Onda de bandas-tributo domina a programação musical na cidade

Espetáculos que recriam apresentações de estrelas da música são garantia de casa cheia

O argentino Pablo Padín encarna Freddie Mercury no God Save the Queen: semelhança visual e vocal (Cristiane Moreira/Divulgação)

Nas últimas duas semanas, plateias cariocas lotadas ouviram Rolling Stones, Paul McCartney e Pink Floyd. As canções, no entanto, foram tocadas no palco por bandas­-tributo, bem-sucedidos projetos que recriam com fidelidade e riqueza de detalhes espetáculos de ícones da música. A aposta na nostalgia vem dando certo: pelo menos outras sete atrações vão se apresentar na cidade. “Recebemos muitas propostas desse tipo e é mais fácil agendar esses shows, diferentemente de um musical, que fica um, dois meses em cartaz”, alega Carlos Konrath, diretor executivo da Opus Promoções, empresa que administra o Teatro Bradesco, espaço recordista em tributos. “É um bom negócio, com retorno financeiro garantido”, diz.

O crooner britânico Louis Hoover, que aporta no Theatro Municipal em junho e já lotou o Royal Albert Hall, em Londres, jura que não tenta imitar Frank Sinatra, mas ninguém acredita. As semelhanças, física e vocal, são inegáveis, e integrantes de sua orquestra tocaram com o homenageado. Da Argentina, chegam o Abba Mamma Mia e o God Save the Queen, liderado por Pablo Padín, um sósia do cantor Freddie Mercury. Músicos brasileiros também aderiram ao filão. É o caso do quarteto paulista Beatles Abbey Road e do Ummagumma, projeto do cantor e guitarrista mineiro Bruno Morais que leva fãs do Pink Floyd à loucura. O empresário Bruno Ajuz, 40 anos, já assistiu a mais de vinte shows do gênero. “Tributos nos transportam de volta a um passado que, às vezes, nós nem vivemos”, explica. O popular “me engana que eu gosto”, quem diria, tornou-se um gênero musical.

(Infográfico/Veja Rio)

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