bate forte

Com sabores diversos, tradicional batida faz a festa

Pedida comum em qualquer botequim, bebida ganha versões curiosas para dividir espaço com as clássicas

Por: Rafael Cavalieri

Bar do Omar
Omaracujá: clássico do Bar do Omar (Foto: Reprodução)
  • Botecos

    Bar do Momo

    Rua General Espírito Santo Cardoso, 50, Tijuca

    Tel: (21) 2570 9389

    Veja Rio
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    Na hora de batizar o recinto, nos anos 70, Abrahão Reis, o mais longevo Rei Momo do Carnaval carioca, não teve dúvida. O pé-sujo foi comprado em 1986 por Antonio Lopes dos Santos, o popular Tonhão, que tratou de manter o ótimo nome e aprimorar o clima festivo. Hoje, ele e o filho, Antônio Carlos Laffargue, o Toninho, desdobram-se para atender uma multidão que inclui a turma do samba e chefs renomados. Cerveja sempre gelada, comes saborosos e tratamento caloroso, espécie de tríade sagrada do bom balcão seguida à risca por lá, renderam à casa o tricampeonato na categoria melhor boteco. O São Jorge sobre a geladeira faz parte do cenário das antigas. Por décadas, o patriarca serviu pratos tradicionais, preparados com esmero. Aos poucos, ganharam espaço invenções como o bolinho de arroz, recheado de linguiça e queijo em quantidade indecente, salpicado de parmesão e salsinha (R$ 6,00). Concorrente a melhor petisco nesta edição do COMER & BEBER, é um carro-chefe da casa: são vendidas 1 400 unidades por mês. O filho, que cresceu ajudando o pai no balcão, aventurou-se pela cozinha, ampliando o número de tira-gostos, e passou a promover eventos que renovaram a clientela. Terça é dia de Invasão Etílica, com cervejarias convidadas, e na quarta entra em cena o Convite do Rei, aberto à participação de cozinheiros consagrados. Na quinta, é a vez do Festival de Hambúrguer. Sobre as mesas de plástico que se multiplicam pela calçada, Original e Heineken (R$ 11,50, 600 mililitros), além de artesanais como a MaracujIPA (R$ 30,00, 500 mililitros), da 2Cabeças, e uma famosa batidinha de maracujá (R$ 6,00 a dose) completam a farra, que só tem um porém: por lá não são aceitos cartões. Como diz Toninho, em seu convite-bordão: “Quer ser feliz, vem pro Momo”.

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  • Botecos

    Bar do Omar

    Rua Sara, 114, Campo Grande

    Tel: (21) 2518 3881

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    Omar Monteiro é uma simpatia. O dono do negócio recebe pessoalmente os clientes com indefectível sorriso e a saudação "E aí, meu preto!". Só por aí já se percebe que é impossível não se sentir em casa neste botequim consagrado como o grande campeão da última edição do Comer & Beber da paz, publicado por VEJA RIO. Omar ainda abocanhou as categorias simpatia é quase amor, por motivos óbvios, e melhor quitute. Acomodado na laje com bela vista para a Zona Portuária do Rio, peça um casco de Original estupidamente gelada (R$ 9,00; 600 mililitros) e aproveite o embalo para provar o hambúrguer de picanha (R$ 10,00 ou R$ 15,00, acrescido de batatas fritas), o quitute premiado. Ele chega suculento, com interior rosado, mussarela derretida e cebola refogada no shoyu. Outra pedida excelente é o omarumaki de camarão (R$ 18,00, seis unidades), rolinho crocante de recheio cremoso e bem temperado. Também valem a visita a suculenta carne de sol acebolada com aipim cozido que derrete na boca (R$ 35,00) e o omaracujá (R$ 4,00), batida de fórmula guardada a sete chaves pelo proprietário. (30 lugares).

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  • Botecos

    Bar do Oswaldo

    Estrada do Joá, 3896, Barra da Tijuca

    Tel: (21) 2493 1840

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    Fundado nos ermos da Barrinha, na década de 40 do século passado, o estabelecimento vendia comida para caminhoneiros e outros profissionais de passagem. O coquinho, uma inocente batida criada pelo proprietário Oswaldo Cardoso, logo passou de aperitivo a atração principal e mudou os rumos do negócio. Na multidão de clientes figuram personalidades como o apresentador Chacrinha, o humorista Mussum e o ex-presidente Getúlio Vargas. Hoje, o coco divide espaço nos freezers com os sabores maracujá, limão, pêssego, açaí, amendoim, bombom, caju, morango, uvinho (vodca e vinho), cocaxi (coco com abacaxi), cocujá (coco com maracujá) e tangerina (em tamanhos variados, de R$ 7,50 a dose a R$ 45,00, a garrafa de 1 litro). Podem acompanhar a visita tira-gostos como o xodó de aipim, porção de carne-seca desfiada com aipim noisette (R$ 39,90), e os rissoles de camarão (R$ 28,90, dez unidades). Um cardápio de almoço executivo vigora durante a semana, mas sábado é dia de feijoada, oferecida em sistema de bufê (R$ 42,90 o quilo). Nas noites de domingo, entra em cena a programação musical, de samba e sertanejo, com cobrança de ingresso.

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  • Bares variados

    Bar do Tino

    Rua Almirante Alexandrino, 3780, Santa Teresa

    Tel: (21) 2225 5780 ou (21) 97461 6523

    Veja Rio
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    A casa no alto do Morro dos Prazeres serve fartas porções de carnes assadas no bafo. De lá se descortina a vista privilegiada e única da baía, do Pão de Açúcar e do Cristo Redentor. Com esse cartão-postal, o bar foi indicado nesta edição de COMER & BEBER na categoria visual do Rio. Seu Severino, o patriarca, trabalha ao lado dos filhos Leandro e Bruno no preparo de receitas robustas, como a costela suína no bafo, acompanhada de arroz, feijão, baião de dois, feijão-tropeiro, molho à campanha, batata ou aipim frito (R$ 85,00, para quatro pessoas). Também fornidos são a carne de sol e o frango completo, servidos com as mesmas guarnições (R$ 50,00, para três pessoas). A batidinha de gengibre pode abrir os trabalhos (R$ 5,00 a dose), mas também há sabores de coco, cajá e de melancia. As cervejas em garrafas de 600 mililitros são as usuais Original, Serramalte (R$ 10,00), Brahma e Antarctica (R$ 9,00). Para petiscar, vá de linguiça toscana com batata ou aipim (R$ 23,00) ou peça o bolinho de bacalhau frito na hora (R$ 4,50 a unidade). 

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  • Botecos

    Bar e Lanchonete Rex

    Rua do Matoso, 7, Praça Da Bandeira

    Tel: (21) 2273 0749

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    Este pé-sujo é uma verdadeira instituição tijucana. Acomode-se nas mesas que tomam a calçada da Rua do Matoso ou no balcão. Em qualquer lugar é impossível não notar a churrasqueira a carvão onde os frangos muito bem temperados assam até ficar com a casquinha crocante. A pedida acompanhada de farofa sai por R$ 18,00, seja para comer lá ou levar para casa. A companhia perfeita para a pedida são os cascos gelados de Antarctica (R$ 6,00; 600 mililitros) ou de Brahma (R$ 5,50; 600 mililitros). Mas é imprescindível provar o coquinho (R$ 3,50), uma batida cuja fórmula é mantida em segredo pelos proprietários.

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  • Drinques

    Kiosque do Português - Lagoon

    Avenida Borges de Medeiros, 1424, Lagoa

    Tel: (21) 2239 9936

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    O negócio criado por pai e filho nasceu na orla da Praia do Leblon — originalmente, era um quiosque, que se destacava na bela paisagem da orla pela profusão de variações em torno da caipirinha. Uma incursão pelo Jardim Botânico durou pouco mais de um ano, mas a empreitada segue firme no térreo do Complexo Lagoon. O patrimônio local é o arsenal de caipirinhas, com frutas e marcas de vodca das mais variadas. Manga com amora, tangerina com gengibre e morango com limão e hortelã são algumas das misturas mais pedidas. Outra atração entre os bebes, a bicolor traz abacaxi com manga embaixo e frutas vermelhas em cima, separadas por uma rodela de limão. Com cachaça, cada pedido sai por R$ 16,00. Vodca nacional ou cachaça envelhecida elevam o valor para R$ 18,00. Pela presença de vodca importada são cobrados R$ 20,00. Para beliscar, há, entre outras dicas, miniquibe recheado de provolone (R$ 32,00, doze unidades) ou camembert crocante com salada e torradas (R$ 48,00). Novidade mais recente, as pizzas caíram no gosto do público. A margherita (R$ 27,00) está entre as mais pedidas. Com alguma vista para a Lagoa, a casa ganhou um voto na categoria visual do Rio.  

    Preços checados em outubro de 2015

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Fonte: VEJA RIO