EDIÇÃO DA SEMANA

Históricas Cariocas

Fatos e curiosidades sobre o Rio de Janeiro

por Lula Branco Martins | 27/06/2012 21:59

Sete grãozinhos de "sabedoria"

 

 

O empresário de origem catalã Marcos Modiano, desde os 14 anos carioca de Ipanema e hoje dono do Armazém do Café, tem uma superstição que não larga nunca: adora o número 7. Por isso, foi num “sete do sete”, em 1997, que abriu a primeira filial de sua rede no Rio, na Rua Maria Quitéria, 77. Aos poucos construiu um império na cidade. São sete lojas, todas com o número 7 fazendo parte ou do endereço ou do telefone. Ali serve sete blends: moka, samba, rumba, mambo, conga, frevo e valsa. Sobrinho do milionário italiano Umberto Modiano (que dá nome ao aeroporto de Búzios), o bem-humorado Marcos, 63 anos, se define como “um homem bipolar trifásico” e é mesmo um frasista de marca maior — selecionamos, ao lado, sete de suas pérolas. Em novembro, porém, a mística do 7 terá de ser abandonada: o Armazém vai abrir a oitava loja, no Village Mall, na Barra.

 

Pula a fogueira, iô-iô

 

O Jockey Club da Gávea será palco, a partir de sexta-feira (29), da maior festa junina da cidade. São esperadas cerca de 24 000 pessoas e nenhum balão, todos se divertindo com quadrilhas, forró e música sertaneja, entre barracas de jogos e comidas típicas. É o nono ano do Roça in Rio, arraial ligado à Feira da Providência. A organização, ressabiada, está comprando 1,2 tonelada de salsichão — ninguém esquece que, na primeira edição, os 200 quilos inicialmente pensados não deram nem para a entrada. Na ocasião, eles tiveram de fazer uma vaquinha e foram ao mercado em regime de urgência para reforçar o estoque.

 

O segredo por trás da foto

 

 

Se, por questões de segurança da Rio+20, o espaço aéreo da orla estava fechado, então como foram feitas as fotos do desenho humano montado, terça (19), nas areias da Praia do Flamengo? O fotógrafo Paulo Arthur Correia tem a resposta. Contratado por uma ONG, providenciou um hexacóptero (helicóptero de controle remoto), a ele acoplou uma câmera e clicou do chão. Suas imagens rodaram o mundo. A manifestação — contra usinas na Amazônia — reuniu 1 000 pessoas, entre elas centenas de índios.

 

Pichação resistente

 

 

Ali já foi de tudo: banco, polícia, correio e, no início, a vendinha do português Guimarães, que acabou gerando o nome daquele pedaço do bairro de Santa Teresa, o Largo do Guimarães. Em 2003 virou Cine Santa. Estava fechado desde o começo do ano para reforma e reabre na sexta (29). A tela está maior, o sistema de som foi modernizado e há espaço para uma família inteira a mais (de 49 poltronas, foi para 54). Mas na fachada não se mexeu, nem pintado o muro foi — por isso ainda está lá a pichação “Bonde já!”, feita por algum vândalo insatisfeito com a demora na volta do sistema de bondinhos, interrompido desde o
trágico acidente de agosto de 2011.

 

Memória da cidade

 

 

Em 2001, Ruy Castro lançava, pela DBA, O Vermelho e o Negro, sobre a história do Flamengo. O livro volta agora às prateleiras, revisto e ampliado, pela Companhia das Letras. Tem fotos inéditas e um capítulo novo, “A volta da flama”, no qual o autor se debruça sobre a conquista do Brasileiro de 2009, sem evitar temas polêmicos como a prisão do goleiro Bruno e a desfeita de Ronaldo Fenômeno, que, após passar meses treinando no clube, em 2008, acabou assinando com o Corinthians. A dedicatória da obra vai para os craques acima — Moacir, Henrique, Dida, Joel e Zagalo —, chamados de “heróis da infância” pelo escritor rubro-negro.

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