EU FUI!

Ao cinema IMAX

Primeira sala do Rio com tela gigante e tecnologia digital de ponta já atraiu mais de 12 mil espectadores com a promessa de revolucionar a experiência cinematográfica

por Daniela Pessoa | 12/08/2011 17:11

Divulgação 

Veja, ouça e sinta mais. Depois de São Paulo e Curitiba, a canadense IMAX Corporation, conhecida pelos famosos filmes 3D dos parques da Disney, chegou ao Rio apresentando o cinema do futuro. Inaugurada no final de julho no UCI New York City Center, na Barra, a sala Image Maximum (IMAX) trouxe para os cariocas imagem de alta definição, som ambiente mais potente e uma sensação de profundidade incrível que faz o espectador se sentir imerso em cada cena do filme, mesmo em longas 2D. O preço que se paga pela novidade é alto: foram investidos 5 milhões de reais na nova sala, e o valor do ingresso não é menos assustador - a inteira chega a custar 34 reais dependendo do dia e do tipo de exibição (2D ou 3D). Se vale a pena? A reportagem de Veja Rio fez o teste: assistimos Super 8, ficção científica do aclamado diretor J.J. Abrams, com produção de Steven Spielberg. O filme estreia nesta sexta (12), mas antecipamos tudo o que você precisa saber sobre a nova sala (sem spoiler).


Com capacidade para 350 pessoas, a diferença notada de imediato é o tamanho da tela, gigantesca e levemente côncova. Ela mede 18 metros de largura por 10 de altura, ou seja, vai praticamente do chão ao teto, de parede a parede. O tamanho, três vezes maior do que o normal, maximiza o campo de visão do espectador. Dica: prefira os assentos do meio para a completa imersão visual, e consequente ilusão de que os limites da tela não existem. A imagem cristalina torna o longa-metragem ainda mais real e envolvente, revelando cada detalhe, deixando as cores mais vivas e aumentando a percepção dos movimentos dos atores, bem como do alienígena criado por computação gráfica.


Nada de chuviscos na tela ou legendas embaçadas, como de praxe em salas convencionais. É como se estivéssemos ao vivo na pequena cidade industrial de Lillian assistindo, invisíveis, todo o desenrolar da história. O suspense estrelado pela jovem Elle Fanning (ela mesma, a irmã de Dakota Fanning) se passa em 1979, quando um grupo de jovens da cidadezinha fictícia de Ohio (EUA) resolve fazer um filme de zumbis com uma câmera super 8, como o próprio J.J. Abrams costumava fazer na sua infância. De repente, eles se vêm testemunhando uma batida catastrófica de trem, mas descobrem que não se trata de um simples acidente. Na cena do desastre, aliás, o primeiro impulso é sair correndo da estação (ops, do cinema) para escapar dos destroços. Eles não voam da tela como em um filme 3D, mas a imagem extremamente nítida é tão realística quanto o som das explosões que, de tão alto, faz a cadeira e o esqueleto todo tremerem.


Por trás da qualidade da imagem IMAX estão dois projetores (e não apenas um). O grande segredo é projetar as mesmas imagens duas vezes sobre a tela, exatamente ao mesmo tempo. Além disso, o filme é armazenado em um HD, não em película, o que torna a resolução superior à do cinema comum. O sistema de áudio digital também impressiona: são 24 canais de som, o dobro de uma sala comum, com a potência máxima que um equipamento pode gerar: 18.000 watts RMS (Root Mean Square). Atrás da tela há ainda três caixas superpotentes desenvolvidas pela própria Imax Corporation. Outras duas ficam perto dos espectadores.


Mas não são todos os filmes que merecem ser assistidos na sala IMAX. Comédias românticas, por exemplo, que costumam ser simples, sem grandes efeitos especiais, ainda funcionam muito bem no velho cineminha do dia a dia. Se for para ser IMAX, que haja muita explosão e outros efeitos especiais.

Super 8, de J.J. Abrams (Super 8, EUA, 2011, 112 min.). Livre. 2D. UCI New York City Center. Sala 4 (350 lugares, IMAX): 15h (dubl.), 17h30, 20h, 22h30. Domingo (14) também às 12h30. Preço (inteira): R$ 25,00 (segunda a domingo, exceto quarta); R$ 22,00 (quarta); R$ 56,00 (pacote família: dois adultos e duas crianças).

 

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