Três perguntas para Leona Cavalli

A atriz estreia na direção em O Príncipe, monólogo inspirado na obra homônima do italiano Nicolau Maquiavel (1469-1527), atração no Espaço Sesc

Como foi adaptar uma obra de filosofia política para o palco? Esse foi o meu maior desafio, encenar uma obra que é totalmente reflexiva. O personagem que se vê em cena (vivido por Henrique Guimarães) é o próprio Maquiavel, no exílio, onde escreveu O Príncipe. A obra aparece entremeada pela vida do autor naquela situação.

O que foi mais difícil, adaptar O Príncipe ou atuar nas cenas fortes (de nudez) que você fez no filme Amarelo Manga? O (diretor) Cláudio Assis foi muito sensível, pediu para todos saírem do set na hora da cena. Era coerente com o personagem, então não ficou vulgar. Não foi mais ou menos difícil, essa direção foi um desafio novo.

Qual é sua impressão sobre o livro de Maquiavel? Eu li o livro há muito tempo e reli agora. Não acredito que os fins justificam os meios, como ele sugeriu aos que detêm o poder. Espero que a peça traga uma reflexão também sobre o autor que trouxe à tona o modo de agir e pensar dos governantes que permanece até hoje.

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