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O espetáculo de dança Balé do Teatro Scala de Milão, a peça Herivelto Como Conheci, a peça infantil A Menina e o Vento e a mostra Alberto Giacometti

18/07/2012 17:01

DANÇA

 

Bresci Amisano / Divulgação

 

Balé do Teatro Scala de Milão. Criado em 1813, o corpo de baile da mais tradicional casa de ópera italiana faz sua terceira apresentação no Rio. Desde a última visita, em 2004, muita coisa mudou. Makhar Vaziev, diretor artístico do balé russo Kirov por treze anos, assumiu a mesma função na companhia de Milão em 2008 e promoveu uma grande renovação entre seus setenta integrantes. Com o lastro da história e rejuvenescida, a trupe encena, a partir de quarta (18), cinco sessões de Giselle no Theatro Municipal, com trilha sonora interpretada pela Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Na estreia, a peça-ícone do repertório romântico será estrelada pelos primeiros bailarinos Petra Conti, italiana, e Eris Nezha, romeno - marido e mulher quando não estão de sapatilhas.

 

TEATRO

 

 

Herivelto Como Conheci. Mérito de Marília Pêra, o monólogo musical torna aconchegante a Sala Tereza Rachel, do Theatro Net Rio, com seus quase 800 lugares. Sob a direção de Claudio Botelho, a atriz canta, em tom suave, dezenove composições de Herivelto Martins (1912-1992) como se estrelasse um sarau doméstico. Adaptação do livro homônimo de Cacau Hygino e Yaçanã Martins, a peça aborda os 44 anos de relacionamento do homenageado com a comissária de bordo Lurdes Torelly (1927-1990), pais de Yaçanã. Entre uma música e outra, acompanhada por Thiago Trajano (violão e bandolim) e Marcio Castro (piano e acordeão), a protagonista narra passagens do romance, que começou quando Herivelto ainda estava se separando da cantora Dalva de Oliveira (1917-1972). Interpretar ganha acepção bem especial quando Marília, no palco, entoa clássicos como Camisola do Dia e Atiraste uma Pedra (parcerias com David Nasser), além de Ave Maria no Morro. É melhor correr, porque a temporada é curta.

 

CRIANÇAS

 

 

A Menina e o Vento. Maria Clara Machado (1921-2001) dirigiu a estreia de seu próprio texto em 1963, no Tablado. Para celebrar os sessenta anos do teatro-escola fundado pela autora, a peça volta ao mesmo palco em produção caprichada — com música ao vivo e projeções em 3D, no lugar dos slides usados na temporada original. Cacá Mourthé, sobrinha de Maria Clara, já havia comandado a terceira montagem da peça, em 1989, e cuida novamente da direção. Como é praxe naquela casa, a maior parte do elenco foi cooptada entre egressos do Tablado, o que só aumenta o entrosamento e a dedicação em cena. André Mattos encarna de forma impagável o Vento, com quem a menina Maria (Isabella Dionísio) estabelece uma surpreendente amizade e decide fazer um passeio pelos céus do Brasil. Só o irmão da garota, Pedro (Miguel Arraes), sabe da aventura, mas nenhum adulto acredita nele. Uma investigação é feita para encontrá-la — aí é a vez de George Sauma roubar a cena como o atrapalhado Comissário Plácido Epaminondas. Também merece atenção o belo cenário de Ronald Teixeira, que balança inteiro quando o Vento sopra.

 

EXPOSIÇÃO

 

 

Alberto Giacometti. Sucesso em recente passagem pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde atraiu 130 000 visitantes, a maior retrospectiva já dedicada ao artista suíço na América do Sul chega ao Museu de Arte Moderna na quarta (18). Cerca de 280 obras vão ocupar mais de 2 000 metros quadrados. O acervo selecionado pela curadora Véronique Wiesinger, diretora da Fundação Alberto e Annette Giacometti, compreende esculturas, pinturas e gravuras, além de fotografias e documentos cedidos pela instituição. As estrelas da coleção são as esculturas de figuras humanas, que se tornaram uma obsessão na produção de Giacometti (1901-1966), a exemplo de Busto de Homem (Dito Nova York II), de 1965. Orgulho carioca, Quatro Mulheres sobre Base (1950), que também será exposta, pertence ao MAM e é a única obra desse gênio da arte moderna guardada no Brasil.

 

 

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