BEIRA-MAR
por Sabrina Wurm | 17/08/2011 21:24
Em busca da mina de ouro do merchandising

Na sala de reuniões repletas de plantas em seu recém-inaugurado escritório carioca, o publicitário Nizan Guanaes revela um objetivo maior ao fincar os pés novamente na cidade. Ele planeja atuar em um ramo que julga pouquíssimo explorado por aqui: o merchandising. “Por ser a capital nacional do entretenimento, o Rio tem a mesma vocação de Hollywood para a inserção de produtos em programas de TV, no teatro e no cinema”, afirma. Dono do grupo ABC, um conglomerado de catorze empresas de comunicação, o executivo baiano investiu mais de um milhão de reais nas duas filiais de sua agência África no Leblon, uma na Avenida Ataulfo de Paiva, ainda em obras, e outra tinindo de nova na Rua João Lira. Neste segundo endereço, vai instalar um equipamento de telepresença que custou 250 000 reais para agilizar as reuniões com suas equipes espalhadas pelo mundo e - ufa! - reduzir o ritmo de viagens. Nizan calcula com precisão ter viajado 157 dias a bordo de seu jatinho só no ano passado.
Casa nova para curtir a aposentadoria

Depois de residir no Rio Grande do Sul, nos Estados Unidos e em Brasília, a carioca Ellen Gracie Northfleet, ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, consolida se
u vínculo com sua cidade natal. Primeira mulher a assumir um assento na mais alta corte do país e aposentada oficialmente desde a segunda passada, a jurista acaba de comprar um apartamento de quatro quartos na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, um dos metros quadrados mais valorizados do Rio e onde um imóvel desse porte não custa menos de 1,5 milhão de reais. Enquanto aguarda a dança das cadeiras por uma vaga numa corte internacional, ela planeja se dividir em temporadas entre a beira-mar carioca e o Planalto Central.
Deu zebra na corrida de cavalos

Pareceu uma daquelas histórias de superação esportiva que a gente vê nos filmes. Vencedor do Grande Prêmio Brasil, a prova mais importante do turfe nacional, realizada no Jockey Club no último domingo (7), o jóquei Henderson Fernandes por pouco não ficou fora da competição. Considerado um profissional de carreira meteórica nos seus 19 anos, ele pensou em montar diversos cavalos, mas todos da lista já haviam sido prometidos para outros colegas. Descartados os favoritos, sobrou para Henderson o puro-sangue Belo Acteon, que jamais havia chegado em primeiro lugar. “Ninguém queria ficar com ele”, reconhece o ganhador. No entanto, com um galope consistente, o azarão surpreendeu e venceu a carreira de ponta a ponta, sem dar chance aos adversários. Morador de Realengo, o cavaleiro, de família classe média, levou para casa 10% do prêmio de 400 000 reais.
Juntos também no trabalho

O artista plástico Vik Muniz e a mulher, Malu Barretto, acabam de formalizar uma nova união, desta vez no âmbito profissional. Ele é presidente e ela, a gerente-executiva, do Instituto Arte em Transe, que tem como terceiro sócio o onipresente Luciano Huck. A parceria no trabalho começou no ano passado, quando o casal se envolveu na Semana de Arte do Rio, um malogrado projeto que previa intervenções de autores brasileiros e internacionais pelos bairros da cidade. “É difícil ganhar dinheiro com arte na rua, pois não dá para cobrar ingresso”, justifica ele o insucesso. Enquanto não encontram uma sede para a entidade, ela está em funcionamento na própria residência do casal, em Ipanema. A ideia do trio é criar iniciativas para democratizar a arte, tal qual o evento que não foi adiante.
Uma estilista às voltas com o despejo

Fundadora da Tessuti nos anos 80, a estilista Clara Vasconcelos ainda não se desligou completamente da grife. Apesar de ter vendido sua parte no negócio para a empresária Roberta Vairolatti, sua sócia desde 2003, ela está envolvida em um processo judicial de despejo por falta de pagamento de aluguel. Clara é fiadora do imóvel na Rua Garcia D’Ávila onde funcionou até dezembro a loja de Ipanema, que ficou na inadimplência durante um período. A estilista, que é casada com o ex-governador Moreira Franco, atual ministro da Secretária de Assuntos Estratégicos, argumenta que o descumprimento do contrato começou após agosto de 2008, quando “já havia vendido a marca para Roberta”. Esse é apenas um dos problemas graves da Tessuti, que chegou a ter sete filiais na cidade e hoje conta apenas com a unidade do Fashion Mall. “Vamos continuar abertos, se Deus quiser”, afirma Roberta. “E Ele com certeza há de querer.”






