O tribunal do festival

Na área externa da Cidade do Rock funciona um tribunal com defensores, promotores e juízes que resolvem os casos ocorridos no evento

Muitas pessoas que vem ao Rock in Rio sequer imaginam que enquanto os astros se apresentam existe um tribunal funcionando nos bastidores. Na parte externa da Cidade do Rock, há equipes da Polícia Civil, Defensoria, Promotoria e Magistratura, que ficam de plantão durante todo o evento para prestar assistência ao público e resolver ali mesmo os casos ocorridos durante o festival.

A estrutura da polícia é composta por cinco contêineres: um da perícia médica e química, outro da perícia de documentos e Setor de Identificação Policial (SIP), o do Instituto de Identificação Félix Pacheco (IIFP), – para a identificação de pessoas encaminhadas para averiguação -, o da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o dos flagrantes. O trabalho dos 910 policiais, que se revezam em turno, é feito em conjunto com o Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos, do Tribunal de Justiça, que, assim como a Defensoria e a Promotoria, ficam instalados em ônibus especiais.

A Defensoria Pública conta com três profissionais a cada turno – das 14h às 21h e das 21h até o fim do evento -, que prestam assistência tanto às vítimas quanto aos réus das ações. Com uma rotina semelhante, a equipe da Promotoria é composta por dois profissionais a cada turno. “Trabalhamos em conjunto para resolver tudo na hora. As audiências são realizadas no local e os casos são decididos por um juiz aqui mesmo. Apenas as situações mais complexas são encaminhadas para os órgão de fora do festival”, explica a defensora Delmalice Silva.

Os profissionais que trabalham no local avaliam o festival de forma tranquila, sem ocorrências mais graves. Os casos mais comuns são de furtos e lesões corporais, que costumam ter rápida solução. Um exemplo foi a ocorrência envolvendo Francisco, filho da cantora Preta Gil, logo no primeiro dia do evento. Após ser acusado de agredir uma adolescente, o caso do jovem foi solucionado no mesmo dia. “Como ele não tinha antecedentes criminais e foi um crime de baixo potencial ofensivo, fizemos uma transação penal. Isso significa que ele não será processado desta vez. Caso se envolva em algum caso semelhante nos próximos cinco anos, não terá esse benefício”, explica a promotora Cristiane Campos.

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