Mascotes a bordo

Cariocas se aventuram com seus animais em longas viagens pelo mundo

São necessários adaptações na rota e documentos especiais para viajar com os mascotes

Por: Thaís Meinicke - Atualizado em

Lamoglia, Tchuba  e Teldeschi nos Estados Unidos
Lamoglia, Tchuba e Teldeschi nos Estados Unidos (Foto: Arquivo Pessoal)

Foram necessários anos de planejamento para o médico Bruno Lamoglia tirar do papel o seu grande sonho: largar o emprego e sair rodando pelo mundo. Com a rota já desenhada, ele quase teve de desistir ao ganhar um inusitado presente. Era a Tchuba, uma fêmea de rottweiler de menos de 2 meses. “Achei que precisaria abrir mão do projeto, mas resolvi adaptar os planos e levá-la comigo”, lembra Lamoglia. Às preocupações anteriores, somaram-se vacinas, documentos e um certificado especial, essencial para que animais domésticos deixem o país. Há cinco meses, ele e o amigo Murilo Teldeschi embarcaram rumo à Flórida para uma jornada de carro de exploração da natureza e prática de esportes radicais. Desde então, já fizeram trilhas, escaladas, encararam neve e calor, tudo na companhia de Tchuba. “É claro que dá mais trabalho, mas o contato com ela é um conforto, já que vou ficar tanto tempo longe de casa”, conta Lamoglia, que mantém um diário do projeto, o 4pés4patas, no Instagram.

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As aventuras com a mascote ao lado, que para muitos poderiam soar como uma excentricidade, ganham cada vez mais adeptos. Mesmo sem muita experiência em grandes velejadas, a profissional de hotelaria Sarah Moreira embarcou com o marido, Renato Matiolli, em um catamarã de 44 pés para desbravar os mares europeus. A viagem começou em abril, na Croácia, e, um mês depois, Feijão, um bull terrier de 1 ano de idade, teve seu passaporte liberado e finalmente se juntou ao casal. A presença do animal influencia diretamente na escolha das próximas paradas. “Nossa rota é traçada em função dele, já que em alguns países é mais difícil a entrada de bichos de estimação”, explica Matiolli. Detalhes da rotina de quem tem um cachorro também ganham outras proporções quando se está viajando pelo mundo ou morando em um barco. Como Feijão precisa sair para passear pelo menos duas vezes por dia, os destinos acabam sendo mais explorados pelo trio. “Ele nos obriga a sair do barco, caminhar pela cidade e conhecer melhor os lugares por onde passamos”, conta Sarah.

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Fonte: VEJA RIO