Dez programas imperdíveis para o fim de semana

VEJA RIO selecionou atrações para deixar seu fim de semana mais animado. Destaque para O Arraiá do Circo, com Geraldo Azevedo

(Elisa Mendes/Divulgação)

Alair

Personagem-título da encenação, Alair Gomes (1921-1992) ganhou fama como pioneiro da fotografia homoerótica no Brasil. Sua arte e sua surpreendente mas conhecida biografia são levadas ao palco pelo delicado texto de Gustavo Pinheiro (A Tropa). Em uma viagem dos anos 1950 aos 1990, a peça faz referência a fotos, sempre em preto e branco, devotadas à beleza do corpo masculino, por meio do refinado jogo de luz e sombra de Tomás Ribas. Edwin Luisi dá vida ao artista, com interpretação segura e carregada de emoção. Em cena, ele é acompanhado por Andre Rosa e Raphael Sander, nos papéis de dois jovens com quem Alair se relacionou. Mesmo menos expressiva do que o protagonista, a dupla é responsável por uma das cenas mais bonitas do espetáculo: a recriação de belas imagens de Alair durante um impecável balé, embalado pela canção Mora na Filosofia (Monsueto e Arnaldo Passos), na voz de Caetano Veloso. Ponto para o diretor Cesar Augusto (70min). 14 anos. Casa de Cultura Laura Alvim. Avenida Vieira Souto, 176, Ipanema. Quarta a sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 60,00. Até 2 de julho.

(Felipe Diniz/Divulgação)

Arraiá do Circo

Como já é tradição, o pernambucano Geraldo Azevedo (foto) comanda a festa temática. Ele divide o palco com a cultuada cantora e compositora paraibana Cátia de França em hits próprios como Moça Bonita e Tempero do Forró e canções embaladas por baião e xote. Antes, o grupo Zanzar fará uma apresentação de danças populares. Circo Voador. Rua dos Arcos, s/nº, Lapa. Sábado (1º), 22h. R$ 100,00 (1º lote).

(Divulgação/Veja Rio)

O Círculo

As consequências do avanço (para o bem e para o mal) da tecnologia foram bem exploradas nas três temporadas da série Black Mirror. Extraído do livro homônimo de Dave Eggers, lançado pela Cia. das Letras, O Círculo parece um episódio esticado do seriado. Se falta um desfecho mais arrebatador, o recheio da história é envolvente e desperta discussões calorosas. Emma Watson (foto) interpreta Mae, uma jovem batalhadora à procura de um emprego capaz de garantir o sustento da família — seu pai (Bill Paxton) sofre de esclerose múltipla. Aparece, então, a chance que ela pediu a Deus: ser contratada por uma badalada empresa de tecnologia. A recente vedete da companhia, em que um dos diretores é interpretado por Tom Hanks, é uma microcâmera que pode ser comprada a preço acessível e, assim, servir para vigiar a vida de qualquer um. Não convém ir além num drama misterioso sobre relacionamentos (pessoais e profissionais) da era digital e invasão de privacidade como entretenimento doméstico. O enredo futurista está muito próximo — e pode ser nocivo e perigoso. Direção: James Ponsoldt (The Circle, EUA, 2017, 110min). 12 anos.

(Reprodução Internet/Veja Rio)

Divinas Divas

Em sua estreia como cineasta, a atriz Leandra Leal é discreta ao invadir a privacidade de Rogéria, Jane Di Castro, Divina Valéria, Camille K, Fujika de Halliday, Eloína dos Leopardos, Brigitte de Búzios e Marquesa (que morreu em 2015, aos 71 anos). Famosas travestis desde a década de 60, elas se apresentavam no Rival, teatro carioca hoje tocado por Leandra e sua mãe. Além de revelar, cautelosamente, a intimidade das oito transformistas, o documentário Divinas Divas reuniu o grupo para duas apresentações antológicas, em 2014, no mesmo Rival do passado. Xô, baixo-astral! Embora mais cansadas, as estrelas mantêm o pique nos ensaios e soltam o vozeirão no palco. Se falta profundidade às biografias, sobra carinho na explícita homenagem. Em um dos pontos positivos, Leandra foge do formato quadradão ao apresentar um registro de “alma” cinematográfica — e não uma convencional atração de TV. Direção: Leandra Leal (Brasil, 2016, 110min). 14 anos

(Murillo Meirelles/Divulgação)

Djavan

Na estrada desde o início de 2016, a turnê de Vidas pra Contar, 23º álbum de Djavan, chega ao fim no sábado (1º), depois de percorrer mais de quarenta cidades do Brasil, da América do Sul e de Portugal. Com o apoio de um sexteto, o músico alagoano vai combinando composições recentes que flertam com xote, samba e outros ritmos, como Não É um Bolero e Vida Nordestina, com sucessos acumulados em quatro décadas de carreira, composições do naipe de Açaí, Flor de Lis e Eu Te Devoro. A abertura fica a cargo da cantora baiana Illy, revelação da MPB produzida por Kassin e Moreno Veloso. Fundição Progresso. Rua dos Arcos, 24, Lapa. Sábado (1º), 0h. R$ 200,00 (4º lote).

(Elenize Dezgeniski/Divulgação)

Encontro das Gerações do Folk e Rock Rural

Influenciado pelo clima de liberdade da cultura hippie e pela música folk americana, o rock rural surgiu com força nos anos 70, misturando sons nacionais, instrumentos elétricos e temas relacionados à natureza e à vida no interior. Dois precursores desse movimento, Guarabyra (da dupla com Sá) e Tavito (do Clube da Esquina) dividem o palco com o violeiro Ricardo Vignini e o cantor e compositor Tuia, expoente do folk brasileiro e anfitrião do projeto Encontro das Gerações do Folk e Rock Rural. Em duetos ou solos, os músicos passeiam por clássicos como Casa no Campo (Tavito), Sobradinho e Espanhola (Sá & Guarabyra), além de canções de Tuia e temas instrumentais de Vignini. Caixa Cultural. Avenida Almirante Barroso, 25, Centro. Quinta (29) a domingo (2), 19h. R$ 20,00.

(Zhong Weixing/Divulgação)

Face a Face com Grandes Fotógrafos

Vik Muniz é um dos artistas renomados flagrados pelas lentes do chinês Zhong Weixing. MHN. Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro. Terça a sexta, 10h às 17h30; sábado e domingo, 13h às 17h. R$ 10,00 (grátis aos domingos). Até 16 de julho.

 

(Felipe Diniz/Divulgação)

Francisco, El Hombre

Sucesso tardio, a paraense Dona Onete esbanja energia aos 78 anos. Exaltada pelo jornal inglês The Guardian, a rainha do carimbó chamegado desfila seu balanço na Lapa em canções como Jamburana, Feitiço Caboclo e Banzeiro. Na mesma noite, debuta na lona a banda Francisco, El Hombre. Os irmãos mexicanos Sebastián (voz, percussão e violão) e Mateo Piracés-Ugarte (voz e violão), ao lado dos brasileiros Juliana Strassacapa (voz e percussão), Andrei Martinez Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo), misturam rock, folk, salsa e outros gêneros latinos nas faixas em português e espanhol do álbum de estreia Soltasbruxa. Circo Voador. Rua dos Arcos, s/nº, Lapa. Sexta (30), 22h. R$ 80,00 (1º lote).

(Elisa Mendes/Divulgação)

Gisberta

Conhecido pela veia cômica, Luis Lobianco mostra que também sabe emocionar em solo contundente sobre a vida de uma travesti brasileira assassinada em Portugal (70min). 14 anos. Teatro Dulcina. Rua Alcindo Guanabara, 17, Centro. Sexta a domingo, 19h30. R$ 30,00 a R$ 40,00. Até 2 de julho.

 

(Divulgação/Divulgação)

Makuru — Um Musical de Ninar

Boi da Cara Preta, Nana Neném, Sapo Cururu, Atirei o Pau no Gato… Cantigas que embalam a infância de gerações de Norte a Sul do país inspiram Makuru — Um Musical de Ninar, espetáculo dirigido por José Mauro Brant, com direção musical de Tim Rescala, em cartaz a partir deste sábado (24) no Oi Futuro Flamengo. Música interpretada ao vivo, por um quarteto de flauta, viola, violoncelo e acordeão, embala a trama protagonizada por um pequeno núcleo familiar. No elenco, formado por atores-cantores tarimbados, o pai (Brant), a mãe (Ester Elias), a avó (Janaína Azevedo) e a babá (Lilian Valeska) enfrentam vários desafios sempre que tentam botar para dormir o pequeno Makuru. A família, no entanto, não sabe que seres mágicos vivem sobre o telhado da casa e tentam, a todo custo, escapar do esquecimento (60min). Recomendado para crianças a partir dos 6 anos. Oi Futuro Flamengo. Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, ☎ 3131-3060. Sábado e domingo, 16h. R$ 20,00. Até 27 de agosto.

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