico Fabiano Serfaty, do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia do Rio de Janeiro.

O apelo do emagrecimento rápido é um dos grandes atrativos do programa, dividido em quatro etapas (veja o quadro). A bailarina Danielle Soares Ramos, a Dani Bananinha, assistente de palco no programa Caldeirão do Huck, recorre ao método sempre que ultrapassa a marca de 52 quilos. "Já cheguei a perder 4 quilos em uma semana", garante, orgulhosa. Em uma eterna briga com a balança desde a adolescência, a atriz Renata Dominguez, a Bate-Seba da minissérie Rei da Davi, a ser exibida pela Record em janeiro, já fez todos os regimes da moda. Hoje, é uma fervorosa adepta do método francês. "Na primeira semana, perdi 2 quilos, o que me deu estímulo para continuar", conta ela, que, em quatro meses, se livrou de 10 quilos e chegou aos atuais 53. Para se certificar de que a saúde está bem, ela consulta um médico e faz exames periódicos.

saude1.jpg
(Foto: Redação Veja rio)

Monitorar os efeitos sobre o organismo é uma atitude prudente, principalmente porque esse tipo de dieta não é exatamente um consenso entre os especialistas. Muitos a consideram arriscada para quem tem propensão a problemas cardiovasculares ou renais. "A ingestão excessiva de proteína pode, a longo prazo, causar algum efeito colateral, como cálculos nos rins. Da mesma forma, é prejudicial a quem tem diabetes ou é hipertenso", explica o presidente da Sociedade de Nefrologia do Estado do Rio de Janeiro, Renato Torres. Apesar de sua aparente simplicidade, o regime pode ser um tormento para quem não é fã de carnes. A promoter Carol Sampaio adotou recentemente o método, mas abandonou-o em pouco tempo. "Desisti no dia em que me vi em uma lanchonete destruindo um hambúrguer apenas para comer a carne do sanduíche", diz ela. Pois é, as princesas também fazem sacrifícios.

Fonte: VEJA RIO