Cachambeer (Desde 2002)

Tipos de Bares: Bares variados, Botecos
Veja Rio
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Endereço: Rua Cachambi, 475 - Cachambi - Rio de Janeiro - RJ ver no mapa
Telefone: (21) 35972002
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Resenha por Carol Zappa

Era uma vez um pé-sujo que, comprado por um cliente fiel — e durante uma bebedeira —, transformou-se em um dos endereços do gênero mais conhecidos da cidade. Marcelo Novaes, o atual proprietário, aumentou o espaço e o número de funcionários, convocou o cozinheiro Antonio Gerardo, o popular Pança, e fez do negócio um sucesso. Novaes, visto por lá com frequência, e bebericando, avisa: “Só não servimos salada”. Um cartão de visitas do cardápio é o infarto completo: conjunto opulento de tira-gostos que inclui torresmo, coração, aipim, alcatra de sol, carne-seca, farofa, linguiça calabresa e manteiga de garrafa (R$ 107,90, para quatro pessoas). Na mesma linha, a tábua hipertensão traz cordeiro, paio, camarão à milanesa, bacon fatiado, picanha de sol, costela de porco, farofa de carne-seca e molho barbecue (R$ 112,90). Churrasqueiras na rua espalham o aroma do preparo da costela no bafo, o carro-chefe local. A carne fica marinando por doze horas e é cozida durante outras seis. O prato, farto, para duas pessoas, é vendido por R$ 98,90, guarnecido de arroz, farofa de ovo e batata frita. Enquanto espera, peça o chope gelado, da Brahma, em tamanhos variados. As alternativas, dependendo da sede, incluem a tulipa (R$ 6,10, 300 mililitros) e o garotinho do pança, homenagem ao cozinheiro (R$ 9,20, 500 mililitros). Orgulhoso, o dono do negócio informa que chegam a ser vendidos cinquenta barris por semana.

    Na Brasa

    Comandado pelo figuraça Marcelo Novaes, vascaíno fanático que comprou o negócio do dono anterior durante uma bebedeira por lá, o lugar é famoso pelas fartas e saborosas pedidas. O aroma que sai das churrasqueiras na calçada anuncia a estrela da casa: a celebrada costela no bafo. Com a carne saindo do osso, o prato serve tranquilamente três pessoas (R$ 96,90), ladeado por cebola, arroz, farofa, fritas e molho à campanha. Se preferir costela suína, aposte no porquinho embriagado (R$ 70,90), também assado no bafo e guarnecido de deliciosa farofa. Enquanto as escolhas não chegam, é possível distrair-se com pastéis recheados pelos dois pratos descritos acima (R$ 6,40, o bovino, e R$ 6,60, o suíno). As pedidas caem bem com o chope Brahma sempre gelado (R$ 5,90 a tulipa de 300 mililitros).

    Preços checados em 18 de março de 2015

    Comer e beber

    • 2015 - Indicado

      Bares Comer & Beber .

      A casa junta muita gente nas filas do fim de semana. Em pleno Cachambi, com um personagem folclórico como proprietário — o vascaíno fanático Marcelo Novaes comprou o negócio do dono anterior durante uma bebedeira por lá —, o lugar goza de merecida boa fama. Neste COMER & BEBER, ganhou votos nas categorias chope e cozinha, quesito no qual foi o campeão na edição do ano passado. Para amenizar a espera, que se torna ainda mais torturante com o aroma das costelas que assam em churrasqueiras postas na calçada, é possível pedir o pastel de camarão de verdade (R$ 6,60) — sem creminho, como Marcelo gosta de ressaltar — e, é claro, o chope Brahma. Bem tirada e sempre muito gelada, a bebida é servida nas versões garotinho (R$ 4,80; 200 mililitros), tulipa (R$ 5,90; 300 mililitros) e caneca zero grau (R$ 7,90; 340 mililitros). Cinquenta barris de 50 litros são esvaziados por semana. Acomodado, abra os trabalhos com as fartas tábuas de nomes sugestivos. A hipertensão traz iscas de cordeiro, paio, camarão à milanesa, bacon fatiado, picanha de sol, costelinha de porco e farofa de car­ne-seca (R$ 107,90). Mas o carro-chefe é mesmo a costela no bafo, ladeada por cebola, arroz, farofa, fritas e molho à campanha (R$ 93,80). Com a carne soltando do osso, o pedido alimenta até quatro pessoas.

      Rafael Cavalieri

    • 2014 - Vencedor

      Cozinha Comer & Beber .

      Marcelo Novaes é um boêmio inveterado, daqueles difíceis de acompanhar. Em uma tarde de bebedeira no botequim do seu Manoel, ele exagerou, mesmo para os seus parâmetros. Durante uma discussão acalorada com o proprietário português, fechou negócio e comprou a casa sem pestanejar. No dia seguinte, arrependido e de ressaca, tentou desfazer a transação, mas era tarde: foi dormir cliente e acordou dono. Mudou o nome do estabelecimento para Cachambeer e pôs mãos à obra. Nos dois primeiros anos, o lugar era a extensão de sua casa. Amigos ocupavam as mesas e o lucro era mínimo. As coisas começaram a melhorar com a chegada de Antonio Gerardo, o Pança, seu fiel escudeiro. Profissional da culinária para os fortes, ele prepara a costela bovina que, depois de doze horas mergulhada no tempero, fica outras oito assando no bafo em churrasqueiras espalhadas pela calçada. São vendidos 600 quilos da receita por semana. A cozinha vitoriosa também prepara tira-gostos de proporção e nome surreais. Além dos famosos infarto completo (foto à dir.) e hipertensão (iscas de cordeiro, paio, camarão à milanesa, bacon fatiado, picanha de sol, costelinha de porco e farofa de car­ne-seca; R$ 92,90), a mais nova criação, batizada como não vai doer nada (R$ 72,90), reúne picanha, costela, cordeiro, fritas e bacon cobertos por queijo. O chope Brahma (R$ 5,70 a tulipa), também lembrado pelo júri, sai na mesma quantidade absurda. São cinquenta barris, de 50 litros cada um, por semana - três deles, confessa Marcelo, consumidos por ele mesmo.

      Rafael Cavalieri

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