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Três perguntas para Diego Barcellos

Eleito o melhor bartender do Brasil na Diageo World Class, espécie de Oscar da coquetelaria, o pernambucano de 27 anos, hoje no balcão do restaurante Mr. Lam, conta sobre sua participação na etapa mundial

Por: Carolina Barbosa - Atualizado em

Divulgação
(Foto: Redação Veja rio)

Você chegou à etapa mundial do concurso, neste mês, mas acabou não vencendo o campeonato. O que deu errado? Fui elogiado por ser um showman, mas os jurados disseram que pequei na complexidade do coquetel, na questão do sabor. Acharam simples demais e estavam em busca de algo mais inusitado. Vou trabalhar para melhorar isso. Quando perdemos, começamos a reparar nos erros e aí acertamos de novo. No ano que vem, se Deus quiser, tento o título mais uma vez.

A vitória do espanhol David Rios foi merecida? Foi bastante merecida. O David tem boas ideias, consegue agradar aos jurados. É extremamente espontâneo e tudo o que fazia ficava bom. Ele criou um coquetel à base de pasta de limão, queijo parmesão e salmão defumado. Isso me impressionou porque, normalmente, aqueles ingredientes não seriam combinados em drinque algum.

Qual foi a maior lição tirada da competição? Além da experiência que adquiri, o contato com pessoas de fora foi o mais importante. É muito bom conviver com culturas diferentes. Tudo foi muito produtivo. E cheguei à conclusão de que não estamos abaixo do nível mundial de bartenders. Tudo o que vi lá é feito por aqui.

Conheça quatro receitas que o bartender preparou no concurso em abr.io/drinques-diego-barcellos

Fonte: VEJA RIO